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Diante do crescimento da pandemia, Ratinho Jr adota novas medidas


O desafio no enfrentamento da pandemia tornou-se muito maior desde que a nova variante do coronavírus (surgida em Manaus), potencialmente mais contagiosa, passou a circular no Paraná impactando um sistema de saúde que já estava sobrecarregado. Aumentou o número de infectados, de internados e o índice de mortalidade. Este é o maior desafio que o governo do Paraná já enfrentou em cem anos.

Esta nova realidade levou o governador Ratinho Jr a tomar medidas e endurecer as restrições. Há pouco, ele deu entrevista ao lado o secretário de Saúde Beto Preto e apresentou o novo decreto de contenção. É evidente a sua preocupação em estabelecer regras que reduzam o índice de contágio ao mesmo tempo que contempla as necessidades de empresários e trabalhadores, que penam com a crise econômica.

Ratinho Jr baixou decreto que permite a abertura do comércio não essencial. Determina a suspensão de atividades não essenciais em todo o Estado no fim de semana. Autoriza as aulas nas redes privadas, inclusive universidades e cursos técnicos, com apenas 30% de ocupação máxima a partir do dia 10. Na rede pública a partir do dia 15.

“Os efeitos dessas medidas mais duras que tomamos e permanecem até terça só serão sentidos em 15 dias. Esperávamos que a medida vigente tivesse mais efeito. Não conseguimos convencer as pessoas a ficar em casa, não alcançamos os 55% de isolamento. Também compreendemos que o setor de comércio tem um limite para aguentar o fechamento. Não é só o decreto que vai resolver, são as pessoas conscientes que podem dar a solução.”, afirmou Ratinho Jr.

Ele também anunciou medidas econômicas para amenizar as perdas, principalmente dos pequenos empreendedores e trabalhadores informais do Estado. O secretário de Saúde, Beto Preto, afirmou que apesar da flexibilização, medidas mais duras podem ser tomadas, caso os números de contaminados e internados não sofram a redução esperada.

Os técnicos da Secretaria de Saúde observam, além disso, que desde dezembro —quando chegou a boa nova da aprovação das primeiras vacinas no país—, aumentou a circulação de pessoas na rua e houve maior flexibilização de atividades. “Os pacientes que estão sendo internados não deixam o hospital rapidamente e acaba entrando mais gente do que saindo dos leitos”, comenta Beto Preto.

Ficou claro que mesmo a ampliação do número de leitos não consegue mitigar totalmente o risco de colapso, porque há um limite também de recursos humanos: depois de um ano na linha de frente, as equipes de saúde estão cansadas. “Em março de 2020, estávamos com 100% de energia, até 150%, porque tinha a curiosidade de aprender mais sobre a doença e como tratá-la. Mas agora as equipes se sentem cansadas”, disse o governador.

Um fator determinante —quiçá o mais importante— para sair do olho do furacão é contar com uma população consciente, usando máscaras e aderindo ao distanciamento social. “Essa situação não vai ser coisa de 15 dias ou um mês. No mínimo, este ano penaremos tanto quanto ou até mais do que no ano passado”, alerta Beto Preto.

Veja o decreto na íntegra no Leia Mais.

“Estamos enfrentando a maior guerra da saúde nos últimos 100 anos. É uma esforço que toda a sociedade fazer. Neste momentos, que temos que nos unir e usar nossa inteligência. Achar que vai resolver as coisas pelas redes sociais, pelo whatsapp é enganar a gente mesmo. Temos que tomar medidas estratégicas e técnicas. E é o que estamos fazendo. Até ser todo mundo imunizado, teremos que tomar medidas duras semana a semana. Buscando o menor prejuízo possivel”, disse o governador.

Comércio das 10 às 17 horas

O horário do comércio não essencial, no entanto, sofrerá alteração a partir das próxima quarta (10), passando a funcionar das 10 às 17 horas para evitar aglomerações no transporte coletivo. “Nós contamos com a ajuda dos prefeitos e das entidades envolvidas para organizar esse retorno de maneira que possamos garantir o distanciamento e evitar a aglomerações principalmente nos municípios com mais de 50 mil habitantes”, afirmou Ratinho Júnior. Ele também disse que pretende aumentar a fiscalização da aglomerações no transporte coletivo. “A sociedade pode ajudar, mudando o horário do seu empregado. E se você ver que o ônibus está cheio, espere mais uns minutos”, disse o governador.

Aulas retornam no dia 5 na rede particular e no dia 15 na rede estadual

As escolas particulares estão liberadas para retorno das aulas no modelo híbrido também a partir da quarta (10), porém com 30% de ocupação. Na rede estadual de ensino, a previsão é que as aulas retornem no dia 15 de março.

Toque de recolher mantido

O toque de recolher será mantido das 20 às 5 horas da manhã em todo o Estado, assim como a proibição de venda de bebidas alcóolicas no mesmo horário. “A Secretaria de Segurança vai continuar o trabalho de fiscalização das aglomerações em todo Estado”, afirmou o governador.

Medidas econômicas

“Essas medidas econômicas que anunciamos hoje querem de alguma maneira amenizar o difícil momento que os setores como comércio e serviços estão sofrendo”, afirmou o governador, ao anunciar as iniciativas econômicas. Entre as medidas, Ratinho Jr anunciou R$ 30 milhões de empréstimos com juros subsidiados para micro e pequenos empresários, mais R$ 10 milhões para empreendedores individuais e trabalhadores informais, além de R$ 120 milhões para o setor de turismo. “Também decidimos que os empréstimos contraídos por 40 mil empreendedores na Fomento no início da pandemia terão o pagamento suspenso por dois meses. Sanepar e o Copel vão parcelar em 60 vezes os débitos dos comerciantes”, anunciou Ratinho Júnior.

“Não adianta criarmos leitos. Temos um limite de medicamentos e recursos humanos”

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta sexta-feira (5) 5.650 novos casos confirmados e 107 mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 672.179 casos confirmados e 12.100 mortos em decorrência da doença. O Estado bateu mais um recorde de pacientes com suspeita e confirmados para Covid-19 internados em hospitais do SUS e privados: 4243. A ocupação nos leitos exclusivos para Covid-19 pelo SUS está em 96%.”Não adianta adianta criar leitos, porque isso não vai garantir atendimento, porque temos limites de medicamentos e há um limite de recursos humanos, profissionais para isso. A população precisa entender que precisa manter as medidas, principalmente com a nova cepa”, afirmou o Beto Preto. “Nós fizemos história na criação de novos leitos. Em um ano, nós construímos uma rede de leitos 125% maior, e isso inclui muitos profissionais. Mas temos um limite”, afirmou o secretário na entrevista coletiva.”

5 Comentários

  1. Vê se troca essa maldita diretoria da sanepar, aqui no Capão da Imbuia só vai ter água domingo, após ás 18 horas. Que safadeza é a desta diretoria INCOMPETENTE DA SANEPAR.

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