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O deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) disse nesta sexta-feira, 9, que a extradição do ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão, é resultados dos trabalhos desenvolvidos na CPI do Mensalão. “É só voltar atrás e perceber o quanto brigamos para mostrar que o dinheiro que estava sendo surrupiado do Banco do Brasil era do povo brasileiro. Graças aos esforços da CPI do Mensalão, conseguimos revelar o esquema de corrupção e terminar com uma verdade transparente que fez a justa condenação do Pizzolato e de tantos outros”, disse Serraglio em conversa com a imprensa.

Serraglio disse também que a extradição do Pizzolato mostra para o país que não há ninguém acima da lei. “Me sinto orgulhoso, porque finalmente começamos a mostrar ao país que não existe ninguém acima da lei. Nós prendemos gente importante como o José Dirceu (PT), o ex-presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT) e um rol de pessoas que se achavam inatingíveis”, disse.

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O governo da Itália decidiu nesta sexta-feira (24) extraditar o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão a 12 anos e 7 meses de prisão por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. As informações são da Folha de S, Paulo.

Ele fugiu para o país europeu, onde entrou com o passaporte de um irmão morto há mais de 35 anos, para evitar ser preso no Brasil, mas foi localizado e preso no início de fevereiro de 2014 em uma operação da Interpol em Maranello, norte da Itália, por uso de passaporte falso.

A decisão do governo Matteo Renzi já foi comunicada, por canais diplomáticos e da Interpol, ao governo brasileiro. Não cabe mais recurso. Após a comunicação oficial ao governo brasileiro, que deve ocorrer ainda nesta sexta (24), via chancelaria dos dois países, o Brasil terá 20 dias para transferi-lo.

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A Corte Suprema de Cassação, instância superior do Judiciário italiano, julga hoje o recurso do governo brasileiro pela extradição do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato. Em outubro, a defesa do petista teve uma importante vitória quando a Corte de Apelação de Bolonha recusou sua extradição por entender que as penitenciárias brasileiras não ofereciam garantias de que os direitos fundamentais de Pizzolato seriam respeitados. As informações são da Folha de S. Paulo.

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O governo brasileiro recorreu à Corte de Apelação de Roma para extraditar o holandês Ronald van Coolwijk, condenado pela Justiça Federal do Espírito Santo a 20 anos de prisão por tráfico de drogas. Com a justificativa de que o sistema prisional brasileiro não tem condições de garantir a integridade física do condenado, a corte rejeitou a extradição. O recurso deve ser julgado hoje.

Foto: Paolo Tomassone/Especial para o G1
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Do G1:

A Justiça da Itália negou, nesta terça-feira (28), o pedido do governo brasileiro para que o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão, seja extraditado para o Brasil.

O governo brasileiro pedia que ele fosse extraditado para cumprir a pena de 12 anos e 7 meses de prisão no Brasil. Pizzolato foi condenado por crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

A Procuradoria Geral da República já anunciou que vai recorrer da decisão, que pode ser revertida em instâncias superiores da Justiça italiana. O Ministério da Justiça disse que não vai se pronunciar sobre a decisão.