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Em US$ PIB do Brasil tem maior queda do mundo: 22,7%


A queda de 4,1% do PIB em 2020, chegou a ser comemorada pela equipe econômica, pois teria sido menor que as previsões mais alarmistas. FMI e OCDE chegaram a prever em maio quedas de dois dígitos. Só três países ficaram positivos na pandemia: Taiwan, cresceu 3,1%; a China +2,3%, porque foi o 1º a sofrer o vírus, no fim de 2019 e conteve a Covid-19 com confinamentos rigorosos, e a surpreendente Turquia, avançou 1,6%.

O Brasil teve queda maior que a dos Estados Unidos (-3,5%), mas se saiu melhor que o Japão (-4,8%), México (-8,3%) e a maioria dos europeus: Alemanha (-5,3%), França (-8,1%), Itália (-8,8%), Reino Unido (-9,9%) e Espanha (-11%). Entre os países da América do Sul, teríamos sido melhores que Argentina e Chile (que ainda não apresentaram dados), Colômbia (-6,8%) e Peru (-11,1%).

Mas há uma questão, adverte o economista Manuel Jeremias Leite: como a moeda brasileira desvalorizou muito mais que a taxa de inflação implícita no PIB. Para efeitos estatísticos, as Contas Nacionais do IBGE, que colhe os dados do PIB, usam as taxas médias de câmbio e do IPCA, enquanto os países europeus têm suas moedas ancoradas no Euro (à exceção da lista é o Reino Unido, que desde o ingresso na União Europeia, da qual se divorciou no fim de 2020, manteve a libra como a moeda), e o Japão tem no iene uma das moedas mais estáveis frente ao dólar. Assim, o que deve contar é um critério usado pela OCDE e o FMI: a paridade do poder de compra da moeda.

1 Comentário

  1. Um governo cheio de mutrestatísticas, ou seja, mutretas nas estatísticas. Churchill tinha razão: “A pior forma de governo é a democracia, excetuando-se as demais.” Temos que votar, errar, aprender e votar certo em algum momento.

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