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da Folha de S. Paulo

Gravado em conversas em que supostamente tenta evitar a delação do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta terça-feira (15) que as suas falas foram deturpadas. Ele também tentou eximir a presidente Dilma Rousseff de qualquer responsabilidade no episódio.

“A responsabilidade é só minha, a iniciativa foi minha”, disse Mercadante, numa referência à reunião que fez com um assessor de Delcídio e que acabou integrando a delação do petista.

O ministro disse que ofereceu ajuda a Delcídio por questão de “solidariedade pessoal”, uma vez que as filhas do senador estavam sofrendo ataques na internet.

delcidio e gleisi

da Folha de S. Paulo

Em seu acordo de delação premiada, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) citou líderes petistas no Senado, além da cúpula do PMDB.

Segundo o senador, “Fundo Consist”, era quem financiava despesas do mandato da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). A empresa teria atuado no desvio de recursos de empréstimos consignados do Ministério do Planejamento –que era comandado pelo marido da senadora, o ex-ministro Paulo Bernardo.

“Que é de notório conhecimento sua relação com a empresa Consist, sendo que a empresa acompanha o casal Bernardo e Gleisi desde a época em que foram secretários do então governador do MS, Zeca do PT. Que a Consist, sempre atuou como braço financeiro dos mesmos, e como mantenedora das despesas do mandato da senadora Gleisi, nos últimos anos. Que existem provas incontestáveis sobre isso.”, afirmou o petista aos investigadores.

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VEJA

O senador Delcídio do Amaral cumpria uma jornada dupla quando era líder do governo. Em público, presidia a poderosa Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e negociava a aprovação das medidas de ajuste fiscal consideradas prioritárias pela presidente Dilma. Nos bastidores, era peça-chave na estratégia destinada a impedir que a Operação Lava-Jato descobrisse a cadeia de comando do petrolão. Longe dos holofotes, Delcídio atuava como bombeiro. Conversava com empreiteiros, funcionários da Petrobras e políticos acusados de participar do esquema de corrupção, anotava suas demandas e informações de bastidor e, depois, relatava-as em detalhes a Dilma e a Lula. Sua missão era antever dificuldades e propor soluções. Foi ele quem alertou a presidente de que a Odebrecht tinha pagado no exterior ao marqueteiro João Santana por serviços prestados a campanhas presidenciais do PT. Foi ele quem falou para Lula que petistas estrelados estavam reclamando de abandono e falta de solidariedade. Aos dois chefes, Delcídio fazia o mesmo diagnóstico: “Enterramos nossos cadáveres em cova rasa. É um erro. Precisamos enterrá-los com dignidade”.

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Painel, Folha de S. Paulo

O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) citou o vice-presidente Michel Temer no acordo de delação que firmou com o Ministério Público Federal. Ele relatou em sua colaboração premiada à Lava Jato que o peemedebista foi “o grande patrocinador” da indicação de Jorge Zelada para a área internacional da Petrobras. O ex-diretor, apontado como o elo do PMDB no esquema, cumpre pena de 12 anos de prisão. A possibilidade de que ele também decida se tornar delator preocupa o partido.

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O Globo

O senador Delcídio Amaral (PT-MS) citou pelo menos cinco colegas de Senado em sua delação premiada. Entre eles estão o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), e Aécio Neves (PSDB-MG), principal nome da oposição e candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2014. A reportagem do GLOBO confirmou a informação junto a pessoas com acesso ao caso.

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil cunha - marcelo camargo agencia brasil

A delação de Delcídio Amaral não deixou de ser uma boa nova para Eduardo Cunha, que está prestes a virar réu da Operação Lava Jato. Nesta quinta-feira, o presidente da Câmara dos Deputados deu a seguinte declaração sobre a delação de Delcídio: “Delação nos olhos dos outros é pimenta, nos olhos do PT é refresco. Acho graça da posição do PT. Eu gostaria muito de assistir ao discurso do PT depois dessa nova delação. Hoje, eles usam como argumento de defesa aquilo que ontem usaram como ataque contra mim. O PT só é coerente para se defender, já, para atacar os outros, aquilo que eles usam para se defender não vale. Então é muito engraçado assistir a isso. Eu fico numa posição privilegiada (no plenário)”, disse Cunha.

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O Globo

BRASÍLIA – Após ser empossado nesta quinta-feira na Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo afirmou que o senador Delcídio Amaral (PT-MS) “não tem credibilidade” e “não tem primado por dizer a verdade”. Segundo Cardozo, a delação do ex-líder do governo no Senado seria uma retaliação.

— Vou ler primeiro, mas vamos ser francos. Primeiro, não sei se há uma delação premiada. Se houver, o senador Delcídio, com quem sempre tive excelentes relações, não tem primado por dizer a verdade. Ele não disse a verdade naquela fita, que todos conheceram — disse Cardozo, que acrescentou: — Eu não sei dizer se há delação premiada, mas se efetivamente houve, há forte possibilidade de ser retaliação, até porque isso foi anunciado previamente. Se o governo não fizesse nada, ele retaliaria. Independe de tudo o que foi dito, o senador Delcídio lamentavelmente não tem credibilidade pra fazer nenhuma afirmação.

Revelações do senador à força-tarefa da Lava Jato, obtidas por ISTOÉ, complicam de vez a situação da presidente Dilma e comprometem Lula.

isto é - delcidio

Débora Bergamasco, IstoÉ

Pouco antes de deixar a prisão, no dia 19 de fevereiro, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) fez um acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato. ISTOÉ teve acesso às revelações feitas pelo senador. Ocupam cerca de 400 páginas e formam o mais explosivo relato até agora revelado sobre o maior esquema de corrupção no Brasil – e outros escândalos que abalaram a República, como o mensalão.

Com extraordinária riqueza de detalhes, o senador descreveu a ação decisiva da presidente Dilma Rousseff para manter na estatal os diretores comprometidos com o esquema do Petrolão e demonstrou que, do Palácio do Planalto, a presidente usou seu poder para evitar a punição de corruptos e corruptores, nomeando para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) um ministro que se comprometeu a votar pela soltura de empreiteiros já denunciados pela Lava Jato.

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Thiago Bronzatto e Talita Fernandes, Época

Os advogados do senador Delcídio do Amaral (PT-MS)protocolaram nesta terça-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) a defesa do parlamentar, que está preso na Operação Lava Jato, contra a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF). O documento critica as acusações feitas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pede que seja anulada a gravação ambiental de diálogos do petista e ainda contesta a forma como foi aprovado o acordo de delação premiada de Nestor Cerveró, ex-diretor internacional da Petrobras.