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As ações da Petrobras chegaram a desabar mais de 10% nesta quarta-feira (28), após a estatal ter divulgado balanço não auditado do terceiro trimestre de 2014 sem incluir baixas contábeis relacionadas às denúncias de corrupção da Operação Lava Jato. A estatal viu seu lucro despencar 38% no período, em comparação com o trimestre anterior, de R$ 4,9 bilhões para R$ 3,1 bilhões. Em relação ao terceiro trimestre de 2013, o lucro caiu 9%. As informações são da Folha de S. Paulo.

Sede_PETROB

De O GLOBO – SÃO PAULO – Além dos problemas que a Petrobras está enfrentando no mercado interno, com as investigações operação Lava-Jato, a companhia convive com a piora da imagem no exterior. Após as denúncias de corrupção e o adiamento da publicação do balanço, os títulos emitidos pela estatal estão se desvalorizando. E há o risco, ainda que distante, de investidores pedirem a antecipação do vencimento dos papéis.

O executivo de um banco estrangeiro afirmou que, no caso desses títulos, a Petrobras segue as regras da Security Exchange Commission (SEC, que equivale à CVM no mercado americano) no caso, a obrigatoriedade é que apenas os balanços anuais sejam auditados.

Do G1:

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda nesta sexta-feira (14), com investidores avaliando a decisão da Petrobras, na véspera, de adiar a divulgação do balanço da companhia referente ao terceiro trimestre, que era esperado para a noite desta sexta.

Por volta das 11h50, o Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, caía 1,74%, a 50.939 pontos.

As ações da Petrobras – que tiveram o início de seus negócios adiado em mais de uma hora – operavam em queda de 4,49% por volta do mesmo horário. Mais cedo, as ações passaram a cair quase 5%.

O balanço da Petrobras do terceiro trimestre foi adiado por causa da recusa da auditoria externa de assiná-lo. Mas o balanço verdadeiro e amplamente divulgado é o seguinte: dois ex-diretores da Petrobras presos, um presidente de subsidiária (Transpetro) afastado, dezenas de executivos de empreiteiras presos ou investigados, estimativa de R$ 10 bilhões em operações escusas e a reputação da maior empresa brasileira jogada no lixo.