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Editorial, Estadão:

Na semana passada, o coordenador da força-­tarefa da Operação Lava Jato, procurador da República Deltan Dallagnol, e mais oito procuradores federais propuseram à Justiça Federal do Paraná 5 ações de improbidade administrativa contra 6 grupos econômicos e 28 executivos por danos à Petrobrás, no âmbito do chamado petrolão. Argumentam os procuradores que “empresas corrompem porque os benefícios são maiores do que os custos”. Envolvem­-se em esquemas de corrupção, portanto, com base em uma “decisão racional”. Em outras palavras: o crime compensa.

TEORI - zava

O relator da Lava Jato no STF, Teori Zavascki, negou nesta ontem pedidos de liberdade de Dalton Avancini e João Ricardo Auler, executivos da Camargo Corrêa. Eles argumentavam que teriam direito ao benefício concedido por Teori ao ex-diretor Renato Duque. O ministro disse que o caso era diferente, pois sua detenção se baseada só no risco de fuga, o que contraria a jurisprudência do STF. As informações são da Folha de S. Paulo.

do Painel, Folha de S. Paulo:

José Eduardo Cardozo (Justiça) não foi o único ministro de Dilma Rousseff a ter encontros com representantes das empreiteiras investigadas na Lava-Jato. O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, recebeu advogados nos últimos meses para discutir os termos dos acordos de leniência que o governo tenta firmar com as empresas. Segundo o ministro, por ser um mecanismo novo e haver uma sobreposição de leis sobre o tema, há muita dúvida por parte das construtoras.

ricardo pessoa - lava jato

O juiz federal Sérgio Moro negou a soltura de quatro executivos acusados de participar do esquema de desvio de recursos públicos da Petrobras investigado pela operação Lava Jato. A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (19) pela Justiça Federal do Paraná. No despacho, Moro decretou nova prisão preventiva contra os executivos, que já estão presos há três meses. As informações são do UOL.

Os executivos que tiveram os pedidos de revogação de prisão negado pelo juiz foram João Ricardo Auler, Dalton dos Santos Avancini e Eduardo Hermelino Leite, da construtora Camargo Corrêa, e Ricardo Ribeiro Pessoa, da UTC. Os quatro foram presos na sétima fase da operação Lava Jato, em novembro de 2014.

Costa
Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, que está em prisão domiciliar, com direito a tornozeleira e tudo mais, deu muita risada quando soube que presidentes e executivos de grandes empreiteiras disseram que só pegavam propinas porque estavam sendo extorquidos. “E por que eles não denunciavam quem estaria fazendo a extorsão?” Mais: Paulo Roberto já avisou a Polícia e a Justiça Federal que, sendo necessário, aceita fazer uma acareação com qualquer um deles.

ildefonso - l.j

Começa a se confirmar o rumor de que a operação Lava Jato tenha vazado para os suspeitos antes de ser deflagrada. As primeiras varreduras feitas para o bloqueio de até R$ 720 milhões de dirigentes de empresas presos na operação mostram que as contas bancárias dos investigados podem ter sido esvaziadas antes da determinação da Justiça Federal. O Banco Itaú informou, em ofício encaminhado à Justiça Federal, que não havia valores a serem bloqueados nas contas de Walmir Pinheiro Santana (UTC Participações), Valdir Lima Carreiro (Iesa) e do lobista Fernando Soares. O banco bloqueou apenas os R$ 4,60 que estavam na conta de Ildefonso Colares Filho, que deixou a presidência da Queiroz Galvão em abril passado, depois que a operação foi deflagrada. As informações são do O Globo.

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Do El País – A desembargadora Maria de Fátima Freitas Labarrère (foto), da quarta região do Tribunal Regional Federal, negou habeas corpus para 11 executivos que tiveram a prisão decretada na Operação Lava-Jato da Polícia Federal. Ela afirmou não haver “constrangimento ilegal” na decisão do juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná, que determinou a detenção dos representantes de algumas das maiores empreiteiras do país.

No fim da tarde deste sábado, a desembargadora negou o pedido de seis presos que haviam recorrido aos TRF-4. José Aldemário Pinheiro Filho, presidente da OAS, Mateus Coutinho de Sá Oliveira, diretor da OAS, Alexandre Portela Barbosa, advogado da OAS, Gerson de Mello Almada, vice-presidente da Engevix, Carlos Eduardo Strauch Albero, diretor da Engevix, e Newton Prado Júnior, também diretor da Engevix.

fruet 240

Vai que é tua, Gustavo Fruet. O jornalista Karlos Kohlbach, na sua coluna de hoje no Bem Paraná, revela que nos próximos dias deve vir à tona uma reclamação de empresários sobre a falta de pagamentos por parte da prefeitura de Curitiba. Por enquanto, os comentários são feitos em pequenas rodas de empresários que tentam receber da administração municipal. Mas alguns empreiteiros já cogitam a possibilidade de escancarar a situação. “Um deles entrou em contato com esta coluna para relatar a dificuldade em receber os recursos. O empresário, no entanto, pediu anonimato por receio de dificultar ainda mais a negociação com a prefeitura de Curitiba”, escreve Kohlbach.