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Fernando Rodrigues, UOL

Papéis foram apreendidos na “Acarajé” e liberados ontem (22). Planilhas listam nomes, valores e apelidos de cada político. Material é de Benedicto Barbosa, alto executivo do grupo. Informações de tabela são incompatíveis com doações declaradas.

Documentos apreendidos pela Polícia Federal listam possíveis repasses da Odebrecht para mais de 200 políticos de 18 partidos políticos. É o mais completo acervo do que pode ser a contabilidade paralela descoberta e revelada ontem (22.mar.2016) pela força-tarefa da Operação Lava Jato.

As planilhas estavam com Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, e conhecido no mundo empresarial como “BJ”. Foram apreendidas na 23ª fase da operação Lava Jato, batizada de “Acarajé”, realizada no dia 22.fev.2016.

As investigações da Operação Lava-Jato já contam com 18 colaborações premiadas e uma análise feita pelo GLOBO dos depoimentos já disponibilizados pela Justiça revela que há muitos pontos coincidentes nas delações, o que tem ajudado os investigadores a avançar na produção de provas sobre o esquema de desvio de recursos da Petrobras para executivos da estatal, políticos, empresários e lobistas. Os delatores Augusto Mendonça, Ricardo Pessoa, Pedro Barusco, Eduardo Leite e Gérson Almada confirmaram, por exemplo, que pagaram propina através de doações formais para campanhas eleitorais. As informações são d’O Globo.

Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula RS-Diadotrabalho-01Lula-20150501-02

de Estelita Hass Carazzai, Folha de S. Paulo:

A Polícia Federal deve instaurar um inquérito específico para apurar as doações feitas pela empreiteira Camargo Corrêa ao Instituto Lula. A organização do ex-presidente recebeu R$ 3 milhões da empresa entre 2011 e 2013, segundo um relatório de contabilidade anexado à investigação nesta semana.

Dois executivos da companhia -Eduardo Leite e Dalton Avancini- já fizeram acordos de delação premiada com a Justiça na Operação Lava Jato, e admitiram pagamentos de propina em obras públicas.

Segundo o delegado Igor Romário de Paula, “muito provavelmente” as doações à entidade do ex-presidente serão objeto de uma nova investigação, que incluirá ouvir os executivos delatores sobre os motivos das doações e a origem dos recursos transferidos. “O que vai ser feito agora é verificar se há indícios de irregularidade ali [nas doações].

Emenda constitucional teve maioria dos votos, com 264 a favor, mas não obteve o quórum exigido de 308

de Isabel Braga, O Globo:

Em nova derrota do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a Câmara rejeitou na madrugada desta quarta-feira emenda constitucional que incluía na Constituição Federal a doação empresarial de campanhas. O texto rejeitado permitia a doação de empresas e pessoas físicas a partidos e candidatos. Atualmente, a lei já permite isso, mas como a doação empresarial está sendo questionada no Supremo Tribunal Federal (STF), objetivo era constitucionalizar a doação e manter esse tipo de financiamento. Apesar de ter obtido maioria dos votos, 264 deputados apoiaram a emenda contra 207 contrários, ela não obteve o quórum exigido de 308 votos a favor.

Foto: André Coelho – O Globo gleisi - andre coelho - o globo

Senadora, no entanto, admitiu ter pedido contribuições a grandes empreiteiras investigadas na Lava-Jato.

de Jailton Carvalho, O Globo:

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) reconheceu em depoimento à Polícia Federal que pediu contribuições a pelo menos cinco das grandes empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato, mas negou ter recebido dinheiro do doleiro Alberto Youssef ou do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. O ex-ministro Paulo Bernardo também negou que tenha intermediado pedido de dinheiro a Paulo Roberto ou a Youssef para a campanha da mulher ao Senado em 2010.

do Painel, Folha de S. Paulo

O Palácio do Planalto avalia que a permanência de João Vaccari Neto à frente da tesouraria do PT tornou-se insustentável. Entre os interlocutores de Dilma Rousseff, é consenso que o “fico” do tesoureiro fragiliza sua defesa e coloca o PT como principal motivo de desgaste para o governo. A avaliação é de que ainda não há denúncias de corrupção que atinjam a presidente, mas o PT, atrelado a Vaccari –que agora é réu na Lava Jato–, arrasta o governo para o epicentro da crise.

Bom pra todos – O afastamento de Vaccari, dizem palacianos, facilitaria sua defesa, criaria fato positivo para o PT e ajudaria na estratégia de recuperação do governo.

Ele fica – A cúpula do PT, no entanto, decidiu que o tesoureiro não deixará o posto. Dirigentes petistas dizem que “denúncia não é condenação, nem mesmo julgamento” e que Vaccari só sairá se houver prova contra ele.

C.q.d. – Quem defende a permanência do tesoureiro diz que afastá-lo agora seria corroborar a tese do Ministério Público de que o pagamento de propina ao PT na Petrobras era feito por meio de doações oficiais à sigla.

Voluntariado – Apesar disso, muitos petistas ainda insistem na saída voluntária do tesoureiro. Vaccari, que tinha cogitado a ideia, não admite mais a possibilidade.

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A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) está na lista de 15 políticos que terão as doações de campanhas investigadas pela Procuradoria Geral da República, revelou na edição desta segunda-feira, 23, o jornal Folha de S. Paulo. Para a PGR, os repasses fazem parte das propinas repassadas pelas empresas envolvidas na Operação Lava-Jato. Nas petições ao STF (Supremo Tribunal Federal), a PGR usa termos contundentes para insinuar a ligação de políticos com doações suspeitas. Num trecho sobre Gleisi, pede-se para que a “autoridade policial” pesquise doações de empreiteiras recebidas por ela e pela sigla.

Foto: Avener Prado/ Folhapress procurador-1

de Mônica Bergamo, Folha de S. Paulo:

Um ano depois da deflagração da Operação Lava Jato, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima diz que ela “andou num ritmo muito mais rápido do que o que nós estávamos acostumados a trabalhar”.

Ele, no entanto, acredita que as investigações estão apenas “arranhando o verniz de uma estrutura muito maior”, que seria a forma como se financia a política no país. Defendeu mudanças profundas no sistema político. E afirmou que esquemas de corrupção, como o que agora é revelado na Petrobras, fazem parte de uma engrenagem que funciona como “um relógio gigantesco”. Ele pode até “perder algumas peças que são substituídas por outras. Mas funciona até independente da vontade dessas peças”.

A seguir, a entrevista com o procurador: