Braga Neto assume e diz que golpe militar de 1964 deve ser celebrado


“O movimento de 1964 é parte da trajetória histórica do Brasil”, diz Braga Netto em comunicado de celebração do golpe
Recém-nomeado para o Ministério da Defesa, o general Walter Braga Netto emitiu um comunicado nesta terça-feira com a ordem do dia alusiva ao golpe militar de 31 de março de 1964. “Eventos ocorridos há 57 anos, assim como todo acontecimento histórico, só podem ser compreendidos a partir do contexto da época”, escreveu.

Após descrever “um cenário de inseguranças com grave instabilidade política, social e econômica”, afirmou que coube aos militares da ditadura, que durou até 1985, a “responsabilidade de pacificar o país”. Em nenhum momento ele se refere ao período como autoritário ou ditatorial. “O movimento de 1964 é parte da trajetória histórica do Brasil. Assim devem ser compreendidos e celebrados os acontecimentos daquele 31 de março”, escreve.

No Leia Mais, o comunicado na íntegra:

Ordem do Dia Alusiva ao 31 de março de 1964

Eventos ocorridos há 57 anos, assim como todo acontecimento histórico, só podem ser compreendidos a partir do contexto da época.

O século XX foi marcado por dois grandes conflitos bélicos mundiais e pela expansão de ideologias totalitárias, com importantes repercussões em todos os países.

Ao fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo, contando com a significativa participação do Brasil, havia derrotado o nazi-fascismo. O mapa geopolítico internacional foi reconfigurado e novos vetores de força disputavam espaço e influência.

A Guerra Fria envolveu a América Latina, trazendo ao Brasil um cenário de inseguranças com grave instabilidade política, social e econômica. Havia ameaça real à paz e à democracia.

Os brasileiros perceberam a emergência e se movimentaram nas ruas, com amplo apoio da imprensa, de lideranças políticas, das igrejas, do segmento empresarial, de diversos setores da sociedade organizada e das Forças Armadas, interrompendo a escalada conflitiva, resultando no chamado movimento de 31 de março de 1964.

As Forças Armadas acabaram assumindo a responsabilidade de pacificar o País, enfrentando os desgastes para reorganizá-lo e garantir as liberdades democráticas que hoje desfrutamos.

Em 1979, a Lei da Anistia, aprovada pelo Congresso Nacional, consolidou um amplo pacto de pacificação a partir das convergências próprias da democracia. Foi uma transição sólida, enriquecida com a maturidade do aprendizado coletivo. O País multiplicou suas capacidades e mudou de estatura.

O cenário geopolítico atual apresenta novos desafios, como questões ambientais, ameaças cibernéticas, segurança alimentar e pandemias. As Forças Armadas estão presentes, na linha de frente, protegendo a população.

A Marinha, o Exército e a Força Aérea acompanham as mudanças, conscientes de sua missão constitucional de defender a Pátria, garantir os Poderes constitucionais, e seguros de que a harmonia e o equilíbrio entre esses Poderes preservarão a paz e a estabilidade em nosso País.

O movimento de 1964 é parte da trajetória histórica do Brasil. Assim devem ser compreendidos e celebrados os acontecimentos daquele 31 de março.

WALTER SOUZA BRAGA NETTO

3 Comentários

  1. Mais um negacionista queimando o filme das forças armadas. Podre país, pobre povo brasileiro,

  2. Luiz Henrique Reply

    ” Viva 64 ” , a melhor fase de ordem, civilidade e progresso no Brasil.

  3. Parreiras Rodrigues Reply

    A Ditadura já nasceu envergonhada do dia do seu parto. Antecedeu-o, no registro, para 31 de março, quando, na realidade, o rebento desgraçado veio ao mundo no dia 1.o de abril, consagrado pela brasileirada como o Dia da Mentira.

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