Brasil

Queiroga diz que colapso na Saúde foi por “imprevisibilidade biológica”


A CPI da Covid ouve o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na condição de testemunha. Na quarta, o ex-ministro da Saúde Nelson Teich reafirmou em seu depoimento os motivos que o levaram a deixar o Ministério após 29 dias de gestão: a falta de autonomia para conduzir a pasta e a divergência com o presidente Jair Bolsonaro sobre o uso da cloroquina, um medicamento sem eficácia para a covid-19.

O relator Renan Calheiros pergunta ao ministro Marcelo Queiroga o que faltou no país para uma gestão adequada da pandemia. O médico diz que foi o não fortalecimento do SUS. “Os senhores sabem as condições do sistema de saúde, UTIs lotadas, dificuldades nos pronto-atendimentos, falta de médicos especialistas”. Os senadores pedem objetividade e o lembram que está em depoimento da CPI. Queiroga diz que a distribuição de insumos era adequada e que o colapso no sistema de saúde aconteceu por uma “imprevisibilidade biológica”.

Queiroga, no entanto, defendeu na CPI que “a solução para a pandemia é a campanha de vacinação”. O Brasil enfrenta um cronograma de entregas de doses instável e recentemente faltou vacina para a segunda dose em vários municípios. O médico destaca a necessidade da população de aderir medidas não farmacológicas, como uso de máscaras e distanciamento social e da adoção de uma política de testagem e de rastreamento de contactantes para controlar a pandemia. “Precisamos orientar a população a aderir as medidas não farmacológicas”, defendeu.

Queiroga diz estar procurando buscar consensos à frente da Saúde. “Precisamos unir a população brasileira”. O relator Renan Calheiros perguntou o que faltou para uma resposta adequada no enfrentamento da pandemia. “O fortalecimento do nosso sistema de saúde”, respondeu Queiroga.

Calheiros pergunta quais medidas Queiroga implantou que não faziam parte das gestões anteriores. “Tenho procurado fortalecer o programa de vacinação do Brasil, incentivar as medidas não farmacológicas”, afirma. Pressionado, Queiroga diz considerar sua chegada uma mudança na política de mitigação da crise sanitária.

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