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Na contramão do discurso de austeridade fiscal do presidente interino, Michel Temer, medidas aprovadas ou patrocinadas por seu governo elevaram gastos públicos. Só na quarta-feira, Temer avalizou um aumento de despesas de mais de R$ 3,6 bilhões até o fim do ano, com o anúncio de reajuste dos benefícios do Bolsa Família (R$ 1,6 bilhão), acima do patamar proposto por Dilma Rousseff, e a aprovação no Senado do reajuste dos servidores do Judiciário e do Ministério Público da União (R$ 2 bilhões), apoiado pelo Palácio do Planalto. As informações são d’O Globo.

do Painel, Folha de S. Paulo:

Joaquim Levy queria ter apresentado nesta sexta-feira um pacote de cortes mais profundo nas desonerações de folha de pagamento para acalmar o mercado e conter o risco de rebaixamento da nota de crédito do Brasil. O titular da Fazenda defendia extinguir o benefício de setores inteiros da economia e mantê-lo apenas para indústria e construção civil. Dilma Rousseff decidiu pelo corte gradual, mas vigoroso. O objetivo é assegurar que não haverá recuo na meta de economia de 1,2% do PIB.

richa - coletiva - imp.

À frente de uma grave crise financeira e alvo de greves e protestos, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), assumiu, em entrevista à Folha de S. Paulo, que gastou mais do que deveria, mas diz que foi por “coragem” de fazer as obras de que o Estado precisava. “O que interessa para a população são as obras. As dívidas, nós vamos administrando”, declarou.

O Paraná foi o Estado com o segundo maior deficit em 2014, atrás apenas do Rio. Após a reeleição, Richa atrasou o pagamento de férias, cortou funcionários da educação e aumentou impostos, além de propor cortar benefícios dos servidores. O governo deve R$ 1,5 bilhão a fornecedores. Acusado de má gestão, Richa nega descontrole e culpa o fraco desempenho econômico do país.

Veja a entrevista a seguir.

de Chico Marés, Gazeta do Povo:

O chefe da Casa Civil do governo Beto Richa (PSDB), Eduardo Sciarra (PSD), afirmou nesta quarta-feira, ao sair da primeira reunião do secretariado do novo governo, que a atual gestão poderá tomar novas medidas de contenção de gastos em breve.

De acordo com Sciarra, será necessário fazer “ajustes na folha de pagamentos”. Embora o secretário não tenha detalhado as medidas, afirmou que isso poderá incluir cortes de gratificações pagas a servidores, revisão de contrato de temporários e redução na contratação de comissionados. As medidas, segundo Sciarra, poderão ser enviadas em breve para aprovação na Assembleia Legislativa.