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Projeções feitas a partir do resultado parcial do referendo realizado no domingo mostravam, na noite de segunda (22), que os bolivianos recusaram a possibilidade de o presidente Evo Morales concorrer a um quarto mandato consecutivo em 2019. As informações são da Folha de S. Paulo.

Com 46% dos votos apurados, o “não” ganhava com 57,4%, enquanto o “sim” tinha 42,6% de apoio, de acordo com o Tribunal Supremo Eleitoral. Na chamada contagem de transmissão rápida, que considerava 82% da apuração, o “não” aparecia com 54,1% contra 45,5% do “sim”.

Se confirmada, será a primeira derrota de Evo nas urnas desde sua chegada ao poder, em 2006. Será também mais um elemento no movimento que enfraquece governos de esquerda na região, após Argentina e Venezuela.

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Leandro Mazzini, Coluna da Esplanada

Na esteira de um tratado dos anos 90 entre os dois países, a presidente Dilma Rousseff, referendada pelo Congresso Nacional, decidiu ceder uma zona franca à Bolívia no Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná, pelo Decreto 8.661.

Isso aumentou as suspeitas das autoridades policiais sobre as ações do país vizinho.

Há anos o Brasil e Bolívia têm um tratado pelo qual cargas em containers que atravessam a fronteira, desde que com um lacre da Receita Federal, não podem ser abertas e fiscalizadas pela Polícia Rodoviária em estradas brasileiras.

Vindas de um país líder em produção de cocaína no mundo, há um grande risco de má fiscalização e até falsificação de selos nos transportes.

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De Davos, Dilma quer distância. De Evo, proximidade. Uma escolha que já custa e continuará custando muito caro ao Brasil.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, desembarca esta semana em Davos, na Suíça, com a tarefa de convencer a elite da economia mundial que o Brasil, agora, entrará nos eixos. Missão difícil, quase impossível. Mas é imperativo reconhecer: a presidente Dilma Rousseff fez a parte dela. Sua anunciada ausência – prefere ir à posse do companheiro tri-eleito Evo Morales – não contaminará o plenário com o faz-de-conta. E poupará o ministro do vexame de ter de explicar as mentiras ditas por Dilma no mesmo fórum, um ano atrás.