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A GLOBO EDITA A ENTREVISTA COM TONY GARCIA. A EXTENSÃO DO MATERIAL, A RIQUEZA DE DETALHES, O NÚMERO DE PERSONAGENS ENVOLVIDOS QUE NÃO RESPONDEM À EMISSORA, DEVEM LEVAR A DIVULGAÇÃO DA ENTREVISTA COM TONY GARCIA PARA O INÍCIO DA SEMANA QUE VEM.

O empresário Tony Garcia deu entrevista que durou hora e meia para o Jornal Nacional da Globo no final da manhã. A previsão era de que ao menos parte dela irá ao ar ainda na noite de hoje. Virou guerra aberta. Quem ouviu diz que é “nitroglicerina pura”. Tony contestou todas afirmações de Deonilson Roldo, mostrou sua versão e as circunstâncias das negociações com a Bertin Engenharia e afirmou que o ex-governador sabia de toda a transação com empreiteiras que envolveu seu ex-secretário chefe de gabinete. E para ampliar o noticiário, jogou combustível no incêndio ao introduzir novos personagens na trama, entre eles empresários de alto e de médio coturno, deputados do alto e do baixo clero e remanescentes do antigo governo.

juca

A Ibatiba Assessoria, Consultoria e Intermediação de Negócios, citada em delação de um ex-executivo da Andrade Gutierrez como empresa utilizada para repassar propina ao senador Romero Jucá (PMDB-RR), recebeu R$ 30 milhões de empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato. De acordo com o Ministério Público Federal, os repasses foram feitos pela própria Andrade, Mendes Júnior e OAS de 2010 a 2012.

Em sua delação premiada homologada em abril deste ano, o ex-diretor de Energia da Andrade Gutierrez Flávio Barra afirmou que Jucá indicou como a propina deveria ser repassada. As informações são do Estadão.

Documentos obtidos na Operação Lava Jato trouxeram à tona a relação do ex-presidente Lula com executivos das maiores empreiteiras do país. Chamado de “Brahma” pelos diretores da OAS, Lula defendia, em viagens patrocinadas por empresários, seus interesses no exterior. Em junho de 2013, num seminário em Lima, Lula dirigiu-se ao presidente do Peru, Ollanta Humala, sugerindo aliança com o empresariado. As informações são da Folha de S. Paulo.

Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula RS-Diadotrabalho-01Lula-20150501-02

de Estelita Hass Carazzai, Folha de S. Paulo:

A Polícia Federal deve instaurar um inquérito específico para apurar as doações feitas pela empreiteira Camargo Corrêa ao Instituto Lula. A organização do ex-presidente recebeu R$ 3 milhões da empresa entre 2011 e 2013, segundo um relatório de contabilidade anexado à investigação nesta semana.

Dois executivos da companhia -Eduardo Leite e Dalton Avancini- já fizeram acordos de delação premiada com a Justiça na Operação Lava Jato, e admitiram pagamentos de propina em obras públicas.

Segundo o delegado Igor Romário de Paula, “muito provavelmente” as doações à entidade do ex-presidente serão objeto de uma nova investigação, que incluirá ouvir os executivos delatores sobre os motivos das doações e a origem dos recursos transferidos. “O que vai ser feito agora é verificar se há indícios de irregularidade ali [nas doações].

lula1 w do Ricardo Noblat:

Queixa-se Lula do que chama de parcialidade da imprensa por noticiar que a empreiteira Camargo Corrêa, envolvida com a roubalheira na Petrobras, doou R$ 3 milhões ao Instituto Lula e pagou ao próprio Lula R$ 1,5 milhão por três palestras.

Onde está a parcialidade? Na mesma ocasião em que publicou a informação fornecida por delegados da Polícia Federal ou procuradores do Ministério Público, a imprensa publicou também explicações fornecidas por assessores de Lula.

Mais do que isso: o jornal “O Estado de S. Paulo”, o primeiro a publicar a notícia, registrou que a empreiteira repassou também R$ 183 milhões em “doações de cunho político” para candidaturas e partidos da situação e da oposição. O que mais quer Lula?

O petismo local está de sobreaviso. O Ministério Público Federal pediu a condenação dos executivos da construtora Camargo Corrêa por formação de cartel, fraude a licitação, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. O MPF quer ainda a restituição dos R$ 50 milhões desviados para o pagamento de propina das obras das refinarias Getúlio Vargas (Repar, no Paraná) e Abreu e Lima (em Pernambuco) e o pagamento de uma indenização mínima à Petrobras de R$ 343 milhões. As informações são d’O Globo.

No memorial final, apresentando à Justiça na sexta-feira (29), os procuradores pediram o desmembramento da ação contra o presidente da UTC, Ricardo Pessoa, apontado como o chefe do “Clube das Empreiteiras”. Pessoa assinou um acordo de delação premiada com o MPF.

Além do executivos da empreiteira – Dalton Avancini, Eduardo Leite e João Auler –, os procuradores pediram a condenação do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa; do empresário Márcio Bonilho, da Sanko Sider; de Leonardo Meirelles; do doleiro Alberto Youssef; e dos operadores do esquema Jayme “Careca” e Adarico Negromonte.

Cerca de R$ 100 milhões foram adiantados para empresas envolvidas na Lava Jato irregularmente nas obras da Refinaria Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, no Paraná. Essa foi uma das conclusões da Comissão Interna de Apuração que investiga não conformidades nas obras da refinaria. Três integrantes da comissão foram ouvidos pelo juiz federal Sergio Moro em audiência de testemunhas de acusação nesta quarta-feira (20), na Justiça Federal de Curitiba. As informações são da Gazeta do Povo.

procurador 111

A força-tarefa que atua nas investigações da Operação Lava Jato já conseguiu bloquear R$ 1 bilhão de quatro empreiteiras acusadas de desviar recursos da Petrobras. O valor é referente às ações de improbidade encaminhadas pelos procuradores do MPF. As empreiteiras e os dirigentes presos na operação também respondem a ações criminais na Justiça Federal em Curitiba.

O valor foi atingido sexta-feira, 15, com o bloqueio de R$ 282,4 milhões da OAS. O MPF também conseguiu bloquear mais 153,9 milhões da Engevix, R$ 302,5 milhões da Galvão Engenharia e R$ 241,5 milhões da Camargo Corrêa. O cálculo é baseado em depoimentos de delação premiada de investigados, além de multa civil de três vezes o valor dos desvios. Segundo os delatores, o pagamento correspondia a 1% dos contratos.

mpf - empreiteiras

A Justiça Federal de Curitiba decretou o arresto de R$ 241 milhões da Camargo Corrêa e de R$ 302 milhões da Galvão Engenharia, duas das empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato. As decisões, da 5ª Vara Cível, se deram em ações de improbidade administrativa que as empresas respondem em consequência do esquema de corrupção investigado na Petrobras.

Somando ao valor de R$ 153,7 milhões que já foi arrestado em relação à Engevix, já chega a R$ 700 milhões o bloqueio envolvendo as empreiteiras. A indisponibilidade dos valores na esfera cível foi solicitada pelos procuradores do Ministério Público Federal. Todo este montante deve ser usado para restituir parte do dinheiro desviado em propina da Petrobras. A estimativa do MPF é de que R$ 6,1 bilhões sejam restituídos aos cofres públicos.