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A prisão do presidente da Engevix, Cristiano Kok, e um dos vice-presidentes da empreiteira Gerson Almada (foto), na operação de hoje da PF, se explica pelo fato de ambos serem raros sócios de uma fornecedora da Petrobras a tratarem dos assuntos heterodoxos diretamente com Paulo Roberto Costa. A regra é que executivos da empresa toquem as tenebrosas transações.

Desde que explodiu o escândalo da Petrobras, Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB pelo doleiro Alberto Youssef e por Paulo Roberto Costa, fugiu para a Suíça. O Ministério Público e a Polícia Federal estão no seu encalço. O juiz federal Sérgio Moro localizou testemunhas no Exterior que seriam as responsáveis por aberturas de contas bancárias e empresas de fachada em paraísos fiscais. A PF já encontrou imagens de Baiano circulando pelo Congresso e tem dados sobre hotéis onde ele se hospedava em Brasília.

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Planilha de Youssef indicaria o pagamento a políticos. Empresas do doleiro também receberam R$ 4,9 milhões de empreiteiras de obra na refinaria paranaense.

Da Gazeta do Povo – Investigadores da Operação Lava Jato encontraram novos indícios que ligam o esquema operado pelo doleiro Alberto Youssef às obras de ampliação da refinaria Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na região metropolitana de Curitiba. A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) apuraram que empresas controladas por Youssef mantiveram pelo menos três contratos com empreiteiras que atuaram na obra, ocorrida entre 2006 e 2012 e que custou R$ 7,5 bilhões. Os valores repassados pelas empreiteiras às empresas de Youssef somam R$ 4,9 milhões. A PF também apreendeu uma planilha, que estava em posse do doleiro, detalhando supostos pagamentos de propina de R$ 35.8 milhões envolvendo a Repar. O dinheiro abasteceria o esquema de pagamento a políticos e empresários descoberto pela Lava Jato.

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As redes sociais que levaram quase 10 mil pessoas a uma manifestação (sem a presença de Aécio Neves, mas contando com FHC, Ronaldo Fenômeno e outros) em São Paulo, no Largo da Batata e depois, na avenida Faria Lima, às vésperas das eleições, estão convocando para uma manifestação amanhã, na avenida Paulista, em frente ao Masp, cujo objetivo é pedir o impeachment de Dilma Rousseff. Detalhe: serão empunhados centenas de cartazes com a reprodução da capa de Veja.

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A tensão da base governista, que não sabe exatamente quem Alberto Youssef entregou, em sua delação premiada, é grande. Cerca de 80 políticos – e não apenas congressistas – estariam envolvidos no esquema de desvio de recursos da Petrobras, segundo investigações da Operação Lava Jato. Também executivos de empresas flagradas no propinoduto não dormem, especialmente porque não têm direito a foro especial. E todas sabem que, à qualquer momento, novas prisões deverão ser feitas pela Polícia Federal, porque Youssef teria fornecido planilhas e comprovantes de transferência de recursos.

Da Gazeta do Povo

O presidente do Consórcio Camargo Corrêa/Iesa, Paulo Augusto Santos da Silva, colocou à disposição da Justiça os dados de depósitos, pagamentos e serviços prestados pelas empresas, por ele e sua esposa, assim como os respectivos sigilos bancários e fiscais. O consórcio atua nas obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, que são investigadas pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato. A suspeita é de que houve superfaturamento nas obras da refinaria.

Do Bem Paraná, com BandNews Curitiba:

Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa devem comparecer à sede da Justiça Federal em Curitiba para prestar depoimento nesta quarta-feira (8). O interrogatório integra o processo de ações penais movidas após o execução da Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF). Segundo a rádio BandNews Curitiba, os depoimentos não teriam relação com o acordo de delação premiada que o doleiro e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras assinaram.

Cumprindo prisão domiciliar desde a última quarta-feira (1º), Costa deve ser escoltado pela PF do Rio de Janeiro para Curitiba. Youssef continua detido na sede da Polícia Federal em Curitiba desde março durante a Operação Lava Jato.

De Fernando Tupan, Bem Paraná:

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Na revista Veja, uma nova denúncia sobre o deputado André Vargas (ex-PT), coordenador da campanha da petista Gleisi Hoffmann. A denúncia é desdobramento da Operação Lava Jato da Polícia Federal e, desta vez, envolve uma empresa do estado.

Vargas, segundo a revista, teria lavado R$ 2,4 milhões para o doleiro Alberto Youssef usando a empresa paranaense, a IT7 Sistemas. A viagem de jatinho para o Nordeste, que deu início ao processo de cassação do mandato do deputado, seria uma recompensa por esse “serviço”, segundo revela a ex-contadora de Youssef, Meire Poza.