Brasil

Pazuello blinda Bolsonaro

Na CPI da Pandemia, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello mostrou-se preocupado unicamente em blindar Jair Bolsonaro. Não admitiu nenhuma afirmação dos senadores que pudesse responsabilizar o presidente da República, mesmo que suas afirmações fossem desmascaradas pelos fatos.
Disse, por exemplo, que a pasta apoiou medidas restritivas de Estados e municípios independente de ideologia. O presidente Jair Bolsonaro critica recorrentemente esses tipos de decisão de governadores e prefeitos.

Ou seja, desviou das acusações e sempre que pode atribuiu responsabilidades aos governantes locais. Lembrou que o STF decidiu, em abril de 2020, que Estados e municípios têm autonomia para tomar as medidas que acharem necessárias para combater o coronavírus. Governadores e prefeitos também podem definir o que são serviços essenciais.

Ele disse que nunca foi orientado pelo presidente Bolsonaro, que defende o uso da cloroquina, para implementar o chamado tratamento precoce. “O que o Ministério da Saúde fez foi só isso, seguindo o Conselho Federal de Medicina, de uma forma clara, dizer: a prescrição é do médico. E outra coisa, isso é o que eu acho, é o que eu penso. Essa calça não veste em mim, eu não acho que se deva distribuir medicamento “a”, “b” ou “c” por aí sem prescrição médica. Eu não concordo com isso, e eu não deixei isso”, completou.

1 Comentário

  1. O ex-ministro da saúde Pazuello suou frio várias vezes; sentiu medo e foi covarde por ocasião dos seus depoimentos na CPI da COVID nesta quarta feira no Senado Federal. Sempre que possível tirou do presidente a culpa pela politica negacionista que até hoje já levou mais de 400 mil vidas. No entanto, ele esqueceu que tudo que já disse e contradisse, e disse na CPI, está gravado e vai servir de elemento juridico para o maior escândalo do Brasil dos últimos 20 anos quando o assunto são vidas perdidas por incompetência dos administradores. O que o ex-ministro ignorou é que, embora as estratégias usadas para se livrar da pressão dos senadores, seu silencio foi o mais eloquente depoimento contra ele mesmo, pois ao invez de botar culpa em que realmente tem, na linha de quem um manda e outro obedece, ele assumiu o peso da tragédia administrativa no Ministério da Saúde. Resta saber, agora, é no que vai acabar tudo isso. A vida continua, e os milhões de vacinas que ele anunciou e foram confirmadas pelo atual ministro tampão, até agora não chegaram. Enquanto isso, a cada dia, milhares de vidas são perdidas. Mas como falam a boca pequena, do Porto Alegre a Manaus, passando por Curitiba, 2022 está logo alí, e a conta vai chegar…..

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