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O juiz Sérgio Moro, tal qual o conhecemos, não se limitou a condenar os petistas João Vaccari Neto e Renato Duque à pena de prisão por, respectivamente, 15 anos e quatro meses e 20 anos e oito meses.

Ele os condenou também ao pagamento de uma multa global de 66,8 milhões de reais, além de ordenar o confisco imediato de 43,4 milhões de reais depositados por Renato Duque em Mônaco.

Para Teori Zavascki, isso tudo é uma brincadeira.

– d’O Antagonista.

cervero e duque1

Houve certo espanto com a quantidade de políticos do PP – são 31 entre deputados, ex-deputados, ex-ministros e até vice-governador de Minas Gerais – arrolados nos inquéritos que serão respondidos no STF. É fácil explicar. A Procuradoria-Geral da República se baseou, ao apresentar as petições no STF, nas delações do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e do doleiro Alberto Youssef. Costa foi uma indicação do PP e o operador desse esquema era Youssef. Os primeiros processos no STF, com suspeita de desvio de mais de R$ 1 bilhão da Petrobrás, são restritos ás delações de Costa e Youssef.

Do Painel, Folha de S. Paulo:

Advogados e agentes que atuam na Operação Lava Jato avaliam que, ao liberar o acesso à delação premiada de Augusto Mendonça justamente ontem, o juiz Sérgio Moro está preparando o terreno para pedir nova prisão preventiva de Renato Duque, ex-diretor da Petrobras. O ministro Teori Zavascki, relator do caso no STF, mandou revogar a prisão de Duque na véspera. O depoimento de Mendonça é o que implica mais diretamente o ex-diretor e o PT no escândalo até agora.

Cada vez está mais evidente a proximidade de lideranças do PT com os ex-diretores da Petrobrás, Paulo Roberto Costa e Renato Duque, presos por envolvimento em esquema de desvio de recursos públicos da empresa petrolífera.

O deputado estadual do PT do Rio de Janeiro, Gilberto Palmares, propôs e aprovou títulos de cidadão do Estado aos dois ex-diretores. Segundo nota do Lauro Jardim, Palmares gostava de agradar diretores da Petrobrás.

O primeiro agraciado, em 2008, foi Paulo Roberto Costa. Em 2010, o petista concedeu a mesma honraria ao ex-diretor Renato Duque.