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Lauro Jardim

Em seus primeiros 30 dias, sem alarde, o governo Temer extinguiu 4.307 cargos em comissão, ou seja, aqueles em que se pode nomear funcionários de fora do quadro do serviço público.

Isso significa uma economia anual de R$ 231,9 milhões. Mais: 10.562 cargos que até então eram também para serem preenchidos por indicação de políticos, agora só podem ser exercidos por servidores concursados.

ebc

Na mira do governo interino de Michel Temer, a EBC viu seu número de funcionários saltar de 913, em 2010, para 2.564, em 2014. No mesmo período o número de contratações em todas as estatais foi de 55.836.

Apesar da propalada dificuldade financeira de várias estatais federais, as 135 que existem país afora continuam infladas, com crescimento constante de pessoal. Dados atualizados do governo mostram que, de 2010 a 2014, o número total de contratados nessas empresas teve um acréscimo de 11,2%, o que representa 55.836 novas contratações. O aumento foi ininterrupto. Mas, se forem levadas em conta as estatais que dependem exclusivamente do Tesouro Nacional — como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), entre outros exemplos — a alta foi de 48,4% no período. Já de 2006 a 2014, o volume de servidores nas estatais aumentou em 30%, e o das dependentes do Tesouro, em 75%. Enquanto o número de funcionários disparou, o volume de investimentos das estatais federais no primeiro quadrimestre caiu ao menor nível desde 2006. As informações são d’O Globo.

A derrota acachapante do PMDB e do PT deixou uma penca gráuda de políticos derrotados, assessores e quetais sem sinecura. Agora, as duas bandas se uniram para brigar por cargos federais no Paraná.

Em ofício enviado ao vice-presidente da República, Michel Temer, os deputados federais João Arruda (PMDB) e Ênio Verri (PT) e os senadores Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT) indicaram nomes para ocupar 16 cargos federais em Itaipu e em sete ministérios.

Até agora, Maurício Requião, irmão do senador Requião conseguiu uma teta das boas. Ele ocupa desde o início do mês uma vaga no Conselho Administrativo de Itaipu, com salário mensal de R$ 20,8 mil.

De resto, há muitos nomes que não passariam em nenhum crivo de boa administração. É o caso de André Xacharow, derrotado que quer ocupar, nada mais, nada menos, que a presidência da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ele responde a processo cabeludo no STFn por fraude com dinheiro público na Sociedade Beneficente Evangélica, que administra o Hospital Evangélico de Curitiba.

Foto: Daniel Castellano – Gazeta do Povo sanepar1

de Chico Marés, Gazeta do Povo:

Contrariando recomendação do Ministério Público (MP), a Sanepar e a Cohapar mantêm ativos 84 cargos comissionados considerados ilegais. Vagas criadas em 2011, primeiro ano do governado Beto Richa (PSDB), sem previsão em lei. Na Sanepar, são 44 cargos comissionados, dos quais 30 ocupados, com salários entre R$ 4,5 mil e R$ 22,9 mil. Já na Cohapar são 40 funcionários, cujos salários não foram divulgados – a empresa se recusou a informar quem ocupa os cargos.

j bernardi

O vereador Jorge Bernardi (PDT), do mesmo partido do prefeito Gustavo Fruet, apresenta na segunda-feira (9) requerimento pela extinção de 306 cargos comissionados da prefeitura de Curitiba. Bernardi disse que os cargos são um “trem da alegria” criado para abarcar aliados políticos. Nas suas contas, o corte resulta em uma economia de R$ 20 milhões.

O vice-líder do prefeito, Jonny Stica (PT), questionou Bernardi sobre os motivos da “oposição sistemática a Fruet”. “Como funciona o PDT?”, perguntou Stica. O pedetista negou. “Somente os vereadores Jairo Marcelino (PSD) e Tito Zeglin (PDT) já me viram fazer oposição sistemática na na época em Requião era prefeito. Chegamos a pedir o impeachment dele”, lembrou Bernardi. O pedetista passou para a oposição desde a eleição para a presidência do legislativo no final do ano.

Eduardo Sciarra

Agora é que são elas. Eduardo Sciarra, do PSD, novo chefe da Casa Civil de Beto Richa, terá que administrar com paciência e cuidados especiais, a guerra que come solta nos bastidores da base de apoio do governador reeleito Beto Richa. Para iniciar, ele propôs e é o que vai acontecer, a demissão de todos os que ocupam cargos em comissão. Ninguém mais estará no governo por favores obtidos no passado. Tudo recomeça, com o novo mandato de Beto Richa e com Sciarra no comando.

A briga agora é pelos cargos do segundo escalão, onde se encontram alguns postos de importância maior até que o de muitas secretarias. A direção financeira de estatais, por exemplo, é luxo só. Diretorias gerais de secretarias estratégicas, como a Fazenda, são cobiçadissímas. E mesmo cargos que parecem menos atraentes, como a direção da arrecadação, vão à mesa das disputas.

Para que se tenha uma ideia, o ex-deputado estadual, ex-chefe da Casa Civil, hoje conselheiro do Tribunal de Contas, Durval Amaral, teria em sua cota pessoal remanescente da gestão anterior, mais de 300 cargos de várias magnitudes, que vão de motorista a gestor de grandes receitas, inclusive portuárias. Pois, pois, a política mudou, a correlação de forças no legislativo também mudou, e os novos players da política nativa querem avançae nesse território e em outros. Assim caminha a humanidade. Ou melhor, a fila anda.

Estadão Conteúdo:

Conformado com a perda de espaço no ministério do segundo governo Dilma Rousseff, o PT prepara um avanço sobre os cargos de confiança do governo federal nos Estados e em grandes municípios como forma de reverter pelo menos em parte o prejuízo. A ideia é fazer uma espécie de “recall” dos cerca de 15 mil postos federais fora de Brasília, identificando indicações politicamente obsoletas e ocupando os espaços. “Estamos fazendo um mapa dos cargos federais nos Estados para saber quem é quem, quem indicou, qual a avaliação que a gente tem disso, e fazer uma proposta (de nomes à presidente)”, disse o presidente nacional do PT, Rui Falcão.