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Joaquim Levy não fez exigências radicais, nem apresentou condições para assumir o Ministério da Fazenda. Contudo, ouviu de Dilma, num momento de bom humor: “Eu não vou ficar metendo o bedelho toda hora, não”. Às vésperas de nova reunião do Copom, quando a taxa de juros básica (Selic) deverá ganhar novo aumento, Levy e Nelson Barbosa, que será empossado no Planejamento, já trabalham em novos gabinetes do Planalto, próximos de Dilma.

Sabem que não terão uma vida tranquila. Dilma não apenas “mete o bedelho em tudo”, como discute minúcias e deverá ter a seu lado, como assessor especial, Arno Augustin, ainda no Tesouro Nacional. Só que, nessa largada, a Chefe do Governo aparenta estar disposta a praticar o que eles defendem.

Quem aprendeu a conhecer Dilma e a trabalhar com ela, sabe que carta branca na área econômica é alguma coisa que jamais dará a ministro algum. Ela se considera a economista-chefe do governo. Muitos apostam que a presidente irá colocando seus pontos de vista aos poucos. Nelson Barbosa tem uma boa relação com ela, Levy é rígido, embora cordial. De um jeito ou de outro, para eles haverá sempre a opção de cair fora. Para ela, essa opção não existe.

Do Globo:

O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, já apresentou as diretrizes da política econômica da presidente Dilma Rousseff a partir de 2015. Segundo ele, o governo vai fixar metas de superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) para os próximos 3 anos.

Segundo ele, em 2015, a equipe econômica vai trabalhar com uma meta fiscal de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país), que é menor que o percentual mínimo fixado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015, de 2%.

Do Painel, Folha de S. Paulo:

A proximidade de Joaquim Levy com Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central sob Fernando Henrique Cardos —e anunciado por Aécio Neves (PSDB) para a Fazenda caso fosse eleito—, é o principal trunfo do grupo do governo e do PT que quer reverter a ida do executivo para o lugar de Guido Mantega. Aliados de Aloizio Mercadante (Casa Civil), que prefere Alexandre Tombini no comando da economia, passaram a compilar artigos de Levy contra a política econômica.

Do Bem Paraná:

Convidado oficialmente, o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, recusou o convite da presidente Dilma Rousseff para assumir o comando do Ministério da Fazenda no lugar do atual ministro Guido Mantega.

Trabuco esteve com Dilma na quarta-feira (19), quando agradeceu o convite, mas disse que não tinha condições de aceitar por causa de compromissos assumidos com o presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Lázaro Brandão.

De Cristiana Lôbo, G1:

Depois que Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, declinou do convite para assumir o Ministério da Fazenda, entrou no jogo o nome de Joaquim Levy – que hoje é administrador de Fundos do banco. As conversas em Brasília indicam que a equipe econômica do segundo mandato deverá ser formada pela dupla Joaquim Levy e Alexandre Tombini. Ainda não está definido o desenho: quem vai para a Fazenda e quem vai comandar o Banco Central.

A presidente Dilma Rousseff pode anunciar ainda nesta quinta-feira (20) os nomes da equipe econômica do segundo mandato. A assessoria do Palácio do Planalto havia informado que a decisão ficaria para esta sexta (21), em razão da viagem dela a São Paulo para o velório do advogado Márcio Thomaz Bastos. No entanto, as conversas continuaram ao longo do dia e o anúncio pode ocorrer no fim do dia ou ficar para sexta.

Foto: Eliaria Andrade / O Globo
meirelles foto Eliaria Andrade - O Globo

De O Globo:

O ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles é o favorito na corrida para a vaga de ministro da Fazenda no segundo mandato do governo Dilma Rousseff, disseram à Reuters fontes próximas ao governo, o que marcaria uma grande mudança em direção a políticas favoráveis aos negócios.

Meirelles, de 69 anos, é amplamente respeitado no mercado financeiro e foi o arquiteto principal de políticas em seu período à frente do BC, entre 2003 e 2010, período que combinou crescimento econômico robusto com baixa inflação e programas fortes de combate à pobreza.