Brasil

Provado o desprezo pela vacina que poderia ter salvo brasileiros

CACALO KFOURI

O presidente da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, prestou depoimento à CPI da Pandemia. Declarou que o governo brasileiro desprezou três ofertas para aquisição de vacinas em agosto do ano passado, três meses depois de as negociações começarem. *Se um dos acordos tivesse sido fechado, segundo o que disse Murillo, o país teria recebido até o segundo trimestre de 2021 cerca de 18,5 milhões de doses. As primeiras remessas teriam chegado em dezembro do ano passado, de acordo com o cronograma inicial.

Ele declarou também que 02 participou de uma reunião da empresa no Palácio do Planalto, juntamente com o ex-secretário da Secom, Fabio Wajngarten, deixando claro que este mentiu deslavadamente em seu depoimento de anteontem. Disse que depois de aproximadamente uma hora de reunião, Wajngarten recebeu uma ligação, saiu da sala e voltou à reunião. Logo depois, entraram na sala de reunião Filipe Garcia Martins, o assessor internacional da Presidência da República, o famoso autor do gesto racista quando esteve no Congresso, e 02, a burrice artificial que orienta o pai.

Uma bondade editada pelo coiso autoriza que uma parte de servidores do governo receba mais do que o teto constitucional, hoje em R$ 39.293,32, entre eles o próprio autor e membros do primeiro escalão. O aumento chega a até 69%, o que proporcionará a algumas autoridades um salariozinho que pode chegar a R$ 78 mil.

O impacto fiscal da medida é estimado pelo governo em aproximadamente R$ 66 milhões ao ano.

Enquanto isto, o corte de R$ 1 bilhão e o bloqueio de verbas para as universidades federais podem atrasar o retorno presencial às aulas, ameaçar pesquisas e ações de combate à covid-19. Em todo o país, bolsas para estudantes de baixa renda já estão sofrendo cortes e as instituições falam em interromper até o atendimento de pacientes afetados pelo coronavírus em hospitais universitários.

O artigo publicado na Folha de S.Paulo (13), pág. A2, “Autobiografia de uma nação”, é infelizmente, a descrição sem tirar nem pôr do país.

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maria-herminia-tavares/2021/05/autobiografia-de-uma-nacao.shtml

Trecho do editorial do Estadão (14) tendo como base o resultado da pesquisa do Datafolha (Lula, 55%; coiso, 32%) no segundo turno em 2022:

“É o pior dos mundos. Um segundo turno entre Lula da Silva e Jair Bolsonaro oporia o atraso ao retrocesso, a indecência à imoralidade, a desfaçatez ao cinismo. É impossível que o desfecho de tal disputa resulte em algo positivo para o País, especialmente porque, em qualquer dos casos, o vencedor certamente aprofundará a discórdia entre os brasileiros.”

Mais uma vez, viva Millôr Fernandes e seu livre pensar é só pensar. O tema é o mesmo, mas as interpretações são opostas. A Folha pensa que “Cármen vota para impor derrota ao governo em processo no STF de maior impacto financeiro”

O Estadão concorda com a Folha: “ STF impõe derrota à União em caso de PIS/Cofins”

A ministra defendeu que a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins deve ter efeito desde 2017, quando entrou em vigor.

Já o UOL não concorda, pensa que a “Devolução do ICMS: voto de Cármen Lúcia alivia governo; STF decide quinta”

John Kerry [enviado especial do Clima do governo Joe Biden] promoveu, ontem, um rebaixamento da atual política externa do Brasil, disse, em audiência no Senado americano, que “infelizmente o ‘regime Bolsonaro’ reverteu algumas proteções ambientais”.

Falou antes de saber que [conforme está no Estadão] “A Câmara aprovou a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental, que deve acelerar a autorização de obras com possíveis impactos no meio ambiente. Segundo o texto, que vai agora ao Senado, empreendimentos como a barragem de Brumadinho (MG) poderiam obter o aval para operar com uma autodeclaração de cumprimento das normas ambientais.”

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