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Por Fábio Campana

Bastou Dilma Rousseff sair do sufôco extremo para que a caterva do PT se enchesse de vento e voltasse à soberba e às iniciativas de sempre, inclusive as impublicáveis. A própria Dilma diz ao povo que “ela enverga mas não quebra”, certa da impunidade e de ter escapado do impeachmente graças às manobras no STF.

Os acusados de corrupção, inclusive Gleiei Hoffmann, fazem pose de vítima e atacam. Os que estão presos pela Lava Jato são tratados como heróis. Com a chegada de Nelson Barbosa ao comando da economia, os petistas vão apresentar uma proposta econômica que será entregue à presidente Dilma Rousseff antes do Ano Novo. Nela estará incluída a CPMF e generosas compensações aos assalariados, como a criação de novas faixas do Imposto de Renda. Eles já se reuniram com o chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, para discutir detalhes da proposta.

O partido acha que, agora com Nelson Barbosa, há espaço para discutir uma nova política que faça, ao mesmo tempo, o ajuste e traga esperança aos desenvolvimentistas. No plano, não há menção a cortes, ou seja, se levado adiante, a conta não vai fechar. Como nunca fechou sob o domínimio do PT.

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A Polícia Federal apreendeu na residência do presidente da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, seis páginas de anotações manuscritas com estratégias das empreiteiras para anular a Operação Lava-Jato. Nas anotações constam metas de um “Projeto Tojal” ao custo total de R$ 3,5 milhões. Entre os pontos mencionados estavam trechos como “trazer a investigação para o STF”, “estudar o acordo”, “fragilizar” ou “eliminar” as colaborações premiadas firmadas e “campanha na imprensa para mudar a opinião pública” .

As informações fazem parte da denúncia feita pelo Ministério Público Federal contra Ricardo Pessoa e dirigentes da empreiteira Camargo Corrêa, que estão entre as 36 pessoas acusadas na primeira remessa de denúncias dos crimes envolvendo a Petrobras que foram encaminhadas à Justiça Federal do Paraná. O juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal, decidirá sobre as denúncias. Se aceitá-las, os denunciados passam a ser réus.

Da Folha – Argumentos como os que os advogados têm usado para tentar afastar o juiz Sergio Moro da Operação Lava Jato foram oferecidos antes sem sucesso contra Joaquim Barbosa, relator do mensalão no Supremo Tribunal Federal.

Barbosa foi acusado de parcialidade e pré-julgamento, mas submeteu ao plenário as petições apresentadas pelos advogados e sempre obteve apoio dos colegas, apesar das divergências sobre o caso.

Na Lava Jato, os advogados dizem que Moro age para manter as ações sob sua responsabilidade na primeira instância, evitando que menções a políticos com foro no STF levem o caso para longe.