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Brasil aprofunda caos com mais de 2.000 mortes diárias por covid-19


O Brasil, enfim, começa a se dar conta da gravidade do colapso que vive durante a pandemia do coronavírus. Setores econômicos, governadores, ministros do Supremo Tribunal Federal e até aliados do Governo no Congresso têm engrossado o coro na pressão por medidas nacionais mais efetivas para enfrentar a crise, que está no seu momento mais crítico e tem um dos piores indicadores do mundo.

Encurralado pela pressão de distintos setores por vacinas e pelas críticas feitas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na gestão da pandemia, o presidente Jair Bolsonaro apareceu de máscara, acenou em prol da vacinação depois de meses de discursos antivacina e… ficou por aí. Segue atacando o lockdown. Criticou o toque de recolher decretado pelo Distrito Federal e disse que só o presidente poderia adotar uma ação como esta. “Eles (prefeitos e governadores) não querem salvar vidas, querem poder”, bradou Bolsonaro nesta quinta (11).

O país registra em torno de 2.000 mortes por dia. Durante a semana, ultrapassou os Estados Unidos na média de óbitos diários pela primeira vez durante a segunda onda. Lançado a epicentro global após uma série de falhas no combate à crise, o Brasil vê seus sistemas de saúde na iminência de colapsar ou já colapsados em quase todo o seu território.

A maioria entende que quarentenas mais rígidas é o que pode estancar as hospitalizações neste momento em que há milhares de brasileiros na fila de espera por uma vaga de UTI em várias regiões. Mas, sem o protagonismo federal, tem optado por aumentar as restrições aos poucos nos Estados. Até agora, as principais ações vão no sentido do fechamento do comércio não essencial e de toques de recolher à noite ―medidas consideradas insuficientes por especialistas diante do crescimento exponencial de infecções no país.

Governadores, o Ministério da Saúde e até o Judiciário vêm pregando “união” para enfrentar a “guerra” contra o vírus, mas não conseguem afinar os discursos em uma direção comum para mitigar a pandemia. Hesitantes sobre os custos políticos e econômicos de confinamentos mais rígidos, os chefes dos Executivos estaduais sofrem com a oposição direta do Planalto, que oscila entre discursos e ações isoladas pró-vacinação com novas aparições negacionistas do presidente Jair Bolsonaro.

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