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A Caixa Econômica Federal começou a operar nesta terça-feira (16) o programa de crédito para micro e pequenas empresas que conta com garantia da União e taxas de juros mais baixas que as de mercado.

O Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) foi aprovado pelo Congresso para facilitar o acesso ao crédito de pequenos negócios que sofrem com a pandemia do novo coronavírus.

O governo disponibilizou R$ 15,9 bilhões, que serão usados como garantia dos empréstimos. Todos os bancos podem aderir ao programa. A Caixa informou ter disponibilizado R$ 3 bilhões para essas operações.

Receitas superestimadas, aumento de gastos com custeio e dificuldade para obter novos empréstimos são apontados pelos Estados como os principais entraves para manter o ritmo de investimentos. As gestões reclamam de passivos herdados e dizem que os orçamentos previam um cenário econômico melhor, projetando um volume de receitas não concretizado. As informações são da Folha de S. Paulo.

Além disso, as finanças ficam mais expostas à estagnação do país porque o ICMS, principal imposto arrecadado pelos Estados, é mais sensível ao desempenho da economia.

Outro obstáculo é o fato de o governo Dilma Rousseff dificultar novos empréstimos. “Há um, dois, três anos, a Caixa estava correndo atrás de Estados para fazer financiamento. Hoje a torneira está fechada”, diz o secretário de Planejamento do Distrito Federal, Renato Brown.

No caso de Minas Gerais, a gestão Fernando Pimentel (PT) refez o Orçamento, que só foi aprovado no fim de março. Antes disso, os investimentos não eram permitidos. O secretário da Fazenda, José Afonso Bicalho, diz que, com a previsão de deficit de R$ 7,2 bilhões, nenhum investimento novo sairá. “Todas as outras obras vão parar enquanto não tiver recursos.”

O Paraná atribui o freio ao contingenciamento de 24% do Orçamento. O Estado ainda tenta quitar dívidas com fornecedores. No Distrito Federal, o governo Rodrigo Rollemberg (PSB) diz que a gestão de Agnelo Queiroz (PT) deixou um deficit de quase R$ 3,5 bilhões, sendo quase R$ 1 bilhão de salários atrasados, dificultando os investimentos.

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Val Marchiori, a paranaense mais famosa no momento, e o marido, Evaldo Ulinski, prestaram depoimento à Polícia Federal na segunda-feira (23). A PF investiga se houve ilegalidade em um empréstimo de R$ 2,7 milhões feito em 2013 pelo Banco do Brasil à empresária, que é amiga de Aldemir Bendine, então presidente do banco e atualmente no comando da Petrobras. O advogado da socialite, José Luis Oliveira Lima, diz que ela entregou documentos à PF que provariam “a legalidade” de seus negócios. Como o inquérito é sigiloso, ele diz que não pode comentar o teor do depoimento de Marchiori. As informações são de Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo.

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Quando Aldemir Bendine, atual presidente da Petrobras, comandava o Banco do Brasil, o banco comprou anúncios na Rede TV! para serem exibidos no horário em que a socialite Val Marchiori tinha um quadro no Programa Amaury Jr.. A publicidade custou R$ 350 mil ao ano e durou apenas enquanto Val Marchiori trabalhou no programa, entre 2010 e 2011. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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de Sonia Racy, Estadão:

Depois de ter sido pivô de uma polêmica que quase custou o cargo de Aldemir Bendine na presidência do Banco do Brasil (relembre aqui), no ano passado, a socialiate e apresentadora de TV Val Marchiori diz desejar sorte ao novo presidente da Petrobrás. “Que ele consiga acabar com a corrupção lá dentro. E seja forte pra combater todo o mal feito à empresa”, disse ela após ser informada pela coluna sobre o novo cargo do executivo.

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Por conta do empréstimo a Val Marchiori e de denúncias de seu ex-motorista, que garante que carregava “malas com dinheiro vivo”, Aldemir Bendine já está limpando as gavetas da presidência do Banco do Brasil. Cotados para o cargo: Paulo Rogério Cafarelli, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Osmar dias vice do Crédito Agrícola, e Alexandre Abreu, vice-presidente de varejo do BB.

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Aldemir Bendine, presidente do Banco do Brasil, acusado de favorecer empréstimos para sua “amiga” Val Marchiori, já foi alvo de outras denúncias: uma delas foi ter comprado um apartamento com dinheiro vivo, quando acabou autuado pela Receita, pagando, sem contestação, R$ 122,4 mil. Mais recentemente, seu ex-motorista Sebastião Ferreira da Silva contou ao Ministério Público que fazia pagamentos em dinheiro vivo para Bendine e até o ajudou a transportar sacola de dinheiro. Aldemir, a propósito, sempre se orgulha de ser amigo pessoal de Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência.

Foto: Ueslei Marcelino/ Reuters marina silva - ueslei marcelino (reuters)

Não é só o governador Beto Richa (PSDB) e o senador Aécio Neves (PSDB) que condenam a discriminação do governo federal ao Paraná. Marina Silva, candidata do PSB à presidência, também criticou hoje (terça-feira, 23) em Curitiba a discriminação do governo do PT. Para Marina, este é uma das marcas da “velha política” protagonizada pelo PT, que tende a favorecer apenas os políticos de partidos aliados.

“A nossa posição em relação aos Estados é de respeito aos governos eleitos, inclusive o Paraná. Não concordo com esta política mesquinha, da velha politica, de que você só faz convênios, só oferece suporte e apoio legítimos aos que fazem parte do seu partido ou da sua coligação”, disse Marina em coletiva à imprensa.

dilma e tarso
Foto: Divulgação – Twitter/ @tarsogenro

Valor Econômico

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, disse ontem que o governo federal está comprometido com a votação no Senado do Projeto de Lei Complementar nº 99, de 2013, após as eleições. O texto, enviado pelo Executivo, trata da renegociação de dívidas de Estados e municípios com a União e interessa particularmente ao Rio Grande do Sul, cujo passivo soma quase R$ 45 bilhões. “Temos o compromisso de aprovar [o projeto], obviamente com todos os interessados”, disse em entrevista ao grupo RBS, transmitida pela Rádio Gaúcha.

Com a garantia, Dilma procura responder aos principais adversários do governador e candidato à reeleição Tarso Genro (PT), que se mostram céticos ante as chances de aprovação do projeto. Eles argumentam que, embora o governo seja o autor, o Ministério da Fazenda tenta bloquear a tramitação.