Tag

dilma ferrada

Browsing

mail.google.com

Não há agenda positiva possível enquanto o governo estiver sitiado pelas roubalheiras que hospedou, tolerou e finge desconhecer

Elio Gaspari

A doutora Dilma parece perdida como cego em tiroteio. Sua reunião com os governadores foi mais um exercício de perda de tempo. Admitindo-se que ela consiga desviar-se da ruína econômica, resta-lhe uma decisão: o que fazer diante da Lava-Jato?

Até agora ela se deixou corroer porque supõe que pode ficar numa posição de neutralidade contra. “Eu não respeito delator” será uma frase que a acompanhará pela vida.

Ou ela se alista publicamente na Lava-Jato, ou está frita. Lula deu meios passos ao tirar José Dirceu da Casa Civil e Antonio Palocci da Fazenda. Faltou dissociar-se do mensalão, e o resultado está aí.

o-presidenciavel-ze-maria-pstu-defendeu-criticas-de-seu-programa-ao-governo-fhc-1282772500824_615x300

A moçada que defende a queda da presidente Dilma Rousseff –liberais, conservadores, democratas — ganhou novo e surpreendente aliado: o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados, o PSTU, da extrema esquerda. Com informações da CartaCapital.

José Maria de Almeida, conhecido como Zé Maria, presidente nacional do PSTU, defende que primeiro deve-se romper com o governo Dilma para depois defender os trabalhadores e lutar contra a direita: “ou nós estamos contra o governo, dispostos a ajudar nossa classe a lutar para derrubá-lo, para parar de vez os seus ataques ou nós vamos estar no campo desse governo com o argumento de que nós estamos lutando contra o golpe de direita”.

dilma di

Eduardo Simões e Maria Carolina Marcello, Reuters

O primeiro ano do novo mandato da presidente Dilma Rousseff mal começou e o governo já enfrenta um cenário complicado no Congresso Nacional, com descontentamento no maior partido da base, o PMDB, e um fortalecimento da oposição após a eleição do ano passado, tendo como pano de fundo a necessidade de arrocho fiscal e expectativa de baixo crescimento econômico.

Como se não bastasse, o Executivo terá de negociar com uma base pulverizada em um número maior de partidos. Além disso, corre o risco de ter na presidência da Câmara um deputado com histórico de embates com o governo, e terá ainda de enfrentar as investigações de um dos maiores escândalos de corrupção da história recente.