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Blog Fábio Campana

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“A história dos 50 anos da APS, completados em 2021, começou com a organização da classe, na década de 1970, e prosseguiu com o melhoramento genético, com a obtenção do registro genealógico, incluiu todos os fatores que influenciaram no desenvolvimento da atividade, e está se complementando com um capítulo muito especial, que é a obtenção da certificação internacional do Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação e de peste suína clássica”. A afirmação é do presidente da Associação Paranaense de Suinocultores, Jacir Dariva, para quem o novo status sanitário do Paraná é o maior presente no cinquentenário da APS, comemorados desde março.

Jacir Dariva destaca que “no passado, a APS teve como missão garantir as condições para que a suinocultura se desenvolvesse no estado, a partir do melhoramento genético e da divulgação dos resultados obtidos nas granjas, o que se deu através das exposições de animais. Depois, trabalhou para mostrar a saudabilidade da carne e aumentar o consumo per capta. Mais recentemente, nos últimos dez anos, passou a concentrar esforços em apoiar as ações do Governo do Estado, através da Secretaria de Agricultura e da Agência de Defesa Agropecuária, a Adapar, para garantir sanidade animal e biosseguridade nas granjas. Com isso, chegamos a essa conquista, que foi a elevação do status sanitário do estado e, por consequência, permitindo o acesso da carne suína do Paraná aos mercados mais exigentes como o Japão, Coreia do Sul e o México. Isso resultará no incremento das nossas exportações e na melhor remuneração pelo nosso produto”, ressalta o presidente da APS.

Mesmo com algumas opiniões contrárias, que entendiam que se devia manter as campanhas de vacinação dos planteis do Paraná, contra a febre aftosa, segundo Dariva, “desde o início desse processo, a APS entendeu que o melhor caminho era fortalecer as medidas sanitárias e defender o fim da vacinação, e uniu-se a outras entidades, como a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, a Faep, assim como a Ocepar e o Sindicato das Indústrias de Carne do Paraná, para que conseguíssemos atingir o patamar exigido pela Organização Mundial da Saúde Animal, para esse reconhecimento internacional”.

Com o novo status sanitária obtido na 88ª Assembleia da OIE realizada nesta quinta-feira, 27, em Paris, na França, estima-se que nos próximos anos ocorra um aumento acima de 30% no volume das exportações de carnes do Paraná, e que além de favorecer a bovinocultura e a suinocultura, essa conquista histórica para o setor agropecuário paranaense acabará beneficiando outras cadeias de proteína animal, mesmo aquelas nas quais não há manifestação da doença, como as aves e os peixes, que também se beneficiarão com o aumento da condição sanitária animal do estado.

A vacinação contra aftosa nos rebanhos do Paraná foi interrompida em 2019. Hoje, há o cadastramento de produtores, sendo que o reconhecimento nacional do estado como área livre de febre aftosa sem vacinação foi em agosto de 2020. Em março deste ano, o comitê internacional da OIE validou e ontem houve o reconhecimento internacional na assembleia mundial da entidade.
O estado do Paraná lidera as exportações de aves (33%) e peixes (21,4%), sendo o 2 º lugar em carne suína, com o abate anual de 10 milhões de cabeças de suínos.

Sinal dos tempos. Desde o início da pandemia do novo coronavírus, uma empresa fechou as portas a cada sete minutos no Paraná, em média. Entre abril de 2020 e março de 2021, por exemplo, 79.018 empresas foram extintas no estado, conforme dados levantados através do painel Mapa de Empresas, do Ministério da Economia. Além disso, neste começo de ano se verifica um aumento no número de extinções.

Entre abril de 2019 e março de 2020, por exemplo, 82.201 empresas fecharam as portas no estado, o que aponta para uma redução de 3,87% na comparação com o primeiro ‘ano pandêmico’. Acontece, porém, que o ritmo de extinções acelerou consideravelmente nos últimos meses, concomitante ao agravamento da crise sanitária pelo país.

No primeiro trimestre deste ano, por exemplo, o Ministério da Economia registrou 24.215 extinções de empresas paranaenses. Em 2020, haviam fechado as portas 20.306 empresas no estado. Comparando-se os dois períodos, então, nota-se um aumento de 19,25% no número de empresas fechando as portas.

Apenas em março foram extintas 8.492 pessoas jurídicas, recorde para um único mês dentro da série histórica do Ministério da Economia, iniciada em 2019. Além disso, os outros recordes haviam sido registrados em janeiro e fevereiro último, com 7.911 e 7.812 registros, respectivamente.

‘O que atrapalhou foi um mês inteiro fechado’

Consultado pela reportagem do Bem Paraná, um funcionário da Via Mundo, que pediu para não ser identificado, relatou que a empresa até conseguiu se manter bem ao longo da pandemia. O principal problema, porém, foi o fechamento do comércio entre março e abril, período no qual a capital paranaense entrou em bandeira vermelha por conta do agravamento da crise sanitária.

“O que atrapalhou foi o mês fechado. Não faturamos nada e não houve acordo com relação ao aluguel, tivemos de pagar integralmente e não teve negociação nenhuma. Além disso, o imóvel também estava precisando de uma reforma para se manter. No final das contas, a pandemia veio para fechar de vez a loja”, lamenta o trabalhador.

Em seus últimos dias, a loja de roupas registra um movimento intenso, com grande procura por parte dos clientes, atraídos pelos descontos de 60%. “Está muito bom [o movimento], porque a promoção é muito boa. São produtos bons com 60% de desconto. Depois que fechar a loja, não consegue achar mais por esse preço”, destaca o funcionário, relatando que em cerca de 10 dias a Via Mundo deve se despedir definitivamente dos curitibanos.

Paranaenses cortam gastos com medo de agravamento da crise sanitária

Com o Paraná na iminência de uma nova onda da pandemia do novo coronavírus, a população paranaense já se prepara para o agravamento da crise sanitária e contém gastos. É o que revela o indicador Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), que teve a terceira queda consecutiva.

Com 89,3 pontos, o índice teve retração de 5,8% na comparação com abril e, por estar abaixo dos 100 pontos, se mantém pelo segundo mês na zona de insatisfação. Os aspectos que puxaram o ICF para baixo neste mês são: Nível de Consumo Atual, com baixa de 10,1%; Acesso ao Crédito, que apresentou contração de 9,8%; e Perspectiva de Consumo, com diminuição de 8,3%. A Compra de Bens Duráveis também teve redução expressiva, ao cair 7,1% em relação ao mês passado.

Apesar de todos os fatores avaliados para composição do indicador terem apresentado queda na variação mensal, os aspectos Emprego Atual e Renda Atual estão em patamar considerado satisfatório, ao marcarem 116,8 pontos e 129,9 pontos, respectivamente. Fonte: BemParaná

Brigando no Supremo Tribunal Federal para suspender a circulação do transporte coletivo de Curitiba, restringindo o serviço apenas aos trabalhadores das atividades essenciais, o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Fabio Camargo posiciona-se como um dos maiores questionadores das medidas adotadas pela Prefeitura Municipal de Curitiba no enfrentamento da pandemia de Covid-19. Em artigo divulgado nesta quarta-feira (26) Camargo contesta a decisão da prefeitura de manter os ônibus circulando com 70% da capacidade, mesmo depois de ter reforçado outras medidas restritivas. O presidente do TCE também acusa a prefeitura de omissão e afirma que Curitiba tornou-se “a capital mais letal da pandemia”. Confira a íntegra do artigo:

Curitiba, a capital mais letal da pandemia

Por Fabio Camargo – Presidente do Tribunal de Contas do Estado do Paraná

O Tribunal de Contas do Paraná determinou, em 20/03, à Prefeitura de Curitiba que adotasse critérios mais rígidos de controle no transporte coletivo, medida que poderia evitar milhares de contaminações e centenas de mortes.

O objetivo era simples: salvar vidas, manter em funcionamento os serviços essenciais, em especial os da área da saúde, e proteger os trabalhadores e a população contra o avanço do coronavírus.

Critérios técnico-científicos foram utilizados para embasar a medida cautelar que limitava o uso do transporte coletivo – sabidamente um vetor de propagação do vírus. Contudo, a medida foi contestada e, passados mais de dois meses, a situação não só não melhorou como piorou – e muito.

Segundo os mais recentes dados oficiais (25/5) fornecidos pela Prefeitura, já são 209.581 casos confirmados e, infelizmente, já foram registrados 5.275 óbitos, o que torna Curitiba a capital mais letal da pandemia (0,002707 morte por habitante), superior ao índice registrado em Manaus (0,002523 morte por habitante) – à época considerada a mais afetada pela crise sanitária.

A situação em Curitiba se agravou de forma exponencial. Não bastassem as contaminações e as mortes, há escassez de medicamentos essenciais, pacientes são amarrados em UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), desacordados e com respiração mecânica invasiva, a ocupação de UTIs supera assustadores 96%, e há filas de espera que crescem diariamente.

Mesmo diante de tal penoso quadro, a Prefeitura de Curitiba editou o Decreto nº 920/2021 nesta terça-feira (25/5), prorrogando a chamada “bandeira laranja” até a próxima sexta-feira (28/5). Contudo, não alterou o percentual de ocupação dos ônibus, mantido em 70% da capacidade – situação que não contribui, ao contrário, agrava ainda mais a situação que já é desesperadora.

A Secretária de Saúde do Município, Márcia Huçulak, tem defendido, em diversas oportunidades, que Curitiba terá de retornar à bandeira vermelha de restrições contra a Covid-19. O atual decreto, portanto, vai na contramão do entendimento da própria Secretaria Municipal de Saúde. Para tristeza dos curitibanos e de todos que aqui vivem, confirma-se certo descontrole na gestão da pandemia em nossa capital.

A essência da questão é que nem as empresas nem o município fiscalizam o distanciamento, uso de álcool e medição de temperatura nos acessos dos terminais e estações tudo. Tampouco primam pela rigorosa observância do limite de passageiros nos veículos, que foi elevado para 70% em momento inoportuno e inconveniente.

Reafirmo que nunca houve – e não há agora – a intenção de ferir a autonomia do gestor municipal ou o princípio federativo.Trata-se do regular exercício do poder geral de cautela atribuído aos Tribunais de Contas em vista da proteção do direito fundamental à vida. Poder este reafirmado nos votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux e Alexandre de Moraes, no julgamento da ação que trata da superlotação do ônibus de Curitiba.

É certo que cabe ao Judiciário aferir a compatibilidade entre o exercício da discricionariedade executiva e a Constituição da República, mas também é certo que as Cortes de Contas possuem notório conhecimento técnico a amparar, com números auditados, as medidas cautelares e as decisões que proferem.

É inquestionável que medidas como o isolamento social constituem valiosa ferramenta de proteção ao coronavírus, enquanto não dispusermos de doses suficientes de vacina para imunizar e proteger toda a população. O que não podemos aceitar é que a inércia substitua a ação como ato de ofício dos gestores públicos. Afinal, como disse Padre Antonio Vieira há quase 400 anos: “a omissão é um pecado que se faz não fazendo”.

Recebemos na sede do PTB Paraná nesta quarta (26) a honrosa presença do Padre Miguel Phellype, da Igreja Católica Apostólica Ortodoxa do Peru. No encontro o Padre Miguel convidou o Presidente Estadual do PTB Paraná, Edenilso Rossi, para participar do evento a ser realizado no dia 25 de Julho às 9h em sua Paróquia no município de Fazenda Rio Grande, com o Padre Kelmon, Coordenador do Movimento Cristão Conservador no Brasil.

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) defendeu nesta quarta-feira (26) o pedido do Ministério Público Federal (MPF) de suspensão da cobrança de pedágio nas praças da concessionária Econorte em razão da não realização das obras. A requisição corre na 1ª Vara Federal de Jacarezinho, que intimou a concessionária, o governo estadual, a União e o DER-PR para se posicionar. “É uma medida justa, que atende os usuários que já pagaram por obras que não foram feitas”, afirma Romanelli. “A concessionária segue cobrando tarifas, não fará as obras e o prejuízo fica para a sociedade. É realmente uma situação inaceitável, que merece uma decisão favorável da Justiça”, argumenta o deputado.

Romanelli lamenta que as instâncias superiores do Judiciário tenham barrado diversas iniciativas para proteger os interesses da sociedade. Ele cita o caso da praça de Jacarezinho, que funciona com base em uma liminar monocrática do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). “Infelizmente as instâncias superiores da Justiça têm protegido as empresas”, diz Romanelli. O deputado também lembra que outras decisões de primeira instância, que impediam o funcionamento de praças e determinavam a redução das tarifas, foram suspensas nas cortes superiores.

Ressarcimento
A atual medida do MPF sustenta que a concessionária não realizou a construção das terceiras faixas na PR-445, na região de Londrina, previstas para 2021, que nem foram iniciadas ainda. Também elenca passarelas na PR-323 e a interseção na BR-153, em Jacarezinho, que deveria estar pronta desde 2019. No total, os projetos estão avaliados em R$ 29,7 milhões e o Ministério Público Federal pede o bloqueio do valor para assegurar ao menos um ressarcimento dos prejuízos causados pelo não cumprimento do contrato. A ação também requer que seja vedada a extinção da Econorte enquanto o caso não for julgado.

26Prezado Roberto Jefferson,
Sinto-me honrado por ter presidido o partido no Paraná. O PTB é orgulho para o povo brasileiro, porque sempre teve como Bandeira a defesa da Classe Trabalhadora. Todavia, em função do desvirtuamento desta Ideologia, compreendi que novas diretrizes impostas, as quais enaltecem o confronto. Não me sinto confortável para seguir em frente. Retorno as minhas atividades empresariais.
Agradeço e desejo sucesso.
Edenilso Rossi

O secretário da Saúde, Beto Preto, afirmou que as medidas de restrição a circulação de pessoas e venda e consumo de bebidas a partir das 20 horas, que entram em vigor no próximo dia 28 de maio, têm como objetivo de diminuir o número de acidentes de trânsito, com arma de fogo ou arma branca, que possam provocar a ocupação de leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) não Covid. “Agora na nossa estratégia, devidao ao aumento significativo do número de casos nos últimos dias de pacientes com coronavírus no Paraná, nós teremos de lançar mão desses leitos para eventualmente serem utilizados para tratar pacientes com casos de coronavírus”, explicou o secretário em vídeo divulgado nesta manhã pela assessoria do Governo do Estado.

O secretário explicou ainda a determinação para a suspensão de procedimentos e cirurgias eletivas pelos próximos 30 dias, anunciada nesta terça-feira à noite, 25 de maio, como necessária em função da escassez do medicamentos anestésicos e relaxantes musculares que compõem o chamado ‘kit intubação’.

Beto Preto pediu ainda colaboração da população no sentido de cumprir os protocolos sanitários para evitar a propagação da Covid-19. “Com todos esses agravantes eu quero pedir mais uma vez a população paranaense que nos ajude não circulando, quem tiver a opção de não sair de casa que tome essa decisão e, principalmente, que nós possamos estar juntos passando por esse momento difícil”.

A Secretaria de Estado da Saúde publicou a Resolução 500/2021, que suspende a realização de procedimentos cirúrgicos eletivos hospitalares, no âmbito público e privado, em toda a rede hospitalar do Paraná. A medida terá valide de 30 dias a partir desta quarta-feira (26). O documento reforça que os procedimentos de cardiologia, oncologia, nefrologia, e demais exames e procedimentos considerados de urgência e emergência, não serão afetados.

A resolução foi tomada após o aumento no número de casos da Covid-19, além da alta taxa de ocupação dos leitos exclusivos para atendimento à doença no Estado. “Neste momento vamos priorizar o atendimento aos pacientes infectados pela Covid-19. Essas medidas irão poupar insumos, seja medicamentos, ventiladores, monitores e até mesmo leitos de UTI e enfermaria”, afirmou.

Na noite desta terça-feira (25/5), 983 pessoas em situação de rua foram acolhidas nos abrigos da Prefeitura. Foi a segunda noite com maior número de atendimento, desde que teve início a Ação Inverno – Curitiba que Acolhe, no dia 15 de maio. O recorde de acolhimento foi registrado no domingo (23/5), quando 1.025 pessoas foram abrigadas.

Do total de pessoas atendidas durante a noite desta terça, 249 procuraram os abrigos espontaneamente para se proteger do frio e 89 foram encaminhadas pelas equipes da Fundação de Ação Social (FAS) que percorrem toda a cidade para oferecer acolhimento para essa população. Duas delas foram levadas para unidades de isolamento por apresentarem sintomas gripais.

As outras pessoas já são atendidas permanentemente nas unidades de acolhimento institucional e hotéis sociais do município, onde moram até que consigam a autonomia necessária para deixar as ruas. Das 18h às 22h, a FAS realizou 170 abordagens sociais, 102 delas solicitadas pela população por meio da Central 156 e três por telefone. Em 31 casos, as equipes se deslocaram até os endereços indicados, mas já não havia mais ninguém no local.

Oferta de serviços

“Durante as abordagens, as equipes de educadores sociais oferecem atendimento e falam dos riscos da contaminação do novo coronavírus”, explica Vanessa Resquetti, supervisora da Regional Matriz, que concentra 68% da população de rua em Curitiba.

Apesar da oferta dos serviços e também do frio, 81 pessoas não aceitaram ir para os abrigos onde podem tomar banho, trocar de roupa, se alimentar, dormir. Em função da pandemia da covid-19, os acolhidos não precisam deixar as unidades pela manhã, podendo permanecer nos locais durante o dia e à noite.

Com pouco agasalho e coberta, três pessoas que se recusaram acolhimento receberam cobertores entregues pelas equipes. O atendimento da FAS também se estende para as pessoas em situação de rua que possuem animais de estimação. Na última noite, sete cachorros e dois gatos foram levados juntos com seus donos para abrigos, transportados em caixas especiais para animais.

População pode ajudar

A FAS pede que a população ajude a proteger as pessoas em situação de rua, principalmente nos dias mais frios, informando à Central 156 sempre que vir alguém desprotegido. Basta ligar para o 156, acessar o aplicativo Curitiba 156 ou solicitar abordagem por meio do chat e informar o endereço em que a pessoa se encontra.

Repórter Régis Santos
Ana ficou na quarta colocação junto com outros cinco estudantes de escolas públicas e particulares dos Estados Unidos. Ela começou a pesquisa para ajudar a pequena produção do bisavô, que não tinha como arcar com agroquímicos para combater a doença na plantação.

O trabalho da estudante Ana Carolina Gonçalves Selva, de 17 anos, do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, foi um dos premiados na categoria Microbiologia na Regeneron ISEF 2021, maior feira internacional de Ciências e Engenharia para estudantes. Ao todo foram 14 premiados nesta categoria. Eram 58 finalistas de vários países.

Ana ficou na quarta colocação junto com outros cinco estudantes de escolas públicas e particulares dos Estados Unidos. O trabalho vencedor, sobre um método de diagnóstico para doenças intestinais causadas por bactérias, também foi dos Estados Unidos (do Hunter College High School, de Nova York), bem como os três que ficaram na segunda colocação e outros três na terceira, ao lado de trabalhos do Canadá e da Malásia.

O trabalho de Ana intitulado “Potencial fungitóxico de diferentes extratos vegetais sobre o desenvolvimento in vitro do fitopatógeno causador da antracnose em frutos de bananeira – Fase IV” foi iniciado ainda no 8º ano do Ensino Fundamental no Clube de Ciências da escola com o objetivo de ajudar com a pequena produção do bisavô, que não tinha como arcar com agroquímicos para combater a doença na plantação.

Ela começou a pesquisar diversos extratos naturais de baixo custo até chegar a uma solução promissora. Veja o vídeo explicativo sobre a pesquisa da Ana. Como finalista, a estudante já havia recebido um notebook, um fone de ouvido, pacote de dados e uma camiseta da feira. E a premiação desta sexta-feira (21) renderá mais US$ 500 (mais de R$ 2,5 mil na cotação atual).

Segurança e transparência são prioridades na retomada das aulas
Pesquisadores da UEM desenvolvem solução para o descarte de bitucas ISEF 2021 – O evento norte-americano começou no último domingo (16) e, neste ano, é virtual por causa da pandemia. Cerca de 1.800 jovens de 65 países participaram com 1.480 projetos em 21 categorias.

Ana Carolina foi uma entre 18 brasileiros selecionados. Além dela, mais três trabalhos nacionais foram premiados, sendo dois em quartas colocações: uma dupla de estudantes de uma escola particular na Bahia em “Ciência das Plantas”, e uma estudante gaúcha do IFPR-RS na categoria Ciências Comportamentais e Sociais. Já uma estudante de São Paulo, de colégio estadual, conquistou a terceira colocação em Engenharia Ambiental.