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A população do Rio Grande do Sul está em estado de sítio com a paralisação dos servidores contra o parcelamento dos salários. Desde a madrugada, a Polícia Civil está registrando apenas ocorrências de crimes contra a vida, como assassinatos e estupros. Informações da GloboNews. Ocorrências de rotina não são atendidas, e muitas delegacias estão fechadas. Em Santa Maria, na Região Central, policiais civis se algemaram para protestar contra o parcelamento dos salários.

Foto: Arnaldo Alves / ANPr BETO RICHA LIBERA RECURSOS PARA 56 MUNICÍPIOS.

Durante evento realizado nesta terça-feira (7) com prefeitos, o governador Beto Richa (PSDB) relacionou o fim da greve dos professores com a divulgação de seus salários: “O fim da greve começou na hora que mostramos os salários dos professores. Muitas pessoas estavam solidárias achando que era um salário de fome, mas na hora em que viram que em 111 municípios o maior salário é do professor, a greve começou a perder a força”, disse.

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Nesta segunda-feira (29) o confronto entre policiais e professores no Centro Cívico de Curitiba, que deixou mais de 200 feridos, completa dois meses. O momento é ideal para uma análise sem paixões dos atos e fatos que levaram aquela fatídica tarde e o que veio depois. Na avaliação de uma professora, com trânsito livre na Assembleia Legislativa, faltou cabeça fria e sobrou tró-ló-ló e engôdo.

“Primeiro os dirigentes da APP-Sindicato, orientados por deputados da Oposição e militantes petistas e da CUT, se insuflaram contra o projeto da Paraná Previdência, que havia sido amplamente discutido com a categoria e técnicos, como o economista Renato Follador, que disseram ser a mudança possível proposta pelo governo”, lembrou. “Depois emendaram uma greve pela data base, inflando o ego dos professores que ainda estavam com as feridas abertas após o confronto, forçados por eles mesmos”, lembrou a professora.

O que veio depois, segundo análise dela, é que o projeto da Paraná Previdência foi aprovado e nada mudou, como foi amplamente defendido e o reajuste do funcionalismo, que num primeiro momento o governo se dispôs a conceder 5% este ano, acabou reduzido para 3,45% a ser pago no distante mês de novembro. “Nos dois casos o que aconteceu é que a categoria e o funcionalismo em geral, se deixou levar pela má fé de sindicalistas muito mais preocupados em desgastar a imagem do governador”, concluiu.

Usar recursos previstos em regimento para desmanchar acordos duramente costurados, apenas com o objetivo de salvaguardar a imagem de alguns deputados perante os servidores estaduais, prejudica os próprios trabalhadores.

Editorial, Gazeta do Povo:

O Paraná inteiro sabe o quanto custou o acordo para se votar o projeto de lei que concederia aumento de 3,45% aos servidores públicos do estado. O reajuste acertado deveria ser o capítulo final de uma novela iniciada no começo do ano e que envolve o esforço fiscal do estado para colocar em ordem suas contas, a greve dos professores e de várias outras categorias de servidores, a invasão do plenário da Assembleia Legislativa para impedir a votação de um projeto sobre a Paranaprevidência, e o tristíssimo episódio de 29 de abril, em que confronto entre polícia e professores deixou mais de 200 feridos. O estado inteiro – não apenas os servidores, mas também aqueles que deles dependem, como os alunos da rede estadual – sofreu, e esperava-se que, uma vez acertados os termos do reajuste salarial, seria possível retomar a normalidade.

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da Banda B:

Eles não querem aulas aos sábados. Pais, alunos e professores fecharam a rua Primeiro de Maio, no bairro Xaxim, em Curitiba, na noite desta quarta-feira (17), para protestar contra as aulas aos sábados, que vão acontecer por causa da greve dos professores que somou mais de 70 dias. O grupo quer diálogo entre o Governo do Estado e a Secretaria de Educação (Seed) para que seja realizada a sexta aula nos dias semanais, evitando que os alunos cumpram calendário escolar aos sábados, conforme proposta da pasta. A Seed já descartou a possibilidade de sexta aula alegando problemas na transição dos turnos e também que a medida não iria proporcionar o cumprimento dos 200 dias letivos obrigatórios.

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Eduardo Sciarra

O fim da ditadura militar provocou diversas transformações no Brasil. Na Educação houve a extinção de conteúdos considerados doutrinadores por especialistas da área. Obviamente, escola não é lugar para doutrinar ninguém e sim um espaço de ensino e aprendizado. A mudança curricular foi defendida para afastar das salas de aula qualquer disciplina que induzisse o aluno a algum tipo de ideologia. Nada mais adequado.

Em vídeo postado nas redes sociais, o governo respondeu a vídeo agressivo da APP-Sindicato em que culpa o Estado pela greve dos professores estaduais que deixou os estudantes sem aulas por 60 dias. “A greve dos professores foi julgada ilegal e abusiva pela Justiça. Mesmo assim, a APP-Sindicato manteve a paralisação por 44 dias, desafiando a lei e desrespeitando pais e alunos. Mas nunca é demais lembrar: nos últimos quatro anos, os professores do Paraná tiveram um aumento acumulado de 60% nos salários. O salário médio do professor paranaense é hoje de R$ 4.700,00, um dos maiores do Brasil e bem acima do que é pago nas escolas particulares”, diz o vídeo.

A greve nas sete universidades estaduais do Paraná, que já dura quase dois meses, preocupa pais e estudantes, mas, principalmente, os 12 mil estudantes dos últimos anos que correm o risco de não receberem o diploma dentro do prazo esperado. Esse é o segundo movimento grevista em 2015.

Na UEPG, estudantes de medicina e direito recorreram à Justiça e asseguraram a manutenção das aulas. Por decisão das coordenações dos cursos de medicina da UEL e da UEM, as aulas não foram suspensas durante a paralisação dos professores para os alunos dos últimos anos que já concluíram as aulas teóricas.

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da Banda B:

As aulas em algumas escolas estaduais da Grande Curitiba retomaram na manhã desta quarta-feira (10), após 73 dias de greve, somadas as duas paralisações do ano. A Banda B esteve em algumas delas e pôde constatar que a maior preocupação dos pais e alunos é com relação a uma possível reposição das aulas ‘de qualquer jeito’, uma vez que o calendário está apertado.

Délcio Teixeira, que está no 2° ano do Ensino Médio na Escola Estadual Desembargador Cunha Pereira, em Fazenda Rio Grande, é um dos que mostra receio com relação à reposição das aulas. “A volta às aulas está sendo complicada. Estou com medo dessa reposição, deles passarem um monte de trabalho e também provas e ser tudo muito corrido”, afirmou.

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Com a decisão da maioria dos professores reunidos em assembleia geral na manhã desta terça-feira (9), na Vila Capanema em Curitiba, A APP-Sindicato decidiu pelo fim da greve iniciada no final de abril. A mobilização, que tomou cunho político por influência de membros do PT e da CUT, perdeu força nos últimos dias a partir do momento em que o Governo do Estado divulgou a relação dos salário dos professores no Portal da Transparência. Com a constatação de que muitos profesores ganham mais que a maioria dos paranaenses, o apelo perdeu força entre a sociedade, principalmente pais de estudantes da rede pública de ensino. Com a greve, aproximadamente um milhão de alunos perderam 50 dias de aula.