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O prefeito Gustavo Fruet (PDT) mandou cortar R$ 100 milhões do orçamento estimado em R$ 8,4 bilhões. A primeira-irmã, Eleonora Fruet (Finanças), disse que valor que representa quase 15% dos gastos. “Sempre se faz a previsão orçamentária em junho do ano anterior. Para o ano passado a expectativa de crescimento era próxima de 4% e ficou em zero e neste ano já é negativa. As projeções acabaram não se confirmando, porque o mercado é volátil”, disse Eleonora ao Metro/Curitiba.

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O governador Beto Richa apresentou nesta quinta-feira (28), aos presidentes das entidades do setor produtivo paranaense que compõem o G7, um balanço da situação financeira do Estado. Richa explicou aos empresários que precisou fazer o ajuste fiscal para recuperar a capacidade de investimento do Paraná, em um momento de crise econômica nacional, que reduziu brutalmente a arrecadação de estados e municípios.

“Os resultados das medidas fiscais já começam a aparecer e estamos equilibrando as receitas e retomando as obras de infraestrutura”, afirmou Richa. “Com a conclusão da parte mais dura do ajuste fiscal, o governo sairá da situação de dificuldades e retomará os investimentos em obras estruturantes no Estado”, completou.

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Cortes no Orçamento vão afetar investimentos, projetos sociais e as Forças Armadas

d’O Globo:

Os cortes no Orçamento que o governo Dilma Rousseff anunciará amanhã devem ficar um pouco acima dos R$ 70 bilhões e atingirão praticamente todas as áreas do governo. Afetarão os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Minha Casa Minha Vida, despesas na área social e o custeio da máquina pública.

A equipe econômica trabalha na versão final do contingenciamento, mas algumas áreas já foram alertadas de que serão fortemente atingidas. No Ministério da Defesa, espera-se que a redução chegue a 40% das despesas de custeio e investimentos. Em relação ao Minha Casa, o maior corte deve ser na faixa 1, que financia imóveis a famílias com renda até R$ 1,6 mil, hoje totalmente subsidiadas com verba federal.

Com a crise solapando o país, os estados das dez maiores economias do Brasil anunciaram contingenciamentos de R$ 16 bilhões ao longo deste ano. Na maioria dos casos, os cortes são no custeio da máquina pública, redução no número de cargos comissionados, diminuição de concursos públicos e contratações além do recuo em programas de incentivo fiscal a partir de redução ou isenção de impostos.

Entes federativos não podem ficar contando com aumento de arrecadação de ICMS devido à alta nas contas de luz, pois haverá retração em outras receitas.

Editorial, O Globo:

O ajuste das contas públicas se tornou inevitável pela retração esperada nas receitas da União, de estados e municípios. Os entes federativos aumentaram suas despesas nos últimos anos, com apoio do governo federal, contando com uma recuperação da economia brasileira que não se concretizou. Agora, é preciso não apenas conter o avanço dos gastos; será necessário cortá-los.

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do Fernando Tupan:

O pacote para o saneamento das finanças do Paraná tem recebido violentas críticas da senadora petista Gleisi Hoffmann. Dois pacotes com medidas mais graves do governo Dilma Rousseff, no entanto, são defendidas Gleisi em Brasília. É difícil acreditar em uma política que revela possuir dois pesos e duas medidas de uma forma tão evidente e descarada.

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Elaborado, em reunião (foto) do governador Beto Richa e sua equipe com 37 deputados da base de apoio, a redação de um texto substitutivo aos dois projetos de lei encaminhados para a Assembleia Legislativa na semana passada para adequar despesas e receitas do Estado.Três reivindicações consideradas fundamentais pelos mestres serão atendidas. São elas:

1- Não haverá alteração na legislação do quinquênio e anuênio, que assegura reajustes automáticos a todo o funcionalismo.

2 – Será mantido o auxílio transporte para servidores do magistério que estejam afastados do trabalho ou em licença, ou seja, sem trabalhar.

3 – Fica mantido o Plano de Desenvolvimento Educacional (PDE) para promoção e progressões.

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O governador Beto Richa vai encarar um período de turbulências. A malta corporativista ameaça com protestos, manifestações e insultos. Compreende-se. Enfim um governador decidiu sepultar vícios políticos da nossa tradição tupiniquim, a começar pelo hábito de governar para unicamente garantir a próxima eleição, e se pôs a administrar o Estado com obstinada determinação de reduzir despesas, enxugar a máquina e corrigir desvios acumulados em décadas por uma estrutura burocrática mal acostumada a benesses e boa dose de laborfobia.