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ODEBRECHT

d’O Globo:

O juiz Sérgio Moro aceitou, nesta quarta-feira, a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, o executivo Elton Negrão e os ex-funcionários da companhia Antônio Pedro Campelo de Souza, Flávio Gomes Machado Filho e Paulo Roberto Dalmazzo. Eles haviam sido denunciados na quinta-feira pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. No despacho em que aceita a denúncia, Moro cita depoimentos prestados pelo operador Mario Goes, que estava negociando um acordo de delação premiada com a Justiça.

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O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto visitou dois executivos da Andrade Gutierrez em São Paulo 53 vezes, entre 2007 e 2014, segundo o MPF. Embora não revele detalhes do que foi discutido nessas reuniões, os procuradores dizem que Vaccari foi apontado por delatores da Operação Lava Jato como “operador financeiro que articulava recebimento de vantagens indevidas para o Partido dos Trabalhadores”. As informações são da Agência Estado.

O líder do PSC na Câmara dos Deputados, André Moura (SE), protocolou requerimentos na CPI da Petrobras para acareação da presidente Dilma Rousseff (PT) e os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Edinho Silva (Secretaria de Comunicação) com o doleiro Alberto Youssef, no caso de Dilma, e dos ministros com o do dono da UTC, Ricardo Pessoa. As informações são da Folha de Londrina.

Os requerimentos são respostas a ameaças de parlamentares governistas que pediram a acareação entre o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o lobista Julio Camargo, que acusou Cunha de pedir propina de US$ 5 milhões. Para que as acareações ocorram, elas precisam ser aprovadas pela CPI na volta do recesso em agosto.

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Murilo Ramos, Época:

O presidente da OAS, Léo Pinheiro, preso até a semana passada, tinha livre acesso ao gabinete de Gleisi Hoffmann, também investigada na Lava Jato, quando ela ocupava a Casa Civil. Pinheiro fez cinco visitas a Gleisi para falar de negócios da empreiteira, que doou R$ 1 milhão para a campanha dela ao Senado em 2010. O assunto voltou à baila em depoimento que Gleisi prestou à PF em abril.

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Leonel Rocha, Época:

No início do filme Lula, o Filho do Brasil, dirigido por Luiz Carlos Barreto e lançado em 2010, anuncia-se que a obra “foi produzida sem o uso de qualquer lei de incentivo fiscal federal, estadual ou municipal, graças aos patrocinadores”. Na lista de patrocinadores, no entanto, constam as empreiteiras Odebrecht, Camargo Corrêa e OAS, as três maiores do país e que são investigadas na Operação Lava Jato, da Polícia Federal e do Ministério Público. Policiais e promotores apuram desvios de até R$ 10 bilhões no esquema do petrolão. A cinebiografia também foi patrocinada pela EBX, do empresário Eike Batista.

A situação de Gleisi Hoffmann (PT), que já foi acusada de ter recebido R$ 1 milhão do Petrolão, pelos delatores da operação Lava Jato, Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, se agravou muito nas últimas horas depois que o empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC-Constran, chamou o marido da senadora, o ex-ministro Paulo Bernardo, para ser sua testemunha de defesa. Ricardo Pessoa, que é apontado como chefe do cartel das empreiteiras que operava os desvios e superfaturamentos de obras na Petrobras. Pessoa está negociando um acordo de delação premiada e é considerado o novo homem-bomba do Petrolão.

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O empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, preso desde 14 de novembro na sede da Polícia Federal, em Curitiba (PR), base da Operação Lava Jato, chamou o ex-ministro da Comunicações, Paulo Bernardo, para ser sua testemunha. Em resposta à acusação feita pela Procuradoria, juntado aos autos da Lava Jato nesta quinta-feira, 29, executivo arrolou também o ex-ministro das Defesa, Jaques Wagner,, o candidato à presidência da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT) entre outros deputado. As informações são do Estadão.

Foto: Marcelo Andrade / Gazeta do Povo
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Augusto Ribeiro Mendonça Neto fez a afirmação em delação premiada ao detalhar R$ 60 milhões em propina a Renato Duque, parte referente às obras de reforma da Repar, em Araucária

Da Gazeta do Povo:

O empreiteiro Augusto Ribeiro Mendonça Neto – representante de várias empresas desde a década de 90, entre elas a Setal Engenharia, depois transformada em Toyo Setal – admitiu ter pago parte da propina cobrada por ex-diretores da Petrobras na forma de doação oficial para campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores (PT). Ele estimou em “aproximadamente R$ 4 milhões” o total pago em doações ao PT entre os anos de 2008 e 2011 por orientação pessoal de Duque. Mendonça Neto afirmou que as empresas responsáveis pelas doações foram a Setec Tecnologia, a PEM Engenharia e a SOG Óleo e Gás. Ao todo, Julio Camargo e Augusto Ribeiro de Mendonça Neto admitiram participação no pagamento de pelo menos R$ 152 milhões de propinas vinculadas a contratos com a Petrobras.