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Leonir Batisti, do Gaeco, comemora, ganhou ação contra Gilmar Mendes


É óbvio que a assessoria de Gilmar Mendes procura filtrar para a imprensa a ideia de que este foi um gesto de retaliação política contra Gilmar Mendes, que criticou a Justiça Federal de Curitiba na esteira de suas acusações ao ex-juiz Sergio Moro. Não é verdade. O juiz da 1ª Vara Federal de Curitiba, Friedmann Anderson Wendpap, que se caracteriza pela seriedade e imparcialidade, deu ganho de causa ao promotor Leonir Batisti, chefe do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) do Paraná, que foi chamado de bêbado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes retratou-se por ter acusado o promotor Leonir Batisti, ex-coordenador-geral do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público do Paraná (Gaeco), de dirigir embriagado. Gilmar esclareceu que, na verdade, que “Batisti é investigado por assédio sexual.” Mas perdeu assim mesmo.

Procurador de Justiça há 40 anos, ele exerce a função de coordenador-geral do Gaeco desde 2008. Em 7 de novembro de 2019, durante o julgamento que revisou a execução da pena após condenação em segunda instância, Mendes disse que Batisti “foi surpreendido numa blitz embriagado” e que “veja bem, parece que o alcoolismo é um problema do Ministério Público hoje”. O fato jamais ocorreu.

Em 25 de agosto de 2020, durante julgamento de aditivo de um acordo de delação homologado pela Vara Criminal de Londrina, o ministro votou à carga contra Batisti, dizendo que “o problema dele não seria o alcoolismo, mas assédio sexual”. Ocorre que também a notícia-crime de assédio já havia sido arquivada.

Para o juiz Friedmann Wendpap, o ministro não pode usar sua imunidade de magistrado para ofender as pessoas.

Na sentença que fixa em R$ 60 mil o valor da indenização por danos morais, o magistrado dá uma aula ao ministro que se acostumou a disparar

ofensas contra qualquer um que lhe cruze o caminho, até colegas do Supremo. (De O Antagonista).

2 Comentários

  1. Muito pouco. O ministro é multimilionário. Merecia ser condenado a pagar pelo menos 1.000.000,00.

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