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Não é a primeira vez que vislumbramos a melhoria disruptiva de processos industriais e
tememos seu custo de implementação. Ao longo da história, as revoluções industriais mudaram
paradigmas. Para isto, muito investimento foi destinado à infraestrutura e aquisição de máquinas
cada vez mais robustas. Contudo, com a digitalização, a 4ª revolução industrial agrupa tecnologias
que encontram meios próximos de implementação, reduzindo o desembolso e fomentando a
inclusão.

Os budgets mesmo assim assustam empresas de pequeno e médio porte. Estimativas
superficiais consideram projetos de R$ 100 mil a R$ 40 milhões de investimento inicial em projetos
para retorno a curto e longo prazo. Logicamente, a viabilização é dependente do nível de
maturidade 4.0 da empresa e do quanto a infraestrutura está modernizada. Em casos maduros, a
implementação das tecnologias mais parece com uma alternativa natural ao processo existente, ao
invés da disrupção imaginada.

A modelagem e impressão 3D de peças industriais se mostra uma alternativa de custo
relativamente baixo com rápido payback. Analogamente a ferramentas de TI, as tecnologias da
indústria 4.0 seguem geralmente modelos de negócio parecidos com “instalação + mensalidade”.
Neste caso, a instalação envolve a aquisição do equipamento, onde se recomenda observar a vida
útil e a depreciação projetada. Já a mensalidade engloba fatores como manutenção e consignação
de hardware. Entretanto, o custo não é o único fator decisivo.

A métrica mais usual para a avaliação de projetos é o ROI (Return on Investment), que se
traduz na razão entre o ganho e o investimento, de maneira contábil e simples. Para incrementar a
análise preditiva do ganho, é recomendado considerar:

 A curva de aprendizagem da solução, o que implica numa rampa crescente do
potencial oferecido. Em ouras palavras, ao serem instaladas, muitas ferramentas não
atingem 100% do seu potencial de melhoria instantaneamente.

 Previsão de defasagem tecnológica. Se traduz na união de dois conceitos, a vida útil
da tecnologia em si e o custo da oportunidade da aplicação de soluções melhores.

 Mudanças na operação e gestão do processo. Fica mais fácil quando imaginamos
cenários de aplicação totalmente distintos, ao invés de simplificar calculando um
custo a ser combatido.

 Produtividade e todas as complicações no up e downstream, ou seja, elos da cadeia
supra- e subsequentes.

Em geral, a incorporação de tecnologias da indústria 4.0 propõe benefícios como:
 Aumento da agilidade
 Aumento da autonomia
 Aumento da produtividade
 Melhoria da comunicação
 Segurança e acessibilidade dos dados
 Redução de custos operacionais
 Aumento da receita global em 10% (segundo estimativas)

Estimativas indicam que o ROI da adoção de tecnologias 4.0 resulta em 300 a 600%,
comprovando a consolidação do paradigma da realidade em que vivemos. Não obstante, mesmo
que o ROI resulte próximo a zero, ou até mesmo negativo, existem benefícios tangíveis e intangíveis
a serem considerados.

 Melhoria do ambiente de trabalho
 Novo paradigma com a automatização de processos
 Geração de novas oportunidades de negócio.
Cada negócio permanece com peculiaridades, mas algumas tendências podem ser
observadas mantendo o grau de customização, como a gestão mobile (relatórios e ações na palma
da mão), automatização de processos gerenciais e operacionais e armazenamento e operação de
dados em nuvem (cloud computing).

Referências: https://avozdaindustria.com.br/reducao-de-custos-com-a-industria-4-0/

Por EDUARDO FETTER ROLDO