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Senadores perdoam R$ 1,4 bi de impostos devidos por igrejas


Todos sabem do poder eleitoral das igrejas no Brasil. Sabem também que Templo é dinheiro, considerado o volume de arrecadação que fazem. Pois, pois, deputados e senadores não quiseram entrar em conflito com essa turma que faz da religião instrumento da política. Ao derrubarem um conjunto de vetos do presidente Jair Bolsonaro, senadores confirmaram nessa quarta-feira (17) a decisão já tomada mais cedo pelos deputados federais e permitiram o perdão de dívidas tributárias contraídas por templos religiosos.

Este veto foi alvo de polêmica entre Bolsonaro e a bancada evangélica. O presidente vetou em setembro de 2020 o perdão da dívida das igrejas a pedido da equipe econômica, mas sugeriu a parlamentares da bancada que derrubassem o veto.

O artigo que havia sido vetado por Bolsonaro concede isenção às igrejas em relação ao pagamento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e às multas por não quitação do tributo.

Na ocasião, o Ministério da Economia, que é contra o perdão da dívida, estimou que um impacto nas contas públicas na ordem de R$ 1 bilhão.

Documento enviado recentemente pela liderança do governo aos parlamentares, revelados pelo jornal O Estado de S. Paulo estima uma renúncia tributária de R$ 1,4 bilhão nos próximos quatro anos. (Metrópoles).

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