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Editorial, Folha de S. Paulo

Para sorte de todos os brasileiros que desejam um país melhor, a Operação Lava Jato alterou o paradigma de combate à corrupção.

Com o apoio da teoria dos jogos, embutida no sistema de delações premiadas, procuradores têm conseguindo revelar os meandros dos esquemas de propina. De forma inédita, condenam-se dirigentes de grandes empreiteiras, enquanto políticos de alta patente se tornam alvo de investigações.

Como seria de esperar, forças poderosas mostram-se dispostas a pôr freio nas operações. Atuam tanto nas sombras -onde, ao que parece, têm fracassado- quanto à luz do dia, por meio de projetos destinados a modificar as leis em vigor.

do Painel, Folha de S. Paulo:

Na mesma decisão em que rejeitou os ataques feitos por Dilma aos delatores da Lava Jato, o juiz Sergio Moro rebate crítica de que existem muitos colaboradores na investigação. No início da semana, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo, disse nunca ter visto “tanta delação premiada”.

No despacho — em que defende a prisão de Marcelo Odebrecht — , Moro afirma que a crítica é inconsistente. “O número [de delatores] é, em realidade, pouco expressivo, sendo provavelmente explicado pela crença equivocada […] na impunidade”, escreve.

de Carolina Bevenides e Letícia Fernandes O Globo:

Responsável por investigar o esquema de corrupção na Petrobras, a força-tarefa da Operação Lava-Jato não conseguiu apenas identificar desvios de, pelo menos, R$ 286 milhões na estatal, mas também, pela primeira vez, amarrar mais de uma dezena de acordos de delação premiada. Dado inédito do Ministério Público Federal (MPF) no Paraná mostra que, até semana passada, foram firmados 12 acordos.

gleisi-h-470x247 e palocci

Gleisi Hoffmann, ex-ministra chefe da Casa Civil, e Antonio Palocci estão entre os apontados por Paulo Roberto Costa.

Do Estadão:

Primeiro delator da Lava Jato, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa citou em 80 depoimentos que se estenderam por duas semanas, entre agosto e setembro, uma lista de 28 políticos – que inclui ministro e ex-ministros do governo Dilma Rousseff, deputados, senadores, governador e ex-governadores.

vaccari - veja

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, tem dormido bastante tenso em meio aos depoimentos prestados nos últimos dias à Polícia Federal pelos executivos presos na sétima fase da Operação Lava Jato – especialmente depois que o presidente e sócio majoritário da UTC, Ricardo Pessoa, falou aos investigadores. Pessoa afirmou em depoimento que tinha “contato mais próximo” com Vaccari, que lhe solicitava dinheiro para o PT. O empresário foi apontado por delatores do petrolão como líder do clube do bilhão, o cartel formado por empreiteiras para fraudar licitações da Petrobras. São cada vez maiores as chances do petista se juntar ao clube dos presos até agora na esteira da Lava Jato.

(Silvio Navarro, da Veja).

janot - lava jato

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou ontem (quarta-feira, 11) que outras “cinco ou seis” delações premiadas no âmbito da operação Lava Jato ainda estão em curso. Ao menos três colaborações já foram finalizadas, entre elas a do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que já foi inclusive homologada pela Justiça. Informações do Estadão Conteúdo.