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Em momento oposto ao do Brasil, a Argentina entra em forte ajuste, no qual vale muito a confiança que parte ponderável da população deposita no novo presidente.

Editorial, O Globo

Devido à integração entre as duas economias, Brasil e Argentina têm uma cada vez maior interdependência. Mesmo no campo político os dois países, bem como alguns outros vizinhos de continente, já viveram ciclos, mais ou menos coincidentes, de regimes ditatoriais, de redemocratização e, nos últimos tempos, por ficarem sob a égide de grupos políticos de tinturas populistas de estilo autoritário — o kirchnerismo e o lulopetismo.

No momento, os dois passam por experiências diversas. Em meados de dezembro, ao chegar à Casa Rosada, Mauricio Macri logo iniciou a implantação de um programa de correção dos rumos estabelecidos por Néstor e Cristina Kirchner e que levaram a Argentina à séria crise. Enquanto no Brasil o grupo político responsável pelas terríveis turbulências por que passa o país se manteve no Planalto, com a reeleição da presidente Dilma.

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O Antagonista

Mauricio Macri mandou retirar o retrato de Lula da Casa Rosada.

Diz O Globo:

“Por decisão da Secretaria-Geral da Presidência, foram retirados da Casa Rosada os retratos dos ex-presidentes argentino Néstor Kirchner (2003-2007) e venezuelano Hugo Chávez, ambos já falecidos.

Segundo informou o jornalista Santiago Fioritti, do Clarín, o governo Macri também mandou retirar uma caricatura de Kirchner sozinho e outra do ex-presidente abraçado a seu colega e amigo Luiz Inácio Lula da Silva”.

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Um dos brasileiros mais próximos de Maurício Macri é Jaime Lerner. Os dois têm um relacionamento antigo, marcado por projetos comuns, consultoria de Lerner, e amizade regada a bom vinho em noites de Buenos Aires.

Neste link, reportagem do Clarín sobre um evento, realizado em 2014, que tratou de mobilidade urbana com as presenças de Macri, então prefeito de Buenos Aires, e Jaime Lerner. Como pôde ser visto no registro do Clarín, na oportunidade Macri não poupou elogios aos projetos do amigo Lerner.

Foto: Enrique Marcarian / Reuters 2015-791001076-ARGENTINA-EDUCATION_-2_20150214

Para Daniel Rafecas, não há evidências de encobrimento de suspeitos iranianos no atentado contra uma organização israelita em 1994.

d’O Globo:

O juiz federal Daniel Rafecas rejeitou nesta quinta-feira a denúncia apresentada pelo promotor Alberto Nisman contra a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, por suposto encobrimento a acusados iranianos pelo atentado contra uma organização israelita em 1994. O magistrado rejeitou o pedido de indiciamento da presidente feito semanas atrás pelo promotor Gerardo Pollicita, quem deu sequência ao caso após a misteriosa morte de Nisman, no mês passado.

cristina kir

de Mariana Carneiro, Folha de S. Paulo:

Principal política da Coalização Cívica, a deputada argentina Elisa Carrió afirmou nesta quinta-feira (5) que vai denunciar a presidente Cristina Kirchner e funcionários do governo por tentar encobrir a morte do promotor Alberto Nisman.

Adversária política do kirchnerismo, Carrió disse que apresentará nesta sexta (6) uma denúncia contra a presidente, o secretário-geral Aníbal Fernández, a procuradora Alejandra Gils Garbó e o comandante do Exército, general César Milani (atualmente responsável informal pelas operações de espionagem do governo).

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De Francisco Peregil, El País:

O promotor argentino Alberto Nisman foi encontrado morto na noite de domingo no banheiro de seu apartamento, no bairro portenho de Puerto Madero. A seu lado havia uma arma e um cartucho de bala. Nisman, de 51 anos, deveria comparecer nesta segunda-feira à Comissão de Legislação Penal, na Câmara dos Deputados, a pedido de vários grupos de oposição, para apresentar os termos de sua denúncia contra a presidenta da Argentina e outros colaboradores. Nisman tinha denunciado Cristina Fernández de Kirchner na quarta-feira por “fabricar a inocência” dos terroristas que provocaram a morte de 85 pessoas no atentado com carro-bomba contra a sede portenha da Associação Mútua Israelita Argentina (AMIA) em 18 de julho de 1994.

Victor R. Caivano / AP
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Do Globo:

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, suspendeu uma reunião com a presidente do Chile, Michelle Bachelet, depois de passar a noite de domingo para segunda-feira internada no hospital Otamendi, em Buenos Aires, onde está em observação por um quadro febril infeccioso. De acordo com fontes da Presidência citadas pelos jornais “Clarín” e “La Nación”, trata-se de um quadro bacteriano de provável origem intestinal. Outras fontes apontaram problema urinário.