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Os Correios e seu fundo de pensão, o Postalis, apostaram mais de R$ 300 milhões em transações imobiliárias suspeitas.

Filipe Coutinho e Murilo Ramos, Época:

A Nova Zelândia, a 12.000 quilômetros do Brasil, é um dos países mais transparentes do mundo, um exemplo de excelência em serviços públicos e prestação de contas à população. De Wellington, capital do país, saiu um empreendimento comercial obscuro, que desafia o entendimento no Brasil. No dia 10 de janeiro de 2012, uma empresa de fachada chamada Latam Real Estate New Zealand foi aberta em Wellington, fixada por seus criadores no mesmo prédio ocupado pela Embaixada do Brasil na Nova Zelândia. No dia 5 de março, com menos de dois meses de vida, a Latam abriu em São Paulo uma filial e, 15 dias depois, comprou um terreno de 220.000 metros quadrados em Cajamar, a 45 quilômetros de São Paulo. Em 25 de maio, vendeu o imóvel ao Postalis, o fundo de pensão dos funcionários dos Correios, por R$ 194 milhões. A Latam atravessou o mundo para dar uma ágil jogada imobiliária no Brasil.

Foto: Igo Estrela / Época
temer igo8882

Da Época:

O vice-presidente Michel Temer está rouco. Fato normal para quem deixou há poucos dias uma rotina de dois meses de campanha eleitoral. Na semana passada, usou seu outro chapéu, presidente do PMDB, e isso o obrigou a gastar ainda mais a voz. Num jantar, ele reuniu 202 integrantes do partido no Palácio do Jaburu. No dia seguinte, Temer se reuniu com o conselho do PMDB e novamente não poupou a garganta. Conversou longamente com o deputado Eduardo Cunha, que se lançou candidato à presidência da Câmara. Adversário do governo, Cunha é uma tarefa para Temer. “O partido é muito inquieto”, diz Temer. “O importante é dialogar. É o que mais faço.”

De Ruth de Aquino, Época:

Não será o retrato do Brasil atual que elegerá Dilma, Marina ou Aécio. Cada candidato extrairá da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) os números que melhor sustentam seus discursos.

Não será o beijo de Chico Buarque na mão de Dilma que a reelegerá. Não será o beijo de Gilberto Gil na testa de Marina que elegerá aquela que passou fome na infância e se desgarrou do PT. Não será o apaixonado apoio das socialites que elegerá o tucano Aécio.