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João Santana, delator da Lava Jato, assume comunicação de Ciro Gomes


O ex-marqueteiro do PT João Santana assumirá a comunicação do PDT. Ciro Gomes, pré-candidato à presidência do partido, fez o anúncio pelas redes sociais. O acerto foi fechado em uma viagem do pré-candidato Ciro Gomes e do presidente do PDT, Carlos Lupi, à Bahia nesta quinta-feira (22). Na conversa, ficou definido que o marqueteiro receberá R$ 250 mil por mês em um contrato com prazo de duração de um ano assinado com o partido.

Se tudo der certo, em seguida, Santana assumirá o comando da comunicação da campanha presidencial de Ciro.Santana já havia defendido a possibilidade de o ex-presidente Lula (PT) ser vice de Ciro Gomes nas próximas eleições presidenciais. Na ocasião, o marqueteiro disse que Lula seria “o vice ideal” para Ciro Gomes. Ele comparou a ideia da atual vice-presidente da Argentina Cristina Kirchner de se candidatar ao lado de Alberto Fernández, mas com ele na cabeça de chapa.

“Impossível ser isso [Lula vice de Ciro], mas essa chapa seria imbatível. É imitar a solução genial eleitoral, que a Cristina fez na Argentina”, declarou Santana. O publicitário também disse ser “improvável” que Jair Bolsonaro vença as eleições em 2022.:“Bolsonaro é 1 fenômeno eleitoral, sim, mas ele não contrariou todas as lógicas de campanha. A campanha de 2018 é que contrariou todas as lógicas da história política eleitoral brasileira”, disse.

Nessa mesma entrevista, Santana disse que “mentir é um privilégio” e que o caixa 2 “foi sempre a alma do sistema eleitoral brasileiro”.

Marqueteiro de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff, o baiano João Cerqueira de Santana Filho tem 67 anos e fez carreira como músico na contracultura das décadas de 1970 e 1980. Atuou como jornalista, ganhou prêmios e passou uma temporada de estudos em Washington, nos Estados Unidos, em 1991. Depois, foi para a publicidade política.

João Santana e sua mulher, Mônica Moura, foram presos e condenados pelo ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro, a 8 anos e 4 meses de prisão por irregularidades na campanha da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2010.

Eles fizeram delação premiada. Foram soltos em outubro de 2018.

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