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O petismo local está de sobreaviso. O Ministério Público Federal pediu a condenação dos executivos da construtora Camargo Corrêa por formação de cartel, fraude a licitação, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. O MPF quer ainda a restituição dos R$ 50 milhões desviados para o pagamento de propina das obras das refinarias Getúlio Vargas (Repar, no Paraná) e Abreu e Lima (em Pernambuco) e o pagamento de uma indenização mínima à Petrobras de R$ 343 milhões. As informações são d’O Globo.

No memorial final, apresentando à Justiça na sexta-feira (29), os procuradores pediram o desmembramento da ação contra o presidente da UTC, Ricardo Pessoa, apontado como o chefe do “Clube das Empreiteiras”. Pessoa assinou um acordo de delação premiada com o MPF.

Além do executivos da empreiteira – Dalton Avancini, Eduardo Leite e João Auler –, os procuradores pediram a condenação do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa; do empresário Márcio Bonilho, da Sanko Sider; de Leonardo Meirelles; do doleiro Alberto Youssef; e dos operadores do esquema Jayme “Careca” e Adarico Negromonte.

O Bolsa Família está sendo pago a pessoas mortas e a funcionários públicos, com salários bem maiores do que o limite do programa, conforme denúncia de uma ONG contratada pela prefeitura de Jacarezinho. A prefeitura decidiu fazer um novo recadastramento de todas as famílias participantes do programa federal, para evitar novas fraudes. As informações são do G1-PR.

Barusco

O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco afirmou, em depoimento de sua delação premiada na Operação Lava-Jato da Polícia Federal, que 14 empresas faziam parte do “núcleo duro” do cartel de fornecedores da estatal. Segundo ele, o pagamento de propina na companhia era “endêmico” e “institucionalizado”. Barusco contou ainda que, junto com seu antigo chefe, o ex-diretor de Serviços e Engenharia Renato de Souza Duque, recebeu pagamentos relativos a mais de 60 contratos firmados pela estatal e que Duque ficava com a maior parte da propina.

As declarações dele foram incluídas pela Polícia Federal nos relatórios finais dos inquéritos relativos às empreiteiras Engevix e UTC/Constran. A informação foi revelada neste sábado pelo jornal “Folha de S.Paulo”.

alberto youssef

Uma planilha apreendida no escritório do doleiro Alberto Youssef, que lista 747 obras de infraestrutura de 170 empresas, a maioria empreiteiras, é um dos principais indícios que levam o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná, a suspeitar que o esquema criminoso que desviou recursos de obras da Petrobras alcança outros setores da administração pública. Usada pelo doleiro para acompanhar suas negociações e projetos em andamento, a planilha lista valores que, somados, chegam a R$ 11,5 bilhões — 59% das obras têm a Petrobras como cliente final.

Num despacho em que negou a revogação da prisão preventiva do executivo Erton Medeiros Fonseca, presidente da Divisão de Engenharia Industrial da Galvão Engenharia, Moro afirma que a apreensão da planilha é “perturbadora” e diz que “o esquema criminoso de fraude à licitação, sobrepreço e propina vai muito além da Petrobras”.

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Com custo total de R$ 5 bilhões, a campanha eleitoral de 2014 foi a mais cara da história, ultrapassando em 2% a de 2010, que, diferentemente do pleito deste ano, tinha o dobro dos cargos ao Senado em disputa. Os números foram obtidos pela Folha de S. Paulo, que cruzou levantamento nas prestações de contas de todos os candidatos em disputa, eleitos e derrotados.

O levantamento mostra que dez empresas investiram R$ 1 bilhão em candidaturas, ou 20% do total. Somados, os maiores gastos ficaram por conta das disputas às assembleias legislativas, R$ 1,2 bilhão, seguida pelos candidatos a governador, R$ 1,1 bilhão e aos candidatos a deputado federal, R$ 1 bilhão.

Entre 2011 e 2014, o Coaf – Conselho de Controle de Atividades Financeiras – produziu nada menos do que 108 relatórios com alertas de possíveis irregularidades nas movimentações financeiras do doleiro Alberto Youssef, do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costas e das empreiteiras acusadas de fraudes em contratos com a estatal. No total, somavam R$ 23,7 bilhões. E não houve nenhuma providência por parte da estatal e do próprio governo.

Foto: Fábio Rossi – Agência O Globo
Cosenza

Do Globo:

O diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, sucessor de Paulo Roberto Costa no cargo, disse na tarde desta quarta-feira em depoimento à CPI mista da Petrobras que “nunca ouviu falar” de desvios de recursos ou formação de cartel para a realização de obras para a companhia. Cosenza destacou que a empresa realiza apurações internas e acompanha as investigações sobre o tema.

O relator da comissão, Marco Maia (PT-RS), utilizou declarações de Costa em depoimento a Justiça para questionar o sucessor sobre eventual propina de 3% nos contratos, repasses a partidos políticos e formação de cartel das grandes empreiteiras fornecedoras da Petrobras. Para todas elas, a resposta foi semelhante.

— Nunca ouvi falar — repetiu.