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Houve certo espanto com a quantidade de políticos do PP – são 31 entre deputados, ex-deputados, ex-ministros e até vice-governador de Minas Gerais – arrolados nos inquéritos que serão respondidos no STF. É fácil explicar. A Procuradoria-Geral da República se baseou, ao apresentar as petições no STF, nas delações do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e do doleiro Alberto Youssef. Costa foi uma indicação do PP e o operador desse esquema era Youssef. Os primeiros processos no STF, com suspeita de desvio de mais de R$ 1 bilhão da Petrobrás, são restritos ás delações de Costa e Youssef.

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Para o juiz, os políticos, por terem foro privilegiado, estão sendo investigados pelo STF

O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná, disse ontem, em despacho no processo em que as principais empreiteiras do país são acusadas de fraudes na Petrobras, “ser fantasiosa a argumentação de que este Juízo estaria ocultando o nome de agentes políticos envolvidos nos crimes”, para preservar a sua competência no processo. Segundo Moro, os crimes cometidos por políticos são da alçada do STF qu já dispõe das provas para iniciar procedimento contra eles.

É que os advogados das empreiteiras solicitaram ao juiz acesso aos depoimentos de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, e do doleiro Alberto Youssef, os dois que fizeram depoimentos em delação premiada, e o juiz acredita que o objetivo maior dos advogados das empreiteiras é tirar de sua esfera a investigação da Lava-Jato, remetendo o processo para o Supremo Tribunal Federal (STF), onde acreditam que teriam mais chances de proteger seus clientes.

Do Painel, Folha de S. Paulo:

A Polícia Federal encontrou indícios de que os pagamentos de propina revelados pela Operação Lava Jato continuam sendo feitos na Petrobras. Relatório da última etapa da investigação diz que o esquema “apresenta continuidade mesmo após a demissão do então diretor Paulo Roberto Costa” e “assola o país de Norte a Sul até os dias atuais”. A PF vai apurar pagamentos feitos pelas empreiteiras ao doleiro Alberto Youssef já em 2014 para encontrar obras em que pode ter havido propina.

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Eduardo Bresciani, O Globo

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef afirmaram que o atual diretor de Abastecimento da Petrobras José Carlos Cosenza recebeu “comissões” de empreiteiras contratadas pela estatal. Cosenza substituiu Costa na diretoria e participou nesta quarta-feira, ao lado da presidente da Petrobras, Graça Foster, da conferência de divulgação de dados operacionais do terceiro trimestre de 2014.

A acusação foi revelada em um questionamento feito pelo delegado da Polícia Federal, Agnaldo Mendonça Alves, no interrogatório de um dos executivos presos na sexta-feira passada.

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Terra de Alberto Youssef, André Vargas e Paulo Roberto Costa (foto), o Paraná confirmou, mais uma vez, que é um dos grandes centros da corrupção nacional. É o que diz o relatório divulgado hoje pelo Conselho Nacional de Justiça, que mostra o número de processos sobre corrupção das Justiças Estaduais. O levantamento reúne casos de improbidade e crimes contra a administração pública iniciados até 31 de dezembro de 2012. O Paraná tem um estoque de 5.219 processos, atrás apenas de São Paulo (15.161), Minas Gerais (13.075) e Bahia (7.202). O Paraná julgou 22% destes processos e, ao lado do Rio de Janeiro, é o terceiro Estado com menor índice de julgamento, atrás do Piauí, que julgou 15% dos casos, e da Bahia, que julgou 6% dos processos. Entre os julgados no Paraná por casos de corrupção, 31% dos réus foram condenados. A média de condenados é a mesma do país: no Brasil, 31%, menos de 1/3, dos julgados em casos desta categoria foram condenados. As informações são da Folha de S. Paulo.

Veja o levantamento do CNJ de casos de corrupção, processos julgados e condenados em cada Estado.

Foto: Fábio Rossi – Agência O Globo
Cosenza

Do Globo:

O diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, sucessor de Paulo Roberto Costa no cargo, disse na tarde desta quarta-feira em depoimento à CPI mista da Petrobras que “nunca ouviu falar” de desvios de recursos ou formação de cartel para a realização de obras para a companhia. Cosenza destacou que a empresa realiza apurações internas e acompanha as investigações sobre o tema.

O relator da comissão, Marco Maia (PT-RS), utilizou declarações de Costa em depoimento a Justiça para questionar o sucessor sobre eventual propina de 3% nos contratos, repasses a partidos políticos e formação de cartel das grandes empreiteiras fornecedoras da Petrobras. Para todas elas, a resposta foi semelhante.

— Nunca ouvi falar — repetiu.

Os petistas, que tanto reclamaram do vazamento de trechos das delações premiadas de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, o que consideraram um golpe contra o partido e sua candidata, Dilma Rousseff, saberão a partir de agora o quanto não foi revelado e o que ainda está por vir.

Começam as delações premiadas de executivos das empreiteiras envolvidas. E dos longuíssimos depoimentos de Costa e de Youssef, o que a imprensa publicou é uma pequena amostra do grande esquema de corrupção montado. Enfim, a casa caiu. Depois das eleições, como queriam os petistas, Dilma reeleita, o esgoto da República deve ficar a céu aberto.

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“Alberto Youssef confirmou aos investigadores o que disse o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa sobre o dinheiro desviado da estatal para a campanha da ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT-PR) ao Senado, em 2010. Segundo ele, o repasse dos recursos para a senadora petista, no valor de 1 milhão de reais, foi executado em quatro parcelas. As entregas de dinheiro foram feitas em um shopping center no centro de Curitiba. Intermediários enviados por ambos entregaram e receberam os pacotes. Em nota, a senadora disse que não recebeu nenhuma doação de campanha nem conhece Paulo Roberto Costa ou Alberto Youssef.”

Trecho da reportagem “Eles sabiam de tudo” da revista Veja deste final de semana.

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Do Globo:

O jornal americano New York Times, em sua edição eletrônica, publicou uma reportagem sobre o escândalo de desvio de recursos da Petrobras e suas consequências para a eleição do próximo presidente. Com o título “Escândalo em companhia brasileira de Petróleo tumultua campanha presidencial”, o texto menciona que o episódio destacou a competição ideológica das visões de como a Petrobras, que segundo o jornal “fez algumas das maiores descobertas de petróleo no mundo neste século”, deve ser administrada. “O caso apresenta um enorme desafio para a presidente Dilma Rousseff, que está em uma amarga batalha eleitoral contra Aécio Neves”, consta no texto.

“Com os dois candidatos lutando um contra o outro pela opinião pública, Aécio Neves está aproveitando o escândalo do petróleo para atacar Dilma Rousseff e sua administração”, afirma o New York Times. A reportagem diz ainda que desde que Dilma Rousseff assumiu, exerceu grande controle sobre a empresa de energia, alinhada com sua visão de que “grandes empresas estatais” deveriam ser os pilares do desenvolvimento brasileiro”.

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As empresas acusadas de formar um cartel para lotear grandes licitações públicas no País, segundo investigação da Operação Lava Jato, doaram R$ 456 milhões a PT, PMDB, PSDB, PSB, DEM e PP nos últimos sete anos, sem fazer distinção entre situação e oposição. Parte do dinheiro foi repassada às legendas em valores fixos e mensais.

Segundo o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, parte desse dinheiro teve como origem esquemas de fraudes em contratos, lavagem de dinheiro e corrupção, e foi parar nas campanhas presidenciais de 2010 do PT e do PSDB. Levantamento feito pela reportagem mostra que o PT e o PSDB, juntos, receberam 55% do total repassado aos seis partidos via diretório nacional. Os R$ 456 milhões que irrigaram as contas dessas legendas de 2007 a 2013 – período que o Tribunal Superior Eleitoral publica para consulta na internet – representam 36% do total doado às seis legendas por pessoas jurídicas em geral, no período. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.