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Um grupo de 10 professores tentou interromper as aulas na manhã desta segunda-feira (1º de junho) em frente ao Colégio Estadual Antônio dos Três Reis de Oliveira em Apucarana. Após uma reunião, a direção do colégio informou que não iria aderir a greve e o grupo saiu do local. “A intenção dos manifestantes é que os professores cumpram as horas, mas, que os alunos não estejam tendo aulas. E isso não irá acontecer, não sou favorável a essa greve e aqui continuaremos trabalhando normalmente”, disse o diretor do colégio, professor Luis De Faveri. As informações são do Tribuna do Norte.

De acordo com o diretor 350 alunos – número correspondente à mais de 95% dos alunos da escola – estavam em sala de aula durante a manhã. Segundo o diretor 100% dos funcionários trabalhavam durante o período. Durante a manhã, eram previstos outros atos semelhantes em escolas da cidade além de um piquete em frente ao Núcleo Regional de Educação.

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da Banda B:

A discussão do projeto da data-base dos servidores do Estado deve acontecer nesta semana na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Em greve há quase 40 dias, o professores pretender se reunir, a partir das 10h desta segunda-feira (1), na região do Centro Cívico, com a intenção de pressionar os deputados para a não aprovação da proposta enviada pelo Governo do Paraná.

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A Procuradoria Geral do Estado entrou nesta semana com uma ação na Justiça do Paraná pedindo ao desembargador Luiz Mateus de Lima a cobrança de R$ 1,24 milhão da APP-Sindicato referente aos 32 dias que a entidade desobedeceu uma determinação judicial e manteve irregularmente a greve dos professores.

A Justiça considerou a greve ilegal e levou em consideração as liminares emitidas em março para ampliar o valor da multa diária para caso de descumprimento da decisão. No dia 27 de abril, em nova determinação judicial, a multa para o sindicato dos professores passou de R$ 20 mil para R$ 40 mil. “A majoração da multa, contudo, mostrou-se ineficaz para efetivação da tutela judicial concedida”, diz o documento.

O governador Beto Richa disse nesta quinta-feira, 28, que os 12% de reajuste propostos aos servidores só foram possíveis através de novos cálculos e remanejamentos do orçamento, assegurando ao funcionalismo o máximo possível. “Conscientes do nosso papel, procuramos fazer o melhor para atender os professores, que já receberam aumento de 60% nos últimos quatro anos”, disse Richa em vídeo gravado aos servidores.

Richa fez um novo apelo aos servidores e professores que retornem, imediatamente, às aulas. “Agora é hora de voltar para a sala de aula. É o que peço com sincera esperança de que este impasse termine o mais rápido possível. Temos crianças e jovens que estão sem aulas e sofrem um grande prejuízo em sua formação”, disse.

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da Banda B:

Integrantes da APP-Sindicato, que representa os professores da rede estadual de ensino, descartaram a proposta do governo e decidiram manter a greve, que já passa de 30 dias. A comissão esteve reunida na manhã desta quinta-feira (28) e classificou como imoral a proposta encaminhada pelo governador Beto Richa (PSDB) à Assembleia Legislativa (Alep), na tarde de ontem (27).

Com a decisão, uma nova assembleia da categoria foi descartada, porque a proposta nem cabe para votação, segundo a APP. Segundo a entidade, com a medida, cada servidor perderá, ao longo do ano, o equivalente a metade de um salário atual. Uma professora que recebe R$ 1.300,00 por mês perderá, ao final de 2015, cerca de R$ 650,00, diz o Sindicato.

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Ao anunciar a reabertura de linha de créditos para a compra de táxis pela Fomento Paraná nesta terça-feira (26), o governador Beto Richa disse que o Paraná “não vai parar e nem vai cruzar os braços” em função do que classificou como “a produção série de calúnias contra o governo, a mim e à minha família”.

“Os adversários querem paralisar o governo com uma indústria de denúncias”, completou o governador. “Tenho 20 anos de vida pública, 10 anos como prefeito e governador e nunca se falou nada. De repente, tenho sofrido uma produção de calúnias e ataques de toda a ordem”.

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Passados mais de 60 dias da greve dos professores, sob a orientação e a batuta petista, a comunidade paranaense, a maior prejudicada, apesar de haver manifestado simpatia no início, demonstra sinais claros de cansaço com o movimento.

Apesar de a Secretaria da Educação informar que 352 das 2.158 escolas estaduais no Paraná estão totalmente fechadas pela greve da APP-Sindicato, os sintomas de desagrado com o movimento pipocam em todo o Estado.

Primeiro, porque o governo concordou com todas as reivindicações apresentadas pela APP-Sindicato nas reuniões bilaterais entre sindicalistas e representantes da administração estadual. Mesmo assim, a direção da greve apresentou novas reivindicações a serem negociadas com o governo.

V

O governo ofereceu 5% de aumento. A APP-Sindicato quer 8,17% e não abre, segundo sua comandante=chefe, Marlei Fernandes (foto). Mas o governo só volta a negociar em condições civilizadas, ou seja, quando os professores voltarem à sala de aula. Há uma proposta de deputados da base do governo, liderados por Luiz Claudio Romanelli, que propõe os 8,17% em duas vezes.

Por trá desse impasse há interesses políticos evidentes. O PT, que comanda a APP-Sindicato, prefere estender a greve para desgastar o governo tucano. Não está nem aí para cerca de 1 milhão de alunos que estão sem aulas.

Mais de 1 milhão de alunos estão sem aula no Paraná há 60 dias. O semestre está perdido e o ano letivo ameaçado. Prejuízos imensuráveis e irreparáveis para estudantes. Tudo por conta de uma pauta de reivindicações que se transforma a todo o momento com o nítido objetivo de criar conflitos e manter a paralisação por tempo indeterminado.

O principal objetivo dos líderes dos grevistas é político. Causar prejuízos à imagem do governo para diluir os estragos causados pela corrupção petista na Petrobras. A motivação política da APP Sindicato, que opera a serviço dos interesses do PT, é indisfarçável.

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Levantamento da Secretaria da Educação aponta que das 2.158 escolas estaduais no Paraná, somente 352 estão totalmente fechadas pela greve da APP-Sindicato. A maior parte, 1.806 escolas estão funcionando total ou parcialmente. A professora Ana Seres (Educação) reforçou o apelo pelo retorno das aulas e pediu aos pais de estudantes que procurem as escolas de seus filhos e conversem sobre a possibilidade de atendimento das crianças e adolescentes. “Há casos de escolas abertas, mas que não estão funcionando totalmente, pois os alunos não vão”, disse Ana Seres.

Ana Seres frisou ainda que esta segunda paralisação, já com 60 dias de duração entre as duas greves, compromete o calendário escolar, sendo especialmente prejudicados os alunos que farão Enem e vestibular. A pasta manteve a decisão de descontar os dias parados dos professores grevistas.