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O juiz Lourival Pedro Chemim, do Tribunal Regional Eleitoral, negou neste sábado (27) pedido do senador Roberto Requião (PMDB) de busca e apreensão do dossiê com documentos, recibos e anotações do caixa 2 do senador, esquecido em 2010 em um cofre no Palácio das Araucárias. Cinco mil cópias do dossiê foram entregues neste sábado (27) no Boca Maldita de Curitiba. “Foi uma tentativa de censura prévia negada pela justiça eleitoral”, disse Doático Santos, secretário-geral do PMDB de Curitiba, do grupo de dissidentes do partido contrários a Requião.

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Doático Santos, secretário-geral do PMDB de Curitiba, e dissidentes do partido entregaram hoje (sábado, 27) na Boca Maldita, mais de cinco mil cópias da notícia crime sobre o caixa 2 que o senador Roberto Requião (PMDB) mantinha em um cofre no Palácio das Araucárias. Junto à notícia crime, que será protocolada às 12h de segunda-feira, 29, no Ministério Público Federal, foram anexadas as trintas sete folhas – entre anotações de próprio punho, de recibos, depósitos e outros documentos de negócios do senador e sua família – da contabilidade de padaria de Requião.

Segundo Doático, mais de 250 pessoas e representantes de 80 entidades, lideradas pela UGT (União Geral dos Tralhadores) e o movimento Frente Ampla, assinaram a petição que será entregue no MPF. Também circulou na Boca Maldita, exemplares do jornal Impacto Paraná com matéria que mostra, com detalhes, como Requião operava seu caixa particular. Milhares de cópias do holerite da aposentadoria especial de ex-governador, de Requião, também foram distribuídas pela Frente Ampla na Boca Maldita.

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Do Fernando Tupan, Bem Paraná:

Acostumado a chamar os adversários de ‘ladrão’ e ‘corrupto’, o senador Roberto Requião, candidato do PMDB ao governo do Paraná tem na mão um abacaxi espinhento para descascar. O bloco dissidente do PMDB do Paraná, liderado por Orlando Pessuti (que assumiu o governo do Paraná em 2010, quando Requião deixou o governo para disputar o Senado), distribuiu um calhamaço de 37 páginas que teria sido esquecido por Requião em um cofre no Palácio das Araucárias então sede do governo do Paraná (o Palácio Iguaçu, sede oficial do governo, estava em reforma).

O material tem alto potencial explosivo. Escrito a mão por Requião, os documentos revelam que o senador – que não se cansa de proclamar seu ódio ao capitalismo e sua aversão aos Estados Unidos – só faz transações em moeda norte-americana. Os dissidentes peemedebistas afirmam ter atestado de peritos que comprovam que a letra é de Requião. A ideia do grupo é coletar assinaturas para a notícia-crime em um ato na Boca Maldita, para protocolá-la no MP na segunda-feira, 29.

Do Bem Paraná:

O senador Roberto Requião (PMDB), candidato ao governo do Paraná, vai entrar com uma representação na Polícia Federal por roubo de documentos pessoais. O dossiê com cópias de recibos, documentos e anotações de próprio punho foram distribuídos aos veículos de imprensa anonimamente, e mostram transações financeiras entre Requião e familiares com valores que variam de R$ 2 mil a R$ 400 mil. São transações imobiliárias, recibos assinados por terceiros e pela esposa do senador, Maristela Requião. Os documentos teriam sido encontrados dentro de um cofre no Palácio das Araucárias, sede administrativa do governo do Paraná.

A assessoria de Requião confirma a autenticidade dos documentos e garante que não existe irregularidade. “É uma contabilidade familiar e não há fato novo; tudo está declarado no imposto de renda do Requião. Os documentos pessoais foram encontrados no Palácio das Araucárias e em vez de devolverem, guardaram por quatro anos para criar um factóide nas eleições. O senador vai representar na Polícia Federal por furto de documento privado”, afirma a assessoria.

bala de prata De José Pedriali:

O senador Roberto Requião promete disparar segunda-feira uma “bala de prata” para alvejar Beto Richa, que transformou em pesadelo seu sonho de voltar aos devaneios absolutistas no Palácio do Iguaçu e às mordomias da Granja Canguiri,

Se sua “bala de prata” vai ou não abalar a disposição da maior parte do eleitorado de reeleger Beto, só o tempo dirá – o passado de Requião, lastreado em mentiras e armações fraudulentas, conspira contra a eficácia de sua ameaça. Que, no entanto, criou um fato político e está sendo utilizada para abalar a confiança do adversário e de seus seguidores na reta final da campanha.

Enquanto Requião não dispara a sua, o jornal Folha de S.Paulo o feriu ontem com uma “bala de prata”: o plantel de cavalos que mantinha na Granja Canguiri quando governador era sustentado com dinheiro público. O jornal se baseou em investigação realizada pela Polícia Militar, cuja conclusão era mantida a sete chaves. O número de cavalos é incerto – pode ultrapassar 80 – e quanto custou a estada deles na residência oficial idem. Estima-se entre R$ 5 milhões e R$ 8 milhões. O Ministério Público tem agora munição suficiente para denunciar Requião por improbidade administrativa.

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Hoje (sexta-feira, 26) a Gazeta do Povo adianta que o secretário-geral do PMDB de Curitiba, Doático Santos, recebeu um dossiê com 37 páginas de documentos e movimentações da contabilidade do senador Roberto Requião (PMDB). “Sem revelar nomes, Doá­­tico disse que a documentação foi entregue no comitê da Frente Ampla, que funciona no Centro de Curitiba. Ele afirmou ter consultado amigos peritos que teriam atestado a veracidade dos papéis. A ideia do grupo é coletar assinaturas para a notícia-crime em um ato amanhã de manhã na Boca Maldita, para protocolá-la no MP na segunda-feira”, escreve Euclides Lucas Garcia.

“Liderada por Doático Santos, ex-aliado de Requião, a Frente Ampla Paraná Total diz ter tido acesso a 37 folhas de papel com anotações e recibos pessoais do senador. Na internet, o grupo afirma que os documentos foram encontrados em um cofre no Palácio das Araucárias em 2010, ano em que Requião renunciou para disputar a eleição para o Senado”, diz a matéria.

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De Rogério Galindo, Caixa Zero:

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT), diz que ele e a esposa, a senadora Gleisi Hoffmann (PT), não têm nenhuma “bala de prata” para a reta final de campanha. “O que vamos fazer é gastar sola de sapato, não economizar perna”, disse em entrevista ao blog Caixa Zero.

Segundo ele, a declaração de Roberto Requião (PMDB) sobre a existência da possível bala de prata para vencer Beto Richa (PSDB) na última semana do primeiro turno também é “estranha”. “Se ele tem essa bala de prata, por que não usou antes?”, pergunta.

O petista diz que continua sem acreditar nas pesquisas eleitorais de intenção de voto. “Na eleição de Curitiba, eles erraram até a boca de urna. Vamos continuar trabalhando até as cinco horas do dia de outubro”, afirmou.

O senador Roberto Requião, candidato ao governo do Paraná pelo PMDB, reagiu à divulgação de um dossiê contendo os documentos que ele esqueceu em cofre do Palácio das Araucárias.

Requião não negou a autenticidade dos documentos, mas disse que são de transações relacionadas a um inventário de herança e a acerto de contas na família.

Em seu estilo costumeiro, usou baixo calão para desqualificar os adversários em seu twitter.

requiao twitter 25 set 2014