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Após decisão do STF, Lula busca adversários de Bolsonaro


Com a confirmação das anulações de suas condenações pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dará seguimento ao projeto de se colocar novamente na cena política nacional e estruturar a candidatura à Presidência da República em 2022.

A disputa eleitoral, porém, não deve ser tratada de forma direta. Lula tem dito que o importante agora é falar sobre a necessidade de acelerar a compra de vacinas para o novo coronavírus e de elevar o valor do auxílio emergencial.

A estruturação das alianças ficará para o ano que vem. Mas sob o pretexto de encontrar soluções para o combate à pandemia, saídas para a crise econômica e definir ações dos políticos que se colocam na oposição ao governo Jair Bolsonaro, o ex-presidente deve manter conversas com partidos de esquerda e até com nomes ligados ao centro, como o senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Aliados de Lula também têm procurado reconstruir pontes com o empresariado. Militares e evangélicos são outros segmentos que estão na mira do líder petista. Está em discussão a divulgação de uma carta destinada aos evangélicos.

Para a eleição, a expectativa é que Lula consiga formar a chapa com um vice de perfil semelhante ao do empresário José Alencar (1931-2011), que ocupou o posto nos oito anos em que o líder petista esteve no poder. Os palanques estaduais devem ser definidos com base no interesse de partidos aliados e o PT está disposto a abrir mão de candidaturas a governador para ajudar a fortalecer a chapa de Lula.

A ideia do ex-presidente é começar a viajar pelo país. Lula, de 75 anos, tomou a segunda dose da vacina contra o novo coronavírus no último dia 3 e aguarda que a pandemia arrefeça um pouco para definir o seu primeiro destino, que deve ser uma cidade do Nordeste.

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