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Foto: Arnaldo Alves -ANPr
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O secretário Mauro Ricardo Costa (Fazenda) disse nesta terça-feira, 29, que a mudança feita no balanço nas contas do Estado de 2014, feita a pedido Tribunal de Contas do Estado, não se trata, de forma alguma, de manobra ou pedalada como ocorreu há pouco tempo nas contas do governo federal.

“Não foi nenhuma manobra e não foi nenhuma pedalada. A pedalada, dita que o governo federal fez, trata-se de uma operação de crédito não contratada, ou seja, uma despesa que era responsabilidade do governo federal que foi paga por instituições financeiras oficiais sem autorização legislativa. Isso que é caracterizado uma pedalada. Alteração de metas não é classificada como pedalada e isso é feito anualmente por diversos entes, inclusive pelo governo federal”, disse Mauro Ricardo em entrevista para rádios de Curitiba.

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Um novo desentendimento surge como mais um ingrediente na complicada relação política do governo. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, criticou as medidas anunciadas pelo governo na última segunda-feira que diminuem os repasses ao Sistema S (que envolve entidades como Sebrae, Senac e Sesc) e reduzem a alíquota de abatimento do Reintegra. Monteiro afirma que não participou das negociações que culminaram no anúncio e classifica as mudanças no Reintegra como um “mau sinal”. As informações são da Gazeta do Povo/Agência Globo.

O mar de Dilma Rousseff não está para peixe. Agora ela tem a oposição de antigos aliados, como os líderes do PMDB, Eduardo Cunha e Renan Calheiros, de partidos e facções de esquerda, como o PSTU, e para culminar, das centrais sindicais que a ajudaram a se eleger, Ou seja, a base de sustentação da presidente foi para o espaço. Leia a nota conjunta das centrais para avaliar o desastre.

NOTA CONJUNTA DA CUT, FORÇA, UGT, CTB, NCST e CSB

“As centrais sindicais brasileiras – CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central e CSB – vêm a público manifestar posição contrária à política econômica do governo, caracterizada pela elevação da taxa básica de juros e o aperto fiscal.

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Uma comissão de servidores será recebida nesta terça-feira, 19, pelo governo do Estado. O encontro vai servir para que o governo explique aos servidores as razões das medidas que vêm adotando para o equilíbrio das contas públicas e para reforçar que o índice possível de reajuste para o momento ficará em 5%. “Não estamos reabrindo negociações sobre a data-base. As conversas podem ser retomadas no momento em que as categorias em greve retornarem ao trabalho. O encontro é um gesto para demonstrar a boa vontade do governo para o diálogo”, disse o chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra.

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O programa de bolsas de estudo para doutorado no exterior está suspenso desde abril

Veja

Sem definição orçamentária por causa do ajuste fiscal do governo federal, a concessão de bolsas para o Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE) está suspensa temporariamente desde abril. O programa permite ao aluno de pós-graduação fazer parte da pesquisa em uma universidade estrangeira.

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A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (13) o texto-base de mais uma medida provisória que faz parte do pacote de ajuste fiscal do governo federal que tira benefícios dos trabalhadores. Desta vez foi aprovada a MP 664/14, que muda as regras de pensão por morte, impondo carências e tempo de recebimento conforme a faixa de idade do beneficiário. Foram 277 votos a 178.

Para o deputado Rossoni (PSDB-PR) este é um pacote de maldades que explora a fragilidade do povo brasileiro. “Estamos assistindo na Câmara dos Deputados uma série de barbaridades cometidas contra os trabalhadores que sustentam essa nação e estão encurralados na crise do país sem poder se defender. Por causa da administração desastrosa de Dilma Rousseff, o país quebrou e, novamente, quem está pagando a conta é o povo fragilizado”, disse o deputado.

Entes federativos não podem ficar contando com aumento de arrecadação de ICMS devido à alta nas contas de luz, pois haverá retração em outras receitas.

Editorial, O Globo:

O ajuste das contas públicas se tornou inevitável pela retração esperada nas receitas da União, de estados e municípios. Os entes federativos aumentaram suas despesas nos últimos anos, com apoio do governo federal, contando com uma recuperação da economia brasileira que não se concretizou. Agora, é preciso não apenas conter o avanço dos gastos; será necessário cortá-los.