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Cresce pressão para Pazuello
deixar comando da Saúde


Em meio a um intenso desgaste pelo colapso do sistema de saúde em várias regiões do país, seguidos recordes de mortes causadas pelo coronavírus e atrasos na vacinação, aumenta a pressão política para que o ministro Eduardo Pazuello deixe o comando da Saúde. Por ora, o militar nega ter se demitido ou que o presidente Jair Bolsonaro tenha lhe pedido o cargo, mas diz que entregará o ministério assim que o presidente pedir. Bolsonaro se reuniu neste domingo com a médica Ludhmila Abrahão Hajjar, cotada para substituir o militar, mas não tomou a decisão final. Nos bastidores, fontes do Planalto relataram a vários jornais, inclusive ao EL PAÍS, que Pazuello deve deixar a pasta ainda nesta semana.

O desligamento de Pazuello é articulado por meio de uma exoneração “a pedido”, em que o militar justificaria a necessidade de um afastamento para cuidar da saúde. Mas, na prática, a mudança é orquestrada por pressão de parlamentares do Centrão ―que agora formam a base do Governo― como parte da mudança de postura que é exigida de Bolsonaro diante da gravidade da pandemia e da consequente crise econômica gerada por ela.

Nos últimos dias, o presidente, entusiasta de uma postura negacionista, passou a adotar um discurso pró-vacina, para enviar sinais ao mercado de que pretende trabalhar em prol da vacinação em massa, única maneira de retomar a vida normal e reduzir, por exemplo, as restrições comerciais impostas pela pandemia. Depois de a notícia da saída de Pazuello começar a circular, entretanto, o próprio ministro sinalizou contra a estratégia. E mandou um recado pelo Twitter de seu assessor de comunicação, conhecido como Markinho Show: “Não estou doente, não entreguei o meu cargo e o presidente não o pediu, mas o entregarei assim que o presidente solicitar. Sigo como ministro da Saúde no combate ao coronavírus e salvando mais vidas”, declarou o general.

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