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Braga Netto nega politização
que haja dos quartéis


Ministro da Defesa participou de audiência em comissão do Senado para apresentar os novos comandantes de Exército, Marinha e Aeronáutica.

O ministro da Defesa, Braga Netto, disse nesta quinta-feira (29), em audiência da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, que ”não existe politização” nas Forças Armadas. Questionado por senadores, ele também afirmou que não há leitos ociosos nos hospitais militares.

A reunião foi convocada para a apresentação ao Senado Federal dos novos comandantes de Exército, Aeronáutica e Marinha.

Em março, o presidente Jair Bolsonaro trocou os comandantes das três forças. Desde a redemocratização, foi a primeira vez que os três comandantes foram demitidos ao mesmo tempo, fora do período de troca de governos.

Segundo informou o Blog do Camarotti, houve entre oficiais quem enxergasse o movimento que levou à demissão do então ministro Fernando Azevedo e Silva, antecessor de Braga Netto no cargo, como um sinal de Bolsonaro de que desejava ter maior influência política nos quartéis.

Segundo Braga Netto, “as Forças Armadas permanecem seguindo a linha da hierarquia, disciplina, Constituição e da defesa do povo”.

Braga Netto: Ministério da Defesa vai seguir ‘missão constitucional’
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Leitos ociosos
Questionado pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), Braga Netto negou que existam leitos vagos em hospitais militares, em contraste com hospitais lotados na rede pública em razão da pandemia de Covid — nesta quinta, o país ultrapassou a marca de 400 mil mortos pela doença.

“É exatamente o contrário. Nós não temos disponibilidade [de leitos], nosso índice de contaminação é maior na família militar, que abrange o pessoal da reserva.”

Em março, o TCU determinou que os comandos da Marinha, Exército e Aeronáutica informassem a situação dos hospitais militares, incluindo dados sobre leitos disponíveis.

O ministro não apresentou dados de leitos de UTI sob a responsabilidade das Forças Armadas.

“O fato é que não existem leitos ociosos nos nossos hospitais. Nossos hospitais estão completos. O leito que está vago é justamente do rodízio de quem sai da UTI para entrar quem está pior.”

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