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Gilberto Carvalho

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Ricardo Noblat

Por meio do seu ex-chefe de gabinete durante dois mandatos presidenciais, Lula piscou primeiro.

Ao jornal Folha de S. Paulo desta quinta-feira, Gilberto Carvalho, que costuma falar inspirado por seu ex-chefe, disse algo notável:

– É a coisa mais natural do mundo que você possa ter empresas contribuindo com essa ou com aquela pessoa.

Referia-se à notícia de que a Odebrecht e a OAS, construtoras envolvidas na roubalheira da Petrobras, reformaram o sítio de Atibaia do clã Lula.

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Vera Magalhães, Radar on-line

O ex-ministro Gilberto Carvalho, que ocupou a Secretaria-Geral da Presidência no primeiro governo de Dilma Rousseff, disse que o impeachment não saiu da pauta. “Não está superado. O impeachment pode ocorrer”, respondeu o ex-auxiliar da presidente em entrevista ao programa “É Notícia”, da RedeTV!, que vai ao à 0h30 desta terça-feira.

Carvalho criticou ainda a demora de Dilma em tomar decisões. “Acho que ela demora (a tomar decisões). Esse é um dos problemas. Acho que há decisões que se tomadas tempestivamente podiam ter trazido resultados diferentes”, afirmou Carvalho para a apresentadora Amanda Klein.

Segundo ele, a troca da Casa Civil é um exemplo. “Estava evidente há algum tempo já que o ministro Mercadante tinha dificuldades na articulação política. Quando você escala uma pessoa na posição errada, traz um grande prejuízo. Com Jaques e Berzoini mudou o clima”, afirmou o ex-assessor.

foto - agencia o globo

A Polícia Federal investiga se empresas de lobby contratadas pela Mitsubishi e pela Caoa, representante da Hyunday, pagaram R$ 10 milhões ao ex-ministro Gilberto Carvalho e a outros agentes públicos que teriam ajudado na aprovação de três medidas provisórias favoráveis às duas montadoras entre 2009 e 2013. No interrogatório de Eduardo Gonçalves Valadão, um dos sócios da SGR presos na Operação Zelotes, a delegada Rúbia Danyla Gama Pinheiro vinculou o ex-ministro à sigla GC e a um dos números encontrados num manuscrito apreendido com um dos investigados. As informações são d’O Globo.

“O que significa GC 10, isso é uma alusão ao Gilberto Carvalho e o aumento do valor dos colaboradores para R$ 10 milhões?”, quis saber a delegada. Valadão recorreu ao direito de permanecer calado e não respondeu a pergunta. No mesmo interrogatório, Rúbia Danyla perguntou: “conhece Gilberto Carvalho? Alguma vez já o procurou para fazer valer interesse de seus clientes?”. A exemplo do que fez em relação ao longo do depoimento, Valadão deixou as perguntas sem resposta.

Editorial, Estadão:

Faz tempo que estão no terreno das fábulas as tentativas petistas de desvincular a imagem do partido dos sucessivos escândalos nos quais diversos potentados da legenda se envolveram até a medula, na última década. Contra todas as evidências, essas versões zombam da inteligência alheia quando atribuem as bandalheiras a conspirações de entidades diabólicas como “a mídia” e “os rentistas”, todos, claro, inimigos do “povo” ­ aquele que os líderes do PT julgam encarnar. Mas, como a provar que a capacidade petista de fantasiar não tem limites, o ex-­ministro Gilberto Carvalho conseguiu criar uma versão que deixaria constrangida até a criativa boneca Emília ­ personagem de Monteiro Lobato que, quando tinha de justificar suas travessuras, abria a “torneirinha de asneiras”.

do Painel, Folha de S. Paulo:

Para evitar a necessidade de mexer na Executiva Nacional do partido, o PT estuda formas alternativas de abrigar lulistas como Gilberto Carvalho e Marco Aurélio Garcia na direção.

Por fora 2 A maneira mais provável, hoje, é a criação de um conselho de assessoramento político ligado ao presidente do partido, Rui Falcão. A nova instância dependeria de aprovação do Diretório Nacional para existir.

do Painel, Folha de S. Paulo:

Em seu discurso na cerimônia de transmissão da Secretaria-Geral da Presidência para Miguel Rossetto, o agora ex-ministro Gilberto Carvalho disse que faria uma declaração curta e se justificou:

–Nesses 12 anos, eu vi muitos discursos de ministros que entravam e saíam do governo.

Em tom bem humorado, prosseguiu:

–Muitas vezes ouvia um companheiro falando muito ao fazer o balanço de sua gestão em sua despedida e me perguntava: ‘Caramba, se esse cara fez tanta coisa boa como ele diz, por que ele está saindo?!’.

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O Paraná, que já teve três ministérios, agora não tem nada. Gelisi Hoffmann volta ao Senado com a pecha de figurar na lista de beneficiados pelo doleiro Alberto Yousseff na partilha do dinheiro sujo desviado da Petrobas. Mesmo assim quer ser líder da bancada no Senado, o que lhe daria cargos, benesses verbas, prebendas adicionais. A reação dentro da própria bancada é grande.

Outro que briga por uma beirada em estatal é o deputado federal Enio Verri, agora federal. Sua maior credencial é não ter relações com Youssef. Se for agraciado, Ângelo Vanhoni, primeiro suplente, assume e salva a lavoura. Na mesma está o já ex-ministro Paulo Bernardo, a quem restou a condição de “esposo” de senadora ex-ministra. Ele luta para manter jetons em estatais e por um cargo na nomenclatura do PT. O olheiro de Lula, Gilbertinho Carvalho, se prepara para assumir uma prebenda mais que generosa no SESI.

Para cargos de segundo e terceiro escalões há uma fila enorme de derrotados e ofendidos, que vão de ex-deputados a assessores que ficaram a ver navios. Nestes dias, a esquerda funcionária da província sofre com a redução do mercado de trabalho determinado pela derrota nas urnas.

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Gilberto Carvalho, que está deixando a Secretaria Geral da Presidência, onde foi colocado para ser “olhos e ouvidos de Lula”, acaba de ganhar do ex-presidente (Dilma apenas obedeceu) seu maior presente de Natal sendo indicado para a presidência do Conselho Nacional de Administração do Sesi, que Jair Meneguelli, ex-CUT, ocupou durante nove anos. O salário é de R$ 40 mil e com verba de representação, quase sempre chega a R$ 60 mil mensais.

Tem carro (Toyota Corolla 2014) com motorista, além de mais três veículos à disposição. Durante muito tempo, nos finais de semana, quando ia para sua casa em São Caetano do Sul, usava passagens pagas pelo Sesi. O TCU acabou com essa festa.