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Tensão na caserna

Crescem os indicadores de que as relações do presidente da República não são as melhores com gente qualificada e poderosa das Forças Armadas. O ex-comandante do Exército, general Edson Pujol diz que Eduardo Pazuello ‘ferrou o Exército. A história circula no Forte Apache, como é conhecido o Quartel General do Exército, em Brasília. Pujol disse que Eduardo Pazuello, o ex-ministro da Saúde. “Quando o Bolsonaro lhe proibiu de comprar vacinas, Pazuello deveria ter pedido demissão. Obedecendo, ele se ferrou e nos ferrou junto’”.

Pela primeira vez, a revista do Clube Militar mira os militares que atacam o governo, chama o ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim de “criptocomunista” e o ex-presidente José Sarney de “enrustido esquerdista”.

Em outro texto, o brigadeiro Jaime Rodriguez Sanchez chama de “traidor” um general crítico a Bolsonaro e diz que “ele não seria digno do que aprendeu na Academia, muito menos das estrelas que ostenta no ombro” (segundo muitos, uma alusão a Carlos Alberto dos Santos Cruz).

No final do artigo da revista, o texto diz que, se for derrotado em 2022, Bolsonaro ainda poderá chamar a Casa Republica de “meu Clube Militar”.

O general da reserva Francisco Mamede de Brito Filho criticou a tentativa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de politizar as Forças Armadas e disse que a presença do general Eduardo Pazuello no governo, como ministro da Saúde, foi uma “anomalia condenável” e uma “situação constrangedora”, porque ele estava na ativa, e deveria ter ido para a reserva para ocupar o cargo.

1 Comentário

  1. Parreiras Rodrigues Responder

    Nem Lula e nem Bolsonaro metem medo nas próximas eleições. O primeiro, absolvido pelos ministros petistas que ele e Dilma nomearam, não resiste a um debate. Bolsonaro, se não impinchado ou internado em hospício até lá, terá que levar outra facada para se desculpar pela ausência nos debates. Onde se sabe que não aguenta meio round.

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