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Curitiba convoca todos os servidores da Saúde para enfrentar a pandemia


Entendam todos, chegamos ao limite, não h[a mais UTIs, leitos hospitalares, profissionais da saúde em número suficiente para atender a todos. Diante do agravamento do quadro pandêmico em Curitiba, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) publicou uma portaria convocando todos os servidores da pasta para atuarem no enfrentamento ao novo coronavírus, “independente do seu cargo, lotação, turno de trabalho e atribuições inerentes, preservando sua jornada de trabalho”. A medida, publicada no Diário Oficial do município, entrou em vigor ontem (11 de março).

Segundo a Portaria nº 29, os agentes públicos lotados na SMS serão convocados “conforme a designação desta Secretaria e a necessidade assistencial”. Dessa forma, será feita uma reorganização da composição das equipes assistenciais, a fim de que sejam equacionadas “as necessidades institucionais para o funcionamento adequado do serviço frente à demanda de atendimento, durante todo o período de funcionamento do equipamento de saúde”.

A nova iniciativa, inclusive, se soma a uma série de medidas tomadas pelo município nos últimos dias para tentar ampliar a capacidade de atendimento aos pacientes contaminados pelo novo coronavírus, num momento em que a demanda sob o sistema de saúde cresceu ao ponto de já se vislumbrar um colapso no atendimento à população.

No começo da semana, por exemplo, a SMS anunciou o que chamou de “reestruturação” dos serviços de saúde, transformando 42 Unidades Básicas de Saúde (UBS) em pronto atendimento e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em espécies de hospitais para pacientes com Covid-19. Além disso, a cidade também está exigindo que hospitais da rede privada afrentam planos de contigência para enfrentamento da crise e há a possibilidade de os leitos disponíveis virem a ser requisitados.

Desde o início da pandemia em território paranaense, em março do ano passado, Curitiba já confirmou 154.718 infecções pelo novo coronavírus e 3.176 mortes. Atualmente, a taxa de ocupação dos 465 leitos UTI está em 96%, restando apenas 17 leitos livres. Já a taxa de ocupação dos 566 leitos clínicos está em 97%, restando apenas 18 leitos livres para novos pacientes.

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