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Sem respostas convincentes,
Governo mostra medo da CPI


Em artigo, Miriam Leitão analisa a reação do governo que teme a CPI mas não tem respostas convincentes para os questionamentos da oposição. É o que segue

Governo mostra medo da CPI, mas há pouca resposta boa para as 23 questões enviadas aos ministérios

O documento enviado pela Casa Civil da Presidência da República a 13 ministérios faz uma lista de 23 “acusações” esperadas pelo governo na CPI da Covid e mostra que o governo está com medo das investigações da comissão. No fim de semana, Bolsonaro fez um discurso agressivo, de novo ameaçando o país com crise inconstitucional, ao dizer que enviaria o Exército para a rua contra as medidas restritivas dos governadores. Que resposta qualquer ministério terá para derrubar o ponto de que ele não apoiou medidas protetivas?

Algo que chama atenção no documento é que ele tem mais pontos do que a própria proposta da CPI, preparada por Randolfe Rodrigues. O governo está também preocupado com os vários documentos prévios, como o do TCU.

E esses 23 pontos que o documento levanta têm provas claras, que são fáceis de serem rebatidas. “O governo foi negligente com a aquisição do Coronavac?” Foi, são várias declarações em que ele desacredita, fora que mandou Pazuello desfazer o contrato de compra das vacinas.

“O governo não promoveu campanhas de prevenção à Covid-19”. Sim, inclusive o presidente continua andando sem máscara e desacreditando as medidas de distanciamento. Outro ponto: “O governo recusou 70 milhões de doses da vacina da Pfizer”. Sim, a dispensa da compra da vacina da Pfizer foi comprovada pelo ex-secretário de Comunicação Fabio Wajngarten, que também será convocado.

Diante deste cenário, não há muito o que os ministérios podem fazer, a não ser criar fatos falsos e acusar. Assim como fez o senador Eduardo Girão, entrevistado ontem por mim na Globonews. Ele se utiliza de qualquer pergunta para fazer acusações aos governos estaduais, mostrando que essa será a estratégia. Girão é da base do governo, gosta de dizer que é independente e quer buscar respostas, mas, quando eu perguntei se ele defendia ainda a hidroxicloroquina, diz que tomou ivermectina. Como vai investigar a atuação do governo ao estímulo ao chamado tratamento precoce se ele mesmo defende? Mas, pelo que mostrou o senador Humberto Costa na mesma entrevista na Globonews, a maioria não vai perder o foco. Inclusive, o senador oposicionista me disse que vão investigar a hipótese de que Bolsonaro abraçou a tese de ampliar a disseminação do vírus para mais rapidamente chegar na imunidade coletiva. Uma tese completamente equivocada.

1 Comentário

  1. A turma que perdeu as eleições e a mídia que perdeu o jabaculê, furiosos e hidrófobos, pretendem derrubar o governo e mandar às favas os votos vencedores. Esperem a eleição, se acham que vão vencer, agora montados no bicho papão que foi ressuscitado das trevas.

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