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Dilma Rousseff

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Ricardo Noblat

Era a terceira vez que o mesmo grupo de seis senadores contrários ou indecisos quanto ao impeachment se reunia no Palácio do Alvorada com a presidente Dilma Rousseff desde que ela fora afastada do cargo em abril último.

Foi no fim da tarde da quarta-feira passada, dia em que Rodrigo Maia (DEM-RJ) se elegeu presidente da Câmara dos Deputados para completar o mandato de Eduardo Cunha. O tempo começava a esfriar do lado de fora do palácio.

Dentro, o tempo esquentou quando o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), o único indeciso do grupo, perguntou a Dilma como seria um eventual governo dela caso o impeachment, em agosto próximo, acabasse derrotado pelo Senado.

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Ricardo Noblat

Quando a Câmara dos Deputados autorizou a instauração do processo de impeachment, a presidente Dilma Rousseff foi aconselhada por Jaques Wagner, o ministro-chefe da Casa Civil, a telefonar para cada um dos 137 deputados que votaram contra. Ela deveria agradecer pelo que eles fizeram.

Wagner deu a Dilma a lista dos 137 com os respectivos números de celulares, dos telefones fixos e de outros telefones onde poderiam ser encontrados. Pôs quatro telefonistas do Palácio do Planalto à disposição de Dilma para fazerem as ligações.

Dilma desprezou o conselho de Wagner. Telefonou para poucos deles.

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O presidente Michel Temer ordenou que sua equipe realize uma revisão de todos os atos que Dilma tomou nas últimas semanas de governo. A ideia é passar pente fino em tudo que envolve orçamento, nomeações e contratos. Desde maio, os assessores mais próximos de Temer avaliam a “ocupação” do governo por aliados do PT, mas a intenção é apenas fazer mudanças mais profundas e permanentes após a aprovação do processo de impeachment no Senado Federal. As informações são de Cláudio Humberto no Diário do Poder.

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A campanha de financiamento coletivo criada para bancar as viagens pelo País da presidente da República afastada, Dilma Rousseff atingiu a marca de R$ 725 mil, ou 145% do previsto. A equipe da petista aguarda dobrar a meta inicial de R$ 500 mil para encerrar a campanha e retirar o dinheiro para financiar as viagens pelo País. As informações são da coluna do Fausto Macedo no Estadão.

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Severino Motta, Veja

Para o líder do DEM na Câmara, Pauderney Avelino, a possibilidade de se fazer doações via boleto bancário na ‘vaquinha virtual’ que está sendo feita por Dilma Rousseff é algo que deveria ser observado de perto pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.

Pelo sistema, basta se colocar um número qualquer de CPF ou CNPJ (há vários na internet) para que um boleto seja gerado.

Num caso como esse, o boleto pode ser pago sem que se saiba efetivamente quem está doando e de que cofre veio o dinheiro.

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O corpo técnico do Senado responsável por elaborar uma perícia do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff entregou nessa segunda-feira, 27, o laudo do trabalho. O documento responsabiliza a petista pela edição de decretos de créditos suplementares, mas isenta a presidente da atuação nas pedaladas fiscais. As informações são do Estadão.

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Mônica Bergamo, Folha de S. Paulo:

A derrota dos representantes de Dilma Rousseff no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no processo em que o empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC, é convocado para depor sobre a contribuição financeira que fez à campanha da presidente, em 2014, acendeu o sinal amarelo no PT. O resultado foi acachapante: os ministros rejeitaram os recursos, para que Pessoa não desse depoimento, por unanimidade.

O Planalto já estava quase comemorando a redução do noticiário em cima das denúncias sobre o escândalo da Petrobras porque a constituição do novo ministério do segundo governo de Dilma Rousseff ia ganhando mais espaço nos jornais e na televisão. Nada que não fosse planejado: o pessoal da comunicação da Chefe do Governo achava que essa seria uma boa alternativa para bater de frente nos sucessivos episódios envolvendo depoimentos de presos e novas delações.

De repente, um susto que virou manchete: Augusto Mendonça Neto, executivo da Toyo Setal aparece dizendo que parte da propina da Refinaria da estatal no Paraná era repassada ao PT em forma de doações oficiais de campanha.