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Nos hospitais de Curitiba já faltam
leitos, equipamentos e remédios


Não brinque com a sorte. Fique em casa, use máscara e álcool gel. A situação é gravíssima e tende a piorar. As redes de saúde pública e privada de Curitiba podem colapsar, a ponto de perder a capacidade de atender novos pacientes, seja de Covid-19 ou de qualquer outra doença.

A velocidade de transmissão das novas cepas de coronavírus aumentou muito. Há falta de insumos e equipamentos, como anestésicos e oxigênio. A superintendente Executiva da Secretaria Municipal de Saúde, (SMS), Beatriz Battistella Nadas, vai direto ao ponto. “A velocidade de transmissão da covid-19 está alta demais, amanhã ou depois de amanhã, pode ser que a gente não consiga atender a todos. A mudança de padrão da doença que leva pacientes ao internamento em três a quatro dias não nos dá mais tempo de quatro semanas. Não há giro de leitos. Estamos no limite de atendimento”.

A cidade está próxima do difícil momento em que os médicos tem que escolher quem vai receber oxigênio ou não, quem será internado ou não: “Aquilo que vimos acontecer na Itália, nos Estados Unidos, em Manaus, está muito próximo de acontecer aqui em Curitiba. Não queremos que isso aconteça”. Ou a população faz a sua parte, evita sair de casa e quando sai usa máscaras e toma as medidas de distanciamento social e higiene ou teremos o caos.

Curitiba está com mais de 15 mil casos ativos. “Se 10% deles complicarem, são 1500 pessoas que vão para o sistema de saúde, público e privado, e se seguir o padrão atual, 300 podem precisar de UTI, ou seja, não temos essas vagas. E não só por uma questão de dinheiro, porque não há equipamentos para comprar, oxigênio, anestésico, fora equipes de saúde. Para vocês terem uma ideia, há dois dias não tínhamos esse problema de anestésticos, mas a demanda aumentou tanto que já não temos garantias de entrega”.

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