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De Fausto Macedo, Estadão:

Em nova fase da Operação Lava Jato, a Polícia Federal prendeu na manhã desta sexta-feira, 14, o ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque e outras 17 pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilhões. Na sétima etapa da Lava Jato, a PF também prendeu executivos e fez buscas e apreensão em sete das maiores empreiteiras do País, apontadas como o braço financeiro de um esquema de corrupção na estatal.

Veja os mandados de prisão decretados pela Justiça Federal:

Foi decretado o bloqueio de R$ 720 milhões em bens de 36 investigados. Em Curitiba, uma prisão preventiva e dois mandados de busca.

Duque
Entre os presos está Renato Duque (foto), o ex-diretor da Petrobras indicado por José Dirceu; foi decretado o bloqueio de R$ 720 milhões em bens de 36 investigados

De O Globo
A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira seis mandados de prisão preventiva, 21 de prisão temporária, nove de condução coercitiva e 49 mandados de busca e apreensão na sétima fase da Operação Lava-Jato, que investiga desvios e lavagem de dinheiro, boa parte ligado a obras da Petrobras.

Nesta nova fase da Operação Lava a Jato, por volta das 7h, a PF prendeu o ex-diretor de Serviços e Engenharia da Petrobras Renato Duque. Segundo o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, assim como ele, também o então diretor de Serviços Renato Duque recebia propinas do esquema de corrupção montado na empresa e foi colocado na diretoria pelo ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu.

Só um dos supostos cúmplices de Renato Duque recebeu 100 milhões de dólares. Esta é a sétima fase da operação que investiga a lavagem de dinheiro de cerca de R$ 10 bilhões em um esquema de propina envolvendo contratos e negócios da Petrobras. Renato Duque foi mencionado ter participado do esquema pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa preso pela PF desde março último, em delação premiada. Em documento da própria Petrobras apontava que a diretoria de Renato Duque foi responsável pelas 12 licitações das obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

Foto: Adriana Justi/G1
empresas lava jato - adriana justi G1
Operação Lava Jato investiga esquema de lavagem e desvio de dinheiro. Apenas com a Petrobras, empresas têm contratos que somam R$ 59 bi.

Do G1 PR:

A sétima fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta sexta-feira (12), tem como foco sete empresas de grande porte que atuam no Brasil e, segundo a Polícia Federal, têm envolvimento com a formação de cartel para licitações e desvio de recursos para a corrupção de entes públicos. De acordo com o delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paula as apreensões, diligências, quebras de sigilo e depoimentos – colhidos durante toda a operação – produziram um material robusto que prova o envolvimento destas empresas em irregularidades. Apenas com a Petrobras, essas empresas têm contratos que somam R$ 59 bilhões, de acordo com a Polícia Federal.

janot - lava jato

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou ontem (quarta-feira, 11) que outras “cinco ou seis” delações premiadas no âmbito da operação Lava Jato ainda estão em curso. Ao menos três colaborações já foram finalizadas, entre elas a do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que já foi inclusive homologada pela Justiça. Informações do Estadão Conteúdo.

Os investigadores da Opera­­ção Lava Jato calculam que vão recuperar R$ 500 milhões com acordos de delação premiada formalizados até março do próximo ano, quando devem se encerrar os trabalhos da força-tarefa do Ministério Público Federal que investiga o esquema de corrupção, desvios de recursos e pagamento de propinas na Petrobras. As informações são do Estadão.

Foto: Beto Barata/Estadão
gleisi Beto Barata-Estadão

De Ricardo Brandt e Fausto Macedo, Estadão:

O doleiro Alberto Youssef afirmou em sua delação premiada que deu R$ 1 milhão para a campanha de 2010 da ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT-PR), que foi eleita senadora naquele ano. Alvo central da Operação Lava Jato, o doleiro disse que o valor foi entregue a um empresário, dono de shopping em Curitiba (PR), em quatro parcelas: três no centro de compras e outra na casa dele, em um condomínio de alto padrão da capital paranaense.

youssef, andré vargas, paulo roberto costa

Terra de Alberto Youssef, André Vargas e Paulo Roberto Costa (foto), o Paraná confirmou, mais uma vez, que é um dos grandes centros da corrupção nacional. É o que diz o relatório divulgado hoje pelo Conselho Nacional de Justiça, que mostra o número de processos sobre corrupção das Justiças Estaduais. O levantamento reúne casos de improbidade e crimes contra a administração pública iniciados até 31 de dezembro de 2012. O Paraná tem um estoque de 5.219 processos, atrás apenas de São Paulo (15.161), Minas Gerais (13.075) e Bahia (7.202). O Paraná julgou 22% destes processos e, ao lado do Rio de Janeiro, é o terceiro Estado com menor índice de julgamento, atrás do Piauí, que julgou 15% dos casos, e da Bahia, que julgou 6% dos processos. Entre os julgados no Paraná por casos de corrupção, 31% dos réus foram condenados. A média de condenados é a mesma do país: no Brasil, 31%, menos de 1/3, dos julgados em casos desta categoria foram condenados. As informações são da Folha de S. Paulo.

Veja o levantamento do CNJ de casos de corrupção, processos julgados e condenados em cada Estado.