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da Folha de S. Paulo

Com exceção do PP, os partidos políticos concluíram no início da tarde desta quinta-feira (17) a indicação dos deputados que devem compor a comissão especial que irá discutir o pedido de impeachment.

Ao todo, 24 partidos têm o direito de indicar deputados para a comissão, na proporção do tamanho de suas bancadas na Câmara. O colegiado terá 65 vagas. Na Câmara, há 513 deputados.

A chapa definida pelos líderes partidários irá a voto ainda na tarde desta quinta no plenário da Câmara. Como definiu o Supremo Tribunal Federal, não haverá chapa concorrente e a votação será aberta. Caso essa chapa seja rejeitada, o que é considerado pouco provável, nova chapa deverá ser indicada pelos líderes das bancadas.

Ainda nesta quinta deverá ser eleito o presidente e o relator da comissão.

A seguir, os deputados indicados pelos partidos.

fruet e dilma

Do prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, sobre a nomeação de Lula para ministro chefe da Casa Civil:

“A nomeação do ex-presidente Lula equivale a renúncia da presidente Dilma ao seu mandato.

Um dia lamentável.

A gravidade da situação atual não encontra precedentes na história recente do país.

Não há expectativa de sucessão viável.

Quando fui relator da CPI dos Correios, que investigou o mensalão, sempre alertei que a estrutura construída ao longo de décadas para garantir governabilidade ao presidente seria a ruína da República.

dilma e lula AC_o globo

O Globo

A nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como superministro do governo, que já era considerada certa pelo PT e pela própria presidente Dilma Rousseff, ficou em suspenso nesta terça-feira, com o impacto da delação do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), incriminando o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, numa tentativa de obstruir a Justiça. A delação do ex-líder do governo no Senado criou um clima de confusão que voltou a paralisar o dia a dia do governo. Lula chegou nesta terça-feira à tarde em Brasília e, em seguida, começou uma reunião com Dilma por volta de 19h no Palácio da Alvorada, onde foram discutidos ajustes de sua participação no governo, e até onde ele poderia ir na sua pretendida guinada na economia. Lula só deixou o Alvorada às 23h30, após quatro horas e meia de reunião.

lula e dilma pt

Painel, Folha de S. Paulo

O Planalto reconhece que a adesão aos protestos pró-impeachment foi expressiva, mas aposta no ato do dia 18, com a presença de Lula, para mostrar resistência. O governo admite, no entanto, que dificilmente conseguirá número similar nas manifestações pró-Dilma. Com o veto deste domingo, petistas se apegam às vaias aos tucanos como sinal de que o espólio das ruas não foi conquistado pela oposição. Parece pouco para quem terá de enfrentar duríssima votação do impeachment.

Na avaliação do PT, a hostilização ao governador Geraldo Alckmin e ao senador Aécio Neves na Paulista mostra que a situação política no país é ainda mais preocupante, com uma “raiva” generalizada em relação a todos os partidos.

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O Globo

Pressionada pela oposição e às vésperas de um protesto contra o seu governo, a presidente Dilma Rousseff decidiu falar com a imprensa em entrevista coletiva nesta sexta-feira, no Palácio do Planalto. A exemplo do que falou mais cedo a reitores de universidades federais, a presidente afirmou que não há elementos para seu impeachment e voltou a dizer que não irá renunciar ao cargo.

Dilma disse que nunca lhe passou pela cabeça renunciar e que esse gesto seria uma “ofensa” à sua trajetória de vida. A presidente criticou a oposição e disse que faltam argumentos aos que pedem sua renúncia. A petista declarou também que teria o “maior orgulho” em ter o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu governo como ministro e criticou o pedido de prisão preventiva do MP a Lula nesta quinta-feira, afirmando que o pedido “passou de todos os limites”. Ela pediu serenidade nas manifestações de domingo.

PK_ o globo

O Globo

O ex-presidente Lula estava reunido com lideranças do PT nesta quinta-feira, em São Paulo, quando foi informado do pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público. No calor da notícia, os participantes da reunião reagiram dizendo que Lula teria que aceitar o convite da presidente Dilma Rousseff para ocupar a pasta da Casa Civil, imediatamente. Mas depois que os ânimos serenaram, a avaliação e resposta taxativa de Lula foi de que ele não deveria aceitar ser ministro, pois não poderia fugir da polícia. O convite e a recusa foram noticiados pelo colunista Lauro Jardim.

— Isso seria jogar a biografia dele no lixo — comentou um interlocutor do Planalto na noite desta quinta-feira.

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Nonato Viegas, Época

Autor do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, acolhido na Câmara dos Deputados, o jurista Hélio Bicudo afirmou que as manifestações agendadas para o próximo domingo (13 de março) contra o governo petista vão acelerar o processo de impedimento da presidente.

A Expresso, Bicudo disse que, depois de o Supremo Tribunal Federal ter atrasado o processo, agindo “fora de sua competência”, somente “as pessoas nas ruas” podem destravar o impeachment. “O tempo é importante nas questões urgentes para o país, como o impeachment”, diz.