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Mais 31 mortos e 1.262
novos casos de Covid19


O bicho pegou. Curitiba teve, neste sábado (13), 31 óbitos e 1.262 novos casos de covid-19, segundo boletim da Secretaria Municipal da Saúde. Vinte e dois desses óbitos ocorreram nas últimas 48 horas. As redes de saúde pública e privada de Curitiba podem a qualquer momento perder a capacidade de atender novos pacientes, seja de Covid-19 ou de qualquer outra doença,

Neste sábado (13), a taxa de ocupação dos 465 leitos de UTI SUS exclusivos para covid-19 está em 97%. Podem faltar leitos a qualquer momento. Restam 13 leitos livres. A taxa de ocupação dos 806 leitos clínicos está em 98% neste sábado (13/3), restando 19 leitos livres para internação de pacientes. Este boletim inclui os leitos das Unidade de Pronto Atendimento, com pacientes internados recebendo a assistência à covid-19.

As novas vítimas são 17 homens e 14 mulheres, com idades entre 43 e 89 anos. Até agora são 3.207 mortes na cidade provocadas pela doença neste período de pandemia. Com os novos casos confirmados, 155.980 moradores de Curitiba testaram positivo para a covid-19 desde o início da pandemia, dos quais 140.118 estão liberados do isolamento e sem sintomas da doença. São 12.655 casos ativos na cidade, correspondentes ao número de pessoas com potencial de transmissão do vírus.

devido à velocidade de transmissão de coronavírus e a ameaça de falta de insumos e equipamentos, como anestésicos e oxigênio. A informação foi repassada à imprensa em entrevista coletiva conjunta neste sábado (13) com a superintendente Executiva da Secretaria Municipal de Saúde, (SMS), Beatriz Battistella Nadas, a superintendente de Gestão da SMS, Flávia Quadros, e o presidente da Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Paraná (Femipa), Flaviano Ventorim.

“Hoje estamos atendendo todos os pacientes que chegam na rede pública, por isso fizemos a mudança das UPAs, mas a velocidade de transmissão da covid-19 está alta demais, amanhã ou depois de amanhã, pode ser que a gente não consiga. A mudança de padrão da doença que leva pacientes ao internamento em três a quatro dias não nos dá mais tempo de quatro semanas. Não há giro de leitos. Estamos no limite de atendimento”, disse Flávia Quadros. Segundo Ventorim, a cidade está próximo do difícil momento onde os médicos terão que escolher quem vai receber oxigênio ou não, quem será internado ou não: “Aquilo que vimos acontecer na Itália, nos Estados Unidos, em Manaus, está muito próximo de acontecer aqui em Curitiba. Não queremos que isso aconteça”. Por isso, os três foram enfáticos ao afirmar que é hora de a população fazer a sua parte, evitar sair de casa e quando sair usar máscaras e tomar as medidas de distanciamento social e higiene.

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